10 de dezembro de 2015

Chloé Calmon fica em terceiro no mundial de lonboard

As favoritas para decidir o título do Jeep World Longboard Championship na China ficaram nas semifinais. A jovem norte-americana Rachael Tilly derrotou a brasileira Chloé Calmon por apenas 2 décimos de diferença e ganhou o troféu de campeã mundial da World Surf League na final contra a havaiana Crystal Dzigas, que barrou a defensora do título, Chelsea Williams, da Austrália. Na categoria masculina, foram realizadas duas rodadas que já definiram os primeiros classificados para as quartas de final e Piccolo Clemente é um deles. O peruano garantiu passagem direta vencendo um confronto 100% sul-americano com os brasileiros Jeferson da Silva e Jefson Silva. Os dois e Rodrigo Sphaier ainda tem uma segunda chance de avançar na quinta fase da competição, que ficou para abrir a quarta-feira na Ilha Hainan.
Foto WSL / Will H-Sno mundial de Longboard
Em mais um dia de ótimas ondas de 4 pés, os melhores do mundo nos pranchões deram um show combinando as manobras clássicas com batidas e rasgadas nas longas esquerdas de Riyue Bay. Um incrível número de nove competidores ultrapassou a casa dos 18 pontos de 20 possíveis e Rodrigo Sphaier chegou a aumentar o recorde do peruano Piccolo Clemente no Jeep World Longboard Championship 2015 de 19,83 para 19,86 pontos, somando duas notas 9,93 na vitória sobre o havaiano Duane Desoto na terceira fase. A apresentação do surfista de Saquarema foi tão fantástica que ele ainda descartou três ondas excelentes que valeram notas 9,57, 9,47 e 9,10.

Na disputa seguinte, o defensor do título mundial, Harley Ingleby, da Austrália, foi surpreendido pelo jovem havaiano Nelson III Ahina, que o derrotou por 17,00 a 16,10 pontos. E o vice-campeão do ano passado, Phil Rajzman, também perdeu o duelo brasileiro com Jeferson da Silva por 15,20 a 11,63 pontos. Os dois finalistas de 2014 acabaram vencendo só uma bateria esse ano na Ilha Hainan e terminaram em 13.o lugar. Já o peruano Piccolo Clemente segue firme na tentativa de repetir seu título mundial de 2013 na China. Ele despachou o norte-americano Cole Robbins por 18,50 a 15,63, computando notas 9,27 e 9,23. No confronto seguinte, Jefson Silva fechou a participação sul-americana na terceira fase com mais uma vitória expressiva de 18,60 a 17,97 pontos sobre o sul-africano Matthew Moir.
Rachael Tilly (EUA) / Foto Will H-Smith / WSL
Com os resultados dessas três baterias seguidas, um confronto sul-americano foi formada para definir a terceira classificação direta para as quartas de final na quarta fase da competição. A primeira vaga foi conquistada por Taylor Jensen no desempate com o também americano Tony Silvagni. No entanto, os derrotados têm uma segunda chance de classificação na quinta fase, quando os duelos voltam a ser disputados no sistema homem a homem. O brasileiro Rodrigo Sphaier surfou bem de novo e tirou três notas na casa dos 8 pontos e uma 9,40, porém não foi suficiente para superar o 8,77 e 9,53 computados pelo francês Edouard Delpero, que levou a melhor por 18,30 a 17,60 pontos, com Nelson III Ahina ficando em último.

Aí começou o confronto sul-americano e Piccolo Clemente já começou forte numa ótima onda que valeu nota 9,87, com dois dos cinco juízes dando 10 para o dono da ainda única nota máxima do campeonato, conseguida na estreia do peruano no domingo. Em sua segunda onda, ele ganhou 7,23 para construir o seu placar de 17,10 pontos que garantiu passagem direta para as quartas de final. O saquaremense Jeferson da Silva totalizou 16,60 pontos e ficou em segundo lugar, com o paulista Jefson Silva terminando em terceiro com 15,57. A segunda rodada classificatória para as quartas de final ficou para abrir a quarta-feira na Ilha Hainan, com a chamada para a primeira bateria, entre o americano Tony Silvagni e o havaiano Nelson III Ahina, marcada para as 7h30 em Riyue Bay. Rodrigo Sphaier entra na segunda com Antoine Delpero, Jeferson da Silva na terceira com outro francês, Timothee Creignou, depois Jefson Silva disputa a última vaga para as quartas de final com o australiano Jared Neal. Quem perder nessa quinta fase, termina em nono lugar no Jeep World Longboard Championship.
Piccolo Clemente (PER) / Foto Will H-Smith / WSL
Enquanto doze surfistas ainda estão na batalha pelo título mundial masculino de Longboard da World Surf League, o feminino já foi decidido na terça-feira com um resultado surpreendente. As grandes favoritas para fazerem a final eram a atual campeã mundial Chelsea Williams e a brasileira Chloé Calmon, que detinha os recordes do campeonato entre as meninas e foi semifinalista na China no ano passado. Só que ambas perderam nas semifinais para competidoras mais jovens e menos experientes do que elas. A havaiana Crustal Dzigas dominou o duelo com a australiana, liderando a bateria desde a sua primeira onda e foi aumentando o placar a cada apresentação, até totalizar 17,90 pontos com as notas 9,00 e 8,90 das duas melhores que surfou. Chelsea Williams não conseguiu acompanhar o forte ritmo empreendido pela sua oponente e só conseguiu 15,90 pontos.

A disputa seguinte foi bem mais acirrada, com ambas trocando a liderança da bateria no início. Chloé Calmon largou na frente com notas 7,33 e 8,67, contra 6,83 e 7,83 da americana. Mas, Rachael Tilly assumiu a ponta com 8,37 e tudo foi decidido nas últimas ondas surfadas pelas duas competidoras. A da brasileira valeu nota 8,00 e a da americana 8,50 que garantiu a vitória por uma vantagem de apenas 2 décimos no placar encerrado em 16,87 a 16,67 pontos. Na grande final, Rachael Tilly repetiu a dose para confirmar o título mundial de 2015 em sua última onda, que igualou a nota 8,60 recebida duas ondas antes para totalizar 17,20 pontos, contra 14,57 da havaiana Crystal Dzigas. O caneco de campeã de Longboard da World Surf League não era conquistado por uma surfista dos Estados Unidos desde o vencido por Lindsay Steinriede em 2011. Depois disso, a havaiana Kelia Moniz foi bicampeã em 2012 e 2013 e no ano passado perdeu a chance do tri na final com a australiana Chelsea Williams.
Jeferson da Silva (RJ) / Foto Will H-Smith / WSL
"Isso é inacreditável para mim e estou na Lua agora", vibrou Rachael Tilly. "Ser campeã do mundo era um sonho que eu tinha desde os 6 anos de idade e agora eu consegui isso. Nem consigo acreditar que tudo isso aqui é real mesmo. Eu já tinha vindo competir aqui na China duas vezes, mas sem passar muitas baterias, sempre perdia nas primeiras fases. Mas, depois de ganhar o título norte-americano, me senti bem mais confiante e estou muito feliz pela vitória e pelo título mundial, que era meu grande objetivo".

Por João Carvalho

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