7 de abril de 2016

Carlos Bahia volta à praia da nota 10

Inquieto, extrovertido e grande destaque quando se fala em ondas de longboard, com um estilo que mescla o clássico e o radical. O surfista de São Sebastião, Carlos Bahia, é mais um nome de ponta dos pranchões confirmado no Festival Santos de Longboard, que será realizado nos próximos dias 16 e 17 ou 23 e 24, no final de semana que oferecer melhores condições de ondas na Praia do José Menino, no Quebra-Mar.
Carlos Bahia / Foto Kalane Brito
Para ele, a competição terá um momento de reencontro especial. “Foi no Quebra-Mar que tirei a única nota 10 na minha carreira. Estou bem animado para voltar a competir lá”, afirma o atleta de 32 anos, lembrando a vitória no Santos Surf Festival, em 2008, superando Jeremias Mica da Silva, o ídolo Picuruta Salazar e Danilo Rodrigo. Na ocasião, ele deu um show, somando 18 pontos, de 20 possíveis. “Foi demais, ainda mais sendo na casa do Picuruta e com ele na bateria”, ressalta.

Nascido na pequena Ibicaraí, no interior do sul de Bahia, na Zona do Cacau, onde morou até os 13 anos, ele não conhecia o mar na infância. Aprendeu a surfar depois que se mudou com a família para a badalada Praia de Maresias, onde é hoje um dos ícones e um grande incentivador dos novos valores do surf local. Tem resultados expressivos no pranchão em sua trajetória, com o título brasileiro profissional e o terceiro lugar no Mundial em 2007, o bi paulista em 2008 e 2010 e o campeonato brasileiro da Pororoca, em 2012.
Carlos Bahia / Foto Kalane Brito
“Acho ótimo esse Festival em Santos, por resgatar a categoria e ainda mais por não termos eventos. É preciso fortalecer o longboard”, afirma Carlos Bahia, que tem como grande objetivo chegar ao sonhado título mundial. “Vou batalhar por isso”, completa o surfista patrocinado por Amazoo Açaí, Spinlister, Spy, Windbeach e Progression Session Surfboards.

Por Fábio Maradei

6 de abril de 2016

Inscrições abertas para a Copa Rio-grandense de Surf AM 2016

Chegou a vez de Torres (RS) receber uma etapa da Copa Rio-grandense de Surf Amador 2016. A Associação dos Surfistas de Torres (AST) convida a todos para a abertura de seu circuito, que tem sua primeira etapa, nos dias 09 e 10 de Abril, na Prainha em Torres. A competição é válida como a segundo etapa da Copa Rio-Grandense. São esperados alguns dos melhores surfistas Amadores do Sul do país para as disputas na praia mais charmosa do Rio Grande do Sul. Ao todo serão 11 categorias em busca do primeiro lugar no pódio.
O presidente da AST, Gustavo Canella, destacou a importância dos parceiros para realização da etapa. “Nosso país passa por um momento econômico extremamente difícil, sabemos disto. Mas com parceiros como os que temos, que escolheram investir em vez de se lamentar, conseguimos viabilizar a competição. Agradeço muito a todos os parceiros que acreditaram no projeto e estão junto conosco movimentando nosso esporte e a cidade. Fica aqui o meu muito obrigado mais uma vez”. Inscrição: os interessados em participar podem realizar a inscrição através de um depósito bancário para a Associação dos Surfistas de Torres. Mais informnações: (51) 9968 5817, ou por meio do e-mail lab.rs2@daruma.com,br.

Por Gabriel de Mello

Atibaia recebe o Skate Vert Battle

A RG Skate Park - rampa particular do skatista profissional Rony Gomes - vai receber o Skate Vert Battle 2016, no dia 16 de abril. Faltando pouco menos de um mês para o evento, que acontecerá na cidade de Atibaia (aproximadamente 60km de São Paulo), grandes nomes do skate vertical estão confirmados. Entre eles, o próprio Rony Gomes, que é campeão mundial e brasileiro da modalidade, Edgard Pereira "Vovô", que é vice mundial da MegaRampa e medalhista nos X Games, o campeão da Copa Brasil Leonardo Ruiz, além do campeão brasileiro Dan Cezar e o americano Clay Kreiner. Entre os pro másters, estão confirmados nomes como o da lenda Lincoln Ueda, Marco Cruz, Cris Mateus e Marco Aurélio Jeff. Outros grandes nomes de destaque do skateboard ainda estão para confirmar suas presenças. O evento é homologado pela Confederação Brasileira de Skate (CBSk).
Foto Felipe Puera
Com realização da RG Skate Park, o evento será a primeira competição nacional na modalidade vertical no ano de 2016. Rony Gomes, skatista e com participação na organização do evento, explica o formato de competição diferenciado. "Esse será o primeiro campeonato vertical em 2016. Por ser um evento novo também queremos inovar no sistema de competição. As notas da final serão atribuídas de acordo com a volta de cada atleta em suas baterias, que terão um peso de 70% e os 30% serão complementados com a pontuação na prova de melhor manobra", explica Rony. "É um sistema mais democrático e que deixa o campeonato ainda mais emocionante até a última manobra", completa.

Essa será a primeira vez que a RG Skate Park receberá uma competição oficial. Local de treino dos principais skatistas do Brasil, o evento chama a atenção pelo alto nível técnico que deve apresentar. "Será a primeira vez que vamos receber um campeonato e queremos fazer disso uma nova rotina na RG Skate Park. Embora o fim dela seja de treino, acredito que o skate vertical esteja precisando de novos olhares e novas competições", comenta Rony.

Além da programação oficial com as disputas no vertical, o cronograma do evento contará com a parte social, que levará projetos sociais e alunos da rede de ensino de Atibaia, para assistir aos treinos livres nos dias 13 e 14 (quarta e quinta-feira) e interagir com os skatistas. Na sexta-feira (15), começa a programação oficial para os competidores, com credenciamento e treinos oficiais. O evento ainda arrecadará alimentos não perecíveis que serão destinados ao Fundo Social de Solidariedade do município de Atibaia.

Por Fernanda Gonçalves

5 de abril de 2016

Os brasileiros no WSL

Com o excelente terceiro lugar no Rip Curl Pro, em sua apenas segunda vez competindo nas ondas difíceis de Bells Beach, o estreante do ano em 2015, Italo Ferreira, agora encabeça a lista dos brasileiros no ranking da World Surf League. Ele divide a quinta posição com o australiano Mick Fanning, que já anunciou que não vai competir em Margaret River e nem no Oi Rio Pro do Brasil, retornando só para Fiji e África do Sul, para apagar o trauma do tubarão na final do ano passado em Jeffreys Bay.

"Foi uma grande bateria e um grande campeonato para mim", disse Italo Ferreira. "Este é o meu melhor resultado aqui em Bells, consegui surfar bem nas baterias esse ano e o (Matt) Wilkinson está arrebentando, surfando muito forte, mereceu. Estou feliz pelo resultado, o ano é longo e vou continuar fazendo o meu melhor em cada onda que eu surfar".

Depois de Italo, vem um dos reforços da "seleção brasileira" esse ano, Caio Ibelli, em oitavo lugar no ranking. O contundido Filipe Toledo, caiu de terceiro para nono. Adriano de Souza e Wiggolly Dantas estão em décimo e o campeão mundial Gabriel Medina na 22.a e última posição no grupo dos 22 que são mantidos na elite para o ano que vem. O potiguar Jadson André e o paulista Miguel Pupo, empatados em 23.o lugar, e as outras duas novidades do Brasil no CT deste ano, o catarinense Alejo Muniz e o paulista Alex Ribeiro, em 33.o, estão fora da zona de classificação neste início de ano.
Caio Ibelli / Foto Kirstin Scholtz
Alejo Muniz só vai estrear na temporada agora em Margaret River, pois operou o joelho no ano passado e não competiu nas duas primeiras etapas. Mesmo sem participar, os contundidos recebem os mesmos 500 pontos dos últimos colocados nas competições. Já Filipe Toledo, que se machucou durante as semifinais na Gold Coast, só retorna no Oi Rio Pro, para defender o título de campeão da etapa brasileira da World Surf League nos dias 10 a 21 de maio no Postinho da Barra da Tijuca.

Por João Carvalho

Matt Wilkinson vence o Rip Curl Pro Bells Beach

O australiano Matt Wilkinson, 27 anos, disparou na frente do ranking vencendo as duas primeiras etapas do World Surf League Championship Tour 2016 na Austrália. Ele surfou as melhores ondas que entraram na final contra o sul-africano Jordy Smith, 28, para badalar o sino do troféu de campeão do Rip Curl Pro, depois de barrar os brasileiros Italo Ferreira, 21, e Wiggolly Dantas, 26, no domingo de ondas difíceis de 6-10 pés em Bells Beach. Com as duas vitórias, o australiano já garantiu que vai competir no Brasil com a lycra amarela no Rio Pro, com todas as estrelas do surfe mundial se apresentando nas ondas do Postinho da Barra da Tijuca, do dia 10 a 21 de maio no Rio de Janeiro. Ele não perde a liderança do ranking na etapa que fecha a perna australiana nos dias 8 a 19 de abril em Margaret River.
Matt Wilkinson (AUS) / Foto Sloane
A competitividade do australiano neste início de ano impressiona, para quem vinha sempre brigando na parte de baixo da tabela para permanecer na elite dos top-34 nos últimos anos. O seu backside funcionou bem com batidas verticais, grandes arcos, manobras de borda executadas com pressão, nas diferentes condições de mar nas direitas de Snapper Rocks e de Bells Beach. Além de escrever seu nome no cobiçado troféu do Rip Curl Pro, como campeão da 56ª edição do campeonato mais antigo do esporte, Wilkinson igualou um feito que não acontecia há 17 anos, ser o primeiro goofy-footer a vencer depois de Mark Occhilupo em 1998. E a última vez que alguém começou ganhando as duas primeiras etapas foi há sete anos, o também australiano Joel Parkinson em 2009.

Na decisão do título, Matt Wilkinson foi preciso mais uma vez na escolha das melhores ondas e aproveitou muito bem as chances que teve, manobrando forte de backside para atingir imbatíveis 17,37 pontos com notas 9,20 e 8,17. O sul-africano Jordy Smith não conseguiu repetir as ótimas atuações e estava mais desgastado, passando por três duelos muito difíceis desde o início do dia. Ele só voltou a competir esse ano e ainda disputou a segunda semifinal, contra o bicampeão consecutivo do Rip Curl Pro, Mick Fanning, ficando com menos tempo de se preparar para a bateria final.
Matt Wilkinson (AUS) / Foto Sloane
O primeiro desafio do sul-africano no domingo foi na segunda bateria do dia, contra o brasileiro Caio Ibelli, valendo a última vaga para as quartas de final. Ambos surfaram ondas no critério excelente dos juízes e a última série que entrou na bateria decidiu tudo. O estreante na elite deste ano vencia com notas 8,50 e 7,43 e trocou essa menor por 7,83, totalizando 16,33 pontos. Mas, a do Jordy Smith foi melhor e valeu 8,37, que somou com o 8,43 da sua segunda onda para vencer por 16,80 pontos.

Depois ganhou outra bateria com menos de um ponto de diferença contra Michel Bourez nas quartas de final. O sul-africano começou forte com notas 9,27 e 8,50 e o taitiano chegou perto dos seus 17,77 pontos, atingindo 17,26 com o 9,03 da sua última onda. Aí veio outra batalha contra o defensor do título, Mick Fanning, mas essa acabou sendo mais tranquila porque ele pegou as melhores ondas e tirou duas notas 8,17 e um 9,00 para vencer por 17,17 a 13,90 pontos. Com o vice-campeonato, Jordy Smith passou a dividir a terceira posição no ranking com o norte-americano Kolohe Andino, abaixo apenas do californiano Conner Coffin e do líder disparado com 20.000 pontos, Matt Wilkinson.
Matt Wilkinson (AUS) / Foto Kirstin
Ninguém vai poder tirar a lycra amarela do Jeep WSL Leader no Drug Aware Pro Margaret River, que começa no dia 8 e vai até 19 de abril em West Australia. Foi com a vitória nesta etapa que Adriano de Souza assumiu a ponta do ranking pela primeira vez no ano passado, surfando ondas incríveis, enormes, que rolaram em Margaret River. Mineirinho não foi bem em Bells Beach e está em décimo lugar depois das duas primeiras etapas na Austrália, empatado com o também paulista Wiggolly Dantas e outros cinco surfistas.

Por João Carvalho

Márcia Portes confirmada no Santos de Longboard

Num dos picos mais famosos do surf brasileiro uma mulher se destaca diariamente surfando nos pranchões. Carioca de nascimento e santista por opção, Márcia Portes sempre está nas ondas do Quebra-Mar e será a principal representante feminina da área no Festival Santos de Longboard. A competição será realizada nos dias 16 e 17 de abril ou 23 e 24, no final de semana que oferecer melhores condições de ondas, reunindo várias gerações dos pranchões. Na disputa feminina, Márcia espera fazer bonito. Afinal, estará em frente de casa e conhece muito bem o local que escolheu para morar desde que o seu filho Noa nasceu, há 11 anos.
Marcia Portes / Foto Lairton Carvalho
“Fico muito feliz por este campeonato acontecer aqui em Santos. As ondas do Quebra-Mar são perfeitas para a categoria. Sei que muitos surfistas de alto nível virão e além da linda festa, será uma celebração ao mais puro surf longboard. De volta às origens”, afirma Márcia, com a vivência de quase duas décadas na modalidade.

Aos 43 anos de idade, a jornalista tem uma relação forte com o Quebra-Mar. “Quando surfei a primeira vez nessa onda ainda morava no Rio de Janeiro. Hoje, estou todo dia dentro d’água. De manhã, meu filho vai para o colégio e vou surfar. Se der um tempinho, o Noa pede para eu surfar com ele. Então pegamos um final de tarde juntos. Sou orgulhosa por ter um filho também surfista. É uma sensação única. Ele adora este nosso contato com o mar”, diz.
Marcia Portes / Foto Luciano Cabal
A manobra que mais gosta é o tradicional caminhar na prancha até o bico. “O surf em uma prancha de nove pés é muito lindo de se ver e de fazer. Existe o controle, o caminhar, o deslizar na água. O longboard representa para mim uma conexão pura e única com o meu corpo, minha alma, o mar, a natureza”, relaciona.

A paixão pelo longboard levou Márcia longe. Resolveu morar na Califórnia/EUA, para ver de perto os melhores do mundo da modalidade, Daiyze Shayne e Joel Tudor, surfistas californianos que admira. Participei de dois mundiais na Costa Rica, era a única brasileira no evento. Foi um aprendizado fantástico”, recorda a atleta patrocinada por Viking Surfboards, Biquínis Água Marinha, Almir Salazar Shaper e Ripcord Leashes e Brazilian Creations (Tucano Glasser).

Por Fábio Maradei