1 de março de 2016

Willian Cardoso de olho em 2017

O surfista catarinense Willian Cardoso ganhou duas motivações para aumentar, ainda mais, sua vontade de ingressar na elite mundial. Ele acaba de ser pai e assinou contrato de patrocínio com a marca Back Fish. O atleta de 30 anos demonstra grande confiança em bons resultados na temporada, para se classificar ao WCT de 2017. Panda, como é conhecido no meio do surf, tem resultados expressivos no Circuito Mundial, como as vitórias no QS de Newcastle, Austrália, e de Saquarema, o quinto em Bells, superando Kelly Slater, o vice no US Open. Também foi vice-brasileiro e ano passado terminou em terceiro no ranking. “Tenho cinco vitórias no QS e espero fazer o meu melhor para estar entre os melhores”, ressalta. A experiência é outro fator que lhe garante motivação para alcançar suas metas. Para ele, ter 30 anos não prejudica. Pelo contrário, só vem a somar. “São muitos anos de estrada. Já cometi muitos erros em baterias e já tive oportunidade de viajar bastante. Conhecer algumas ondas do Circuito. Só vem favorecer”, admite.
E nesse “pacote” de motivação também está o pequeno Lucca, de três meses. “É a minha melhor conquista, meu melhor troféu. Algo que todo dia aprendo. Veio para somar na nossa família. Eu e a Maira (sua mulher) imaginávamos desde que nos conhecemos”, comemora o surfista. Nascido em Joinville, Willian Cardoso aprendeu a surfar em Balneário Camboriú, para onde se mudou com a família, aos nove anos. “Dei sorte de cair num edifício onde o presidente da Associação de Surf morava na época e me apresentou ao surf”, lembra. Com o apoio do pai (Divo) e da mãe (Marli) levou adiante as competições e foi evoluindo. “Depois de 12 anos como surfista profissional, construí uma carreira, um lar. O que eu escolhi para a minha vida foi certo”, diz.

O apelido Panda, alusão ao personagem do desenho animado “Kung Fu Panda” surgiu numa viagem à França, com Robson Santos e Pedro Henrique. “Assistimos o filme e no meio da noite eu acordei com fome e comecei a fazer barulho na cozinha. Tinha uma cena parecida e já começaram a me chamar de Panda. E também era grande, moreno, estar meio gordinho, fora de forma, e ainda conseguia me sobressair nas vitórias. Hoje virou marca registrada, ficou legal e me identifico bastante”, conta.  O grande momento do surf brasileiro no cenário mundial também é elogiado por Willian, que vive essa geração. “Esses dois últimos anos representamos muito bem, principalmente ano passado, que tivemos três atletas brigando pelo título até a última etapa. Além disso, em todas as outras categorias fomos muito bem. Estamos com uma safra muito boa. Dez no CT e todos com chances de fazer melhor. É bom fazer parte desse momento”, argumenta.
Junto às principais etapas do QS, Panda já tem planos para a temporada e pretende aumentar a sua lista de países visitados. “Terá um campeonato no Sri Lanka que pretendo ir. Oportunidade de conhecer um lugar novo. Também quero voltar para El Salvador e México, locais que gosto de surfar, com ondas perfeitas”, relata o surfista, elegendo seu pico predileto. “Jeffreys Bay, na África do Sul. Curto muito. Indiferente se tem tubarão ou não. Eu nunca vi”, brinca.

Ping pong com Willian Cardoso
Nome: Willian Maros Cardoso
Nascimento: 08/02/1986
Mora em: Balneário Camboriú/SC
Manobra preferida: Rasgada
Melhor praia: Praia Brava, Itajaí/SC
Melhor viagem: Jeffreys Bay, África do Sul
Ídolo no surf: Neco Padaratz e Andy Irons
Ídolo no esporte: Ayrton Senna
Ídolo na vida: Meus pais (Divo e Marli Cardoso)
Família: Meu porto seguro, minha mulher, Maira, e meu filho Lucca
Se não fosse surfista: Faria algo que me completasse
Outro esporte: Skate, bike
Comida: Arroz, feijão...
Bebida: Suco de Açaí
Som: Emicida
Filme: Os Indomáveis
Livro: A Semente da Vitória (Nuno Cobra)
Lazer: Assistir filmes, séries e jogar vídeo game

Por Fábio Maradei / Fotos Ricardo Alves

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