2 de março de 2016

Sinal verde para a temporada 2016 do WSL

A temporada 2016 do World Surf League Championship Tour começa na próxima semana e pela segunda vez consecutiva com um brasileiro competindo com a lycra amarela de número 1, como campeão mundial. No ano passado foi Gabriel Medina e agora Adriano de Souza. O Brasil também inicia na Austrália a busca por outro tricampeonato, o do Quiksilver Pro Gold Coast vencido por Medina em 2014 e Filipe Toledo em 2015. O prazo do primeiro desafio dos melhores surfistas do mundo nas melhores ondas do mundo começa no dia 10 e vai até 21 de março, nas direitas de Snapper Rocks, ou em outra praia da região da Gold Coast que apresentar melhores ondas nos dias da competição.
Campeões mundiais / Foto Kirstin Scholtz
A expectativa é grande para a atuação dos brasileiros que dominaram o circuito no ano passado, decidindo o título em nove das onze etapas da temporada. Filipe Toledo foi o único a conquistar três vitórias no ano, sempre usando os aéreos como arma mortal para liquidar seus adversários e arrancar nota 10 dos juízes nas finais. Foi assim também no Oi Rio Pro do Brasil e na final brasileira com Italo Ferreira no Rip Curl Pro de Portugal. Adriano de Souza venceu a outra decisão verde-amarela em Banzai Pipeline e também foi o campeão nos tubos de Margaret River. Já Gabriel Medina ganhou na França pela segunda vez e o Brasil terminou a temporada com seis vitórias nas onze etapas do Samsung Galaxy WSL Championship Tour 2015.

Neste ano, a seleção brasileira terá três reforços, aumentando para dez o número de integrantes na elite dos 34 surfistas que disputam o título mundial da World Surf League, quase 30% dos concorrentes. Caio Ibelli se classificou em primeiro lugar no ranking do WSL Qualifying Series, junto com o também paulista Alex Ribeiro e o catarinense Alejo Muniz, que ainda se recupera de contusão e não vai competir na Gold Coast. Os três juntam-se aos sete que participaram do CT em 2015, os campeões mundiais Adriano de Souza e Gabriel Medina, Filipe Toledo, Italo Ferreira, Wiggolly Dantas, Jadson André e Miguel Pupo.
Caio Ibelli (SP) / Foto Poullenot / Aquashot
São tantos que eles acabarão se enfrentando durante o circuito, como vai acontecer agora na rodada de apresentação do Quiksilver Pro Gold Coast. O Brasil participa até da bateria que vai inaugurar a temporada 2016 do WSL Championship Tour 2016, com o potiguar Italo Ferreira enfrentando o havaiano Keanu Asing e uma das novidades australianas para este ano, Ryan Callinan. Na terceira, estreia o defensor do título nas ondas de Snapper Rocks, Filipe Toledo, junto com o potiguar Jadson André e outro australiano, Stu Kennedy.

Depois, os campeões mundiais começam a se apresentar na Austrália. Gabriel Medina encabeça a quarta bateria, composta pelo estreante Caio Ibelli e o havaiano Sebastian Zietz, que saiu da elite no ano passado e é um dos substitutos dos contundidos Alejo Muniz, em fase de recuperação, Owen Wright e Bede Durbidge, que se lesionaram durante o Billabong Pipe Masters no Havaí. O também australiano Mick Fanning anunciou que não vai participar de todas as etapas esse ano, mas compete na Gold Coast e está escalado na sexta bateria, antes de Adriano de Souza entrar com a lycra amarela do Jeep Leaderboard de número 1 do mundo.
Filipe Toledo (SP) / Foto Kirstin Scholtz
O outro novato na divisão de elite da World Surf League, Alex Ribeiro, completa a nona bateria, do norte-americano Nat Young e do australiano Kai Otton. E na 11.a, tem mais uma participação dupla do Brasil com os também paulistas Wiggolly Dantas e Miguel Pupo enfrentando o sul-africano Jordy Smith. Nesta primeira rodada, ninguém é eliminado. Os vencedores das baterias avançam direto para a terceira fase e os derrotados têm uma segunda chance de classificação nos primeiros duelos eliminatórios do ano na Gold Coast.

Por João Carvalho

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