31 de dezembro de 2015

O criador do sistema de pontuação do WSL

Durante o Pipe Masters, no Havaí, o jornalista Fábio Maradei bateu um papo com o Mano Ziul, brasileiro que criou o sistema de computação para notas dos campeonatos de surf, usado no Mundo inteiro.
Ziu está há quase 3 décadas atuando diretamente no Circuito Mundial da World Surf League (WSL), acompanhando todas as etapas do Tour.
Ele é o responsável pela criação e desenvolvimento de tecnologia de transmissão. Só de Pipe Masters são mais de 20 edições. Acompanhe a entrevista

Por Fábio Maradei

30 de dezembro de 2015

Bino Lopes: o melhor surfista brasileiro em 2015

O surfista baiano Bino Poles sagrou-se campeão Brasileiro de Surf Profissional 2015 no último dia 20 de dezembro, na praia dos Molhes, em Torres (RS), ao passar para a fase semifinal do AST PRO 2015. Já outro baiano, Marco Fernandez, conquistou o título da etapa ao derrotar Willian Cardoso.
Bino Lopes é o campeão Brasileiro de Surf Pro 2015
O domingo iniciou com cinco atletas ainda com chances de levar o título de Campeão Brasileiro, mas com o decorrer das disputas, todos foram despachados por Bino Lopes. Embora as condições climáticas não fossem as melhores, o mar apresentou ondas de três pés, com maiores na série, possibilitando um leque de manobras diferenciadas.

“Estou feliz, trabalhei muito para chegar neste resultado. Foi um ano longo e com competições bem difíceis. Agradeço a todos que me ajudaram a chegar neste dia. Estou muito feliz, o ano foi especial para mim. Vou comemorar muito, voltar para a Bahia e cumprir alguns compromissos com meus patrocinadores. Os organizadores desta última etapa estão de parabéns, tinha tudo que precisamos para competir com traquilidade”, declarou Bino.
Marco Fernandez vence  AST Pro 2015 
“A vitória do Bino ratifica este grupo fortissimo. Temos 10 surfistas entre os melhores do mundo, mas poderíamos ter mais 20", informou o diretor Executivo da ABRASP, Pedro Falcão. "Precisamos trabalhar mais, aos poucos tenho certeza que os brasileiros dominarão a elite mundial".

Por Gabriel de Mello / Fotos Harleyson Almeida


O Rei é o novo presidente da Fecasurf

Na última segunda-feira, 28, a Federação Catarinense de Surf elegeu seu futuro presidente numa Assembleia Geral Ordinária. A eleição serviu para escolher a nova diretoria da entidade para a gestão 2016/2020, e o seu novo presidente, o Reiginaldo Ferreira. Estiveram presentes 13 associações que votaram e elegeram por aclamação, a única chapa inscrita para o pleito. Reginaldo representa a ASIS – Associação de Surf Ingleses Santinho, e seu Vice, Jordão Bailo Junior, representa a Associação de Surf de Palmas.
Foto Fecasurf
Reiginaldo foi um dos fundadores da Fecasurf em 1987 e também da ASIS – Associação de Surf Ingleses Santinho em 1981, onde ficou a frente por muitos anos realizando um bom trabalho de base do esporte. O “Rei” como é conhecido entre os amigos do surfe, agora  assume a responsabilidade de dirigir a entidade que hoje é umas das mais conceituadas e atuantes do Brasil, com o compromisso de manter o desenvolvimento e a organização do esporte no estado.

“Estou muito feliz em poder realizar este sonho. Quero dar continuidade ao belo trabalho realizado pelo ex-presidente Fred Leite, e também parabeniza-lo, pois, mesmo com as grandes dificuldades e os desafios de hoje, conseguiu cumprir com êxito a sua missão. Gostaria também de agradecer a todos que acreditaram na minha pessoa para assumir a presidência da Fecasurf, e dizer que não irei poupar esforços para retribuir esta confiança, trabalhando seriamente pelo surfe catarinense”, declarou o novo presidente da Fecasurf Reiginaldo Ferreira.
Foto Fecasurf
O vice Jordão Bailo Jr já ocupou a mesma cadeira na Gestão do ex-presidente Xande Fontes de 1998 a 2007, e agora retorna ao cargo para auxiliar o novo presidente nesta nova caminhada. “É uma satisfação muito grande poder estar de volta a Fecasurf. Quero dar continuidade aos projetos de surfe amador, com novos formatos de competição que ajudem a qualificar nossos atletas, e também resgatar o espírito competitivo da Equipe Catarinense de Surf da Fecasurf que é tetra campeã brasileira por equipes”, declarou Jordão, pronto para colocar a mão na massa.

Fonte Fecasurf



Pereira e Graciete vencem a Maratona da Bahia 2015

O potiguar José Pereira da Silva e a baiana Graciete Moreira foram os grandes campões da Maratona da Bahia 2015, disputada no último domingo, 20, na capital Salvador, com largada no Jardim de Alah. Esse foi o segundo título em três anos para a atleta da casa Graciete Moreira, enquanto no masculino atleta do Rio Grande do Norte estabeleceu nova marca para a prova. O resultado não só deu a vitória no duelo a José Pereira da Silva, mas também o novo recorde de prova, que também pertencia a Marcio Barreto, de 2h30m30s, feitos na edição passada. Em 3º lugar ficou Edson Amaro Arruda, seguido por Diego Andrade (4º) e Fábio Ramos dos Santos (5º).
Graciete Moreira 
Apontada como uma das favoritas na prova feminina, a baiana Graciete Moreira comprovou sua excelente fase e levou o bicampeonato da Maratona Caixa da Bahia. “Dona da casa”, a maratonista sobrou na prova e com 3h05m10s venceu a prova com mais de seis minutos de diferença para a segunda colocada, Maria de Fatima Souza.

Sétima colocada no Ranking CBAt, o resultado rendeu pontos importantes para Maria de Fatima Souza. Em 3º lugar ficou Carla Barbosa Guimarães. Vice-líder do Ranking Caixa CBAT. Maria Regina Santos Seguins ficou na quarta posição e conquistou pontos importantes na corrida pelo título da temporada. Campeã da prova em 2014, Adriana Domingos da Silva completou o pódio na quinta colocação.
Potiguar José Pereira da Silva venceu, e quebrou recorde da Maratona
Nos 10km, Erico Vieira foi o grande campeão entre os homens com 35m11s, enquanto Cleida Azevedo venceu entre as mulheres com 43m21s. Nos 5km, Alcivam da Silva cruzou a linha de chegada em 16m13s, marcando o novo recorde para a distância. Fechando os campeões, Debora Mota venceu com 21m33s.

Por Danilo Caboclo / Fotos Anizio Lopes/Latin Sports


29 de dezembro de 2015

Thiago Meneses domina Festival Paulistano de Surf

Em um típico fim de semana de verão, com ondas de meio metro e muito sol, Thiago Meneses garantiu os títulos Open e Júnior no segundo Festival Paulistano de Surf, realizado na praia da Riviera de São Lourenço, em Bertioga (SP). O clima de confraternização deu o tom do evento, numa grande festa que reuniu veteranos e novatos. O campeonato foi um belo retrato de como o esporte está inserido no cotidiano das famílias paulistanas e passando tradicionalmente de geração para geração. Caso do clã Paioli, comandado por  Chico e Zé, percursores do esporte nos anos 60 e ambos homenageados no cartaz do evento (Zé no ano passado e Chico nesta edição).
Pódio da homenagem ao Chico Paioli no Festival Paulistano de Surf 2015 / Foto Munir El Hage
Enfatizando o clima descontraído, diversos ícones do esporte prestigiaram o evento, como o renomado shaper Neco Carbone, Reinaldo Andraus (ex-editor da revista Hardcore), entre outros. Representando a nova safra da família Meneses, Thiago soube escolher as ondas para arrematar as maiores notas e levar o título Open, deixando para trás Ricardo Saheli em segundo, na terceira posição Carlos Tizon, e em quarto seu pai, Paulo. Na Júnior, categoria na qual é tricampeão invicto do circuito Surf Trip SP Contest, não deu chances aos adversários e venceu mais uma vez, deixando sua irmã Gabriela em segundo.

“Este ano foi muito bom. Garanti mais um título invicto no SP Contest e também disputei vários eventos regionais, como o circuito bertioguense e sebastianense. Consegui mostrar o meu surf e conquistar mais este para fechar o ano com chave-de-ouro. Também fiquei feliz, pois temos mais uma competidora na família, minha irmã Gabriela ”, diz o campeão.
Thiago Meneses garantiu os títulos Open e Júnior no segundo Festival Paulistano de Surf / Foto Munir El Hage
Entre os masters, Saheli levou a melhor sobre Paulo Giachetti (2o), Fabrizio Parra (3o) e Paulo Meneses (4o). Na Grand Master, Paulo Meneses não deixou a vitória escapar e garantiu o topo do pódio. O segundo colocado foi Sergio Tadesco, em terceiro ficou Glebson Siqueira e em quarto Marcelo Lima. Bicampeão do circuito SP Contest no SUP, Roger Marques mostrou porque é um dos principais nomes da modalidade no surf paulistano. Paulo Giachetti garantiu a segunda posição, com Tulio Dalpiaz em terceiro e Michel Asfo em quarto.

No pranchão, Asfo levou a melhor sobre Leo Diniz. Atual campeão do SP Contest, Paulo Giachetti obteve o terceiro lugar, seguido por Carlos Diniz em quarto. Mariana Marcele foi a campeã no Feminino e Gabriela Meneses ficou em segundo lugar. Iris Masqueto ficou em terceiro e Maria Eduarda na quarta posição. Neco Carbone venceu a bateria entre convidados, seguido por Ze Paioli (2o), Mauro Rabelé (3o) e Daniel Miranda (4o).
Teve também muito charme no Festival Paulistano de Surf 2015 / Foto Munir El Hage
Para Dadá Nascimento, idealizador e organizador do circuito, o evento cumpriu seu papel. “O nível de surf foi muito bom, tivemos vários atletas de destaque do circuito paulistano. Também fomos prestigiados por grandes nomes do esporte e conseguimos promover uma grande confraternização para fechar o ano em grande estilo”, destaca Nascimento.

O Festival Paulistano de Surf é apresentado pela rede de lojas Surf Trip e incentivado pelo Governo do Estado de São Paulo. Patrocínio InnerWaves e BHS e organizado pela Associação de Surf da Grande São Paulo. Apoio: Garbo Moda Masculina, Golden Tecnologia, Paganini Specialitá Gastronomica e Casa Flora Importadora, prefeitura Municipal de Bertioga e Associação Bertioga de Surf.

Por Nancy Geringer

Mineirinho fala sobre o título mundial

O jornalista Fábio Maradei conseguiu algumas palavras do novo campeão mundial de surf, Adriano de Souza, o Mineirinho, direto do Havaí, após a conquista em Pipeline.
Acompanhe este bate-papo:

Por Fábio Maradei

HB reforça equipe com Bruno Santos

A marca acaba de ganhar um reforço de peso, o surfista Bruno Santos, o "Bruninho". Carioca, cresceu em Itacoatiara, uma das ondas tubulares mais pesadas do Brasil. É um verdadeiro Einstein quando se trata de tubos e, apesar de atualmente ser freesurfer, já faturou a etapa de Teahupoo em 2008. Para a marca é muito bom ter uma pessoa do bem e dedicada em fazer o que ama se juntando a família HB Team. Bruninho além de ser uma pessoa muito humana e de cabeça boa, é consciente em como se deve agir para viver em um mundo melhor.
Bruno Santos / Foto Divulgação
"O prazer é todo meu de entrar para o time de uma das marcas mais surfe do mundo, criada por uma família de grandes surfistas! Eu sou um cara tranquilo, família, que se apaixonou pelo surfe aos 11 anos na praia de Itacoatiara, uma das ondas mais tubulares e pesadas do Brasil. Nessa mesma praia, eu aprendi a entubar e essa manobra me fez viajar os 4 cantos do mundo, sempre buscando os maiores, mais longos e perfeitos canudos", declara o freesurfer.

Por Daniela Vinci

21 de dezembro de 2015

Medina deixa uma coroa, e traz outra

A época de Gabriel Medina começou da pior forma, em particular se considerarmos que no ano passado sagrou-se campeão mundial de forma brilhante. Mas, o surfista mais completo da atualidade ainda tinha truques na manga, e depois de um final de temporada forte, Medina ainda ameaçou manter o título de campeão do mundo, e acabou por ser peça vital na vitória de Mineirinho, ao afastar Mick Fanning nas semifinais do Pipe Masters.
Gabriel Medina vence a Tríplice Coroa Havaiana 2015 / Foto WSL / Kirstin Scholtz
Se por um lado Medina cedeu a coroa de campeão mundial, leva para casa a Tríplice Coroa havaiana, um título que todos os surfistas ambicionam ter no currículo.

Redação InnerSport

20 de dezembro de 2015

A despedida em grande estilo de CJ Hobgood

C.J. Hobgood já era para ter saído do World Tour em 2014, mas acabou por ser resgatado pela WSL por mais uma temporada. Afinal, o norte-americano de 36 anos, natural da Flórida, campeão do mundo em 2001, é um dos mais carismáticos elementos da elite mundial e a verdade, digam o que disserem, é que ainda tem muito para dar e ensinar ao surf. Tal como Fred Patacchia e Glenn Hall, Hobgood também aproveitou a presente temporada para encerrar de vez a carreira profissional. Depois de algumas vitórias incríveis como, por exemplo, o Quiksilver Pro France (2000), Billabong Pro Tahiti (2004), US Open of Surfing (2007) ou o Billabong Pro Mundaka (2008), acabou por se despedir dos fãs com uma presença nas quartas de final do Billabong Pipe Masters, frente a Gabriel Medina, eliminando pelo caminho nomes fortes da nova geração como John John Florence e Ítalo Ferreira.
CJ Hobgood / Foto Moran
Como se isso não fosse suficiente, venceu de forma categórica a bateria da ronda 1, deixando Taj Burrow em 2º e Kelly Slater em 3º, com um tubão que não se vê todos os dias (vídeo em baixo). Os juízes deram-lhe a nota mais do que merecida na hora da despedida: um 10 perfeito e unânime.

Nas redes sociais acabou escreveu:
“Esta tarde é o primeiro dia do resto da minha vida. Tenho uma mulher que amo, uma família linda, os melhores amigos do mundo e para sempre farei parte da restrita família do surf que, independentemente do tempo que passou ou onde quer que eu esteja no mundo, é precisamente aí que retomaremos a conversa. Obrigado a todos!”

Redação InnerSport

19 de dezembro de 2015

Lesão afasta Bede Durbidge do mar

Banzai Pipeline fez mais uma vítima. o australiano Bede Durbidge se lesionou seriamente no heat 2 da ronda 3 frente ao havaiano Keanu Asing. O veterano surfista, que já venceu em Pipe no ano 2007, caiu logo na sua primeira onda e bateu no fundo rochoso. Quando veio à superfície foi notório que estava com dificuldades, mas acabou por ser ajudado pelo jetski de apoio que o levou até à praia, sendo posteriormente transportado para o hospital com muitas dores.
Segundo a WSL, o diagnóstico indica que Bede fraturou a pélvis (cavidade óssea da bacia) em dois lados, tendo que sofrer uma intervenção cirúrgica em breve. A recuperação para este tipo de lesão é complexa e demora algum tempo, por isso, não se sabe ainda quantos meses estará o surfista afastado do World Tour.

O australiano, de 32 anos, que ocupa neste momento o 12º lugar no ranking mundial, tranquilizou os fãs, amigos e família ao escrever nas redes sociais a seguinte mensagem: “não foi a forma como gostaria de ter encerrado esta temporada. Acabei por fraturar a pélvis. Obrigado à patrulha na água e aos médicos da prova por terem tomado conta de mim. Também à minha mulher, família e amigos por todo o apoio e carinho. O que não nos mata só nos torna mais fortes.”

Redação InnerSport

Onde está o Neco Padaratz?

Durante anos Neco Padaratz foi um dos nomes que fez parte da elite mundial do surf e do World Championship Tour. O carismático surfista, natural de Santa Catarina, Florianópolis, Brasil, que começou a surfar aos sete anos de idade por influência do irmão mais velho, Teco Padaratz, também surfista profissional; venceu por duas vezes consecutivas o Circuito Mundial de Qualificação (em 2003 e 2004) e até há bem pouco tempo detinha o recorde para o número máximo de vitórias de um atleta brasileiro no 'QS (10), apenas atrás de Sunny Garcia (22), Rob Machado (13) e Andy Irons (12).
Atualmente, com 39 anos de idade, o ex-top mundial vive em San Clemente, na Califórnia, abrandou o ritmo e dedica todo o seu tempo à formação de jovens surfistas. No vídeo em anexo a lenda brasileira fala do seu dia a dia e ainda do trabalho como técnico de alguns surfistas que compõem o futuro do surf norte-americano.

Redação InnerSport

Dunga Neto focado no surf

O surfista profissional Dunga Neto encerra o ano com dois grandes compromissos. O primeiro será em Torres, no Rio Grande do Sul, onde Dunga vai disputar a última etapa do circuito brasileiro de surfe profissional entre os dias 16 e 20 de dezembro na Praia dos Molhes.
Dunga Neto / Divulgação/Beach Park
"Venho treinando bastante para obter boa colocação, pois essa etapa é muito importante e a de maior pontuação no circuito", afirma o atleta. Em seguida, o cearense embarca para o Havaí, onde aperfeiçoa as técnicas de surfe em ondas grandes e grava imagens para o patrocinadores.

Por Muryel Duarte

18 de dezembro de 2015

No topo do mundo por R$ 30,00

Sem sombra de dúvidas, a quinta-feira, 17 de dezembro de 2015, foi a data mais importante da história do Surf brasileiro! Mineirinho consagrou-se campeão mundial de Surf em Pipeline. Mas o Brasil levou também ontem o campeonato da Tríplice Coroa e a etapa de Pipeline. Impossível pensar em um ano melhor que esse para o Surf brasileiro que contou também com o melhor estreante do ano, que foi o país que venceu mais etapas no ano, e ainda por cima colocamos 10 brasileiros classificados para o WCT ano que vem. Que ano!
Adriano de Souza (BRA) / Foto WSL _ Kirstin Scholtz
Não faltou emoção no último dia de competição em Pipeline! Mineiro virou as quartas de final no sufoco e nos últimos instantes, quase saindo da competição e da luta pelo título prematuramente. Na semifinal na sequência, Medina tirou mais um coelho da cartola e “mandou” um air reverse em Pipeline, conseguindo uma boa nota para as condições do dia, eliminando Mick Fanning e deixando o caminho aberto para mineirinho.

Mineirinho, esperto que é, não desperdiçou a oportunidade e já garantiu o título na semifinal contra Maison Ho. Para completar “o melhor dia da vida”, Mineirinho venceu Medina e conquistou o título do PipeMaster, mais um inédito para o Brasil. Como “consolo”, Medina ficou com o título da Triplice coroa, outro feito histórico para o Brasil.

A emoção rolou solta durante o dia final inteiro de competição, mas a entrevista do Mineiro depois de confirmado o título foi na minha opinião o momento mais emocionante do dia: entre outras coisas e agradecimentos, Mineirinho comoveu todo mundo ao fazer um agradecimento especial a seu irmão, que foi o responsável por comprar sua primeira prancha de Surf por R$ 30,00 quando ainda era um molequinho!

Por Caio ComSurf

Mineiro conquista o 2º título mundial para o Brasil

Num dia histórico, dramático, Adriano de Souza e Gabriel Medina festejaram mais feitos inéditos para o Brasil na meca do surfe mundial. Medina foi o primeiro brasileiro a conquistar a prestigiada Tríplice Coroa Havaiana, tirando Mick Fanning do caminho de Mineirinho, que conseguiu o seu tão perseguido troféu de campeão da World Surf League ao derrotar o havaiano Mason Ho na outra semifinal. Pela primeira vez, o Billabong Pipe Masters foi encerrado com uma decisão verde-amarela no Havaí e Adriano de Souza se tornou o primeiro brasileiro a ser campeão no maior palco do esporte, com Medina repetindo o vice-campeonato do ano passado nos tubos de Pipeline e Backdoor.
Adriano de Souza (SP) / Foto Kirstin Scholtz / WSL
Muito emocionado, Mineirinho também lembrou do seu início sofrido no esporte, por ser de uma família humilde do Guarujá. "Eu também dedico esse troféu de campeão do mundo ao meu irmão (o Mineiro que originou seu apelido), que por 30 Reais ele comprou uma prancha de surfe pra mim quando eu era criança. Na época, eu sei que era muito dinheiro pra ele poder comprar essa prancha e hoje eu estou no topo do mundo por 30 Reais, então muito obrigado meu irmão, eu te amo, amo toda a minha família e não vejo a hora de ver todos vocês com esse troféu gigante nas minhas mãos".
Adriano de Souza (SP) / Foto Masurel / WSL
Para aumentar a dramaticidade do dia que Adriano de Souza conquistou o segundo título mundial consecutivo do Brasil no World Surf League Championship Tour, com ele recebendo o seu tão desejado troféu das mãos do campeão do ano passado, Gabriel Medina, no pódio do Billabong Pipe Masters, as condições do mar estavam muito difíceis. Poucas ondas boas entravam nas baterias e a maioria foi decidida com notas baixas, pois eram raros os tubos que não fechavam rapidamente nas séries de 4-6 pés da quinta-feira em Pipeline.
Gabriel Medina e Adriano de Souza / Foto Kirstin Scholtz - WSL
Os melhores surfistas do mundo voltam em 2016 para a abertura da temporada no início de março na Gold Coast, em Queensland, na Austrália. No ano que vem, a "seleção brasileira" que dominou 2015 com os títulos de Mineirinho e Medina e ainda o potiguar Italo Ferreira sendo premiado como o "Rookie of the Year", estreante do ano, terá três reforços classificados pelo WSL Qualifying Series, Caio Ibelli que foi o campeão do ranking, o também paulista Alex Ribeiro e o catarinense Alejo Muniz, que volta à elite depois de 1 ano fora. Agora serão dez brasileiros entre os top-34 da World Surf League, contando com os sete desse ano, os campeões mundiais Adriano de Souza e Gabriel Medina, Filipe Toledo, Italo Ferreira, Wiggolly Dantas, Jadson André e Miguel Pupo.
Gabriel Medina (SP) / Foto Masurel / WSL
Nesse ano, o Brasil mostrou e comprovou definitivamente ao mundo ser uma das maiores potências do esporte, junto com a Austrália e Estados Unidos. Os brasileiros decidiram os títulos em incríveis nove das onze etapas do Samsung Galaxy WSL Championship Tour 2015, ganhando seis delas com duas finais 100% verde-amarelas seguidas fechando a temporada. Ela já começou com três brasileiros invadindo as semifinais na Gold Coast. Adriano de Souza e Miguel Pupo perderam e dividiram o terceiro lugar, mas Filipe Toledo festejou a sua primeira das três vitórias no ano derrotando o australiano Julian Wilson com seus aéreos mortais.

Por João Carvalho

Hot Buttered lança linha de óculos para o público teen

Os produtos direcionados ao público infantil já movimentam mais de R$ 50 bilhões ao ano em todo o mundo. O número fica ainda mais impressionante quando somado à expectativa de crescimento para o segmento: 14% ao ano. Ouvindo o mercado, a HB lança sua coleção HB Teen. Os modelos são os maiores sucessos em tamanhos e formatos especialmente desenvolvidos para os teens. Entre eles, estão os receituários 93112 e 93115 e os solares Landshark II Teen e H-Bomb Teen (que também podem ser montados com lentes de prescrição).
Três das armações que compõem a linha contam com um adaptador na haste, o que garante encaixe perfeito. Cores como Matte Black, Gloss Black, Matte Dark Red e Ultramarine dão acabamento ideal para fazer a cabeça desse exigente e especial consumidor. Cada compra ainda vem com um brinde colecionável, exclusivo para a linha Teen. São quatro pingentes para celular diferentes, que representam símbolos da história da HB, como o seu logo, um óculos, uma prancha de surfe ou um bumerangue.

Por Daniela Vinci 

17 de dezembro de 2015

Quem levanta o caneco, em Pipe?

Não, não tenho bola de cristal. Não sei quem vai se consagrar com o título mundial de Surf hoje em Pipeline.  Mas, sei com antecedência que o título estará em boas mãos, porque qualquer um dos 3 candidatos ao título merecem muito. Seja pelo ano que tiveram como pela história de vida e Surf de cada um. Mick Fanning é um dos maiores da história do esporte. Arcos característicos, força e muito técnica fazem o Surf dele se encaixar em qualquer tipo de onda. Tudo parece fácil. Some-se a isso 3 títulos mundiais e um ano para lá de difícil para ele. Nunca na história desse esporte, um atleta foi atacado por um tubarão em uma competição, e ainda por cima ao vivo!! Poderia ter ficado traumatizado e acabar com o ano de qualquer um, mas o dele não.
Foto Kirstin Scholtz
Como se isso não fosse suficiente, na véspera da decisão do título mundial, Mick Fanning recebe a notícia que seu outro irmão faleceu enquanto dormia, digo outro porque há muito tempo atrás ele já havia perdido um irmão em um acidente de carro. Não se abalou, e venceu ontem a super bateria contra os maiores tube riders do mundo: Kelly Slater e John John Florence. Muito drama e superação. Merece o título! Mineirinho tem a história de vida mais difícil e talvez seja o atleta mais focado e determinado que o Surf já viu em sua história. Nasceu de uma família super humilde, como tantos outros no Brasil, mas seu talento e força de vontade fez dele um caso de sucesso e superação no nosso esporte. Isso já faz 10 anos, e ele não perdeu o pique, muito pelo contrário está cada vez surfando melhor, nas mais diversas condições! Muita garra e força de vontade. Merece o título.

Medina é um monstro. Não consigo pensar em outras palavras para definir nosso primeiro campeão mundial. Começou o ano com muita pressão e um pouco de “ressaca” do tão almejado título do ano passado. Parecia até desmotivado, até que o leão ressurgiu no meio do ano. Mas como o seu talento, a volta por cima foi meteórica: 2º no Tahti, 3º em Trestles, 1º na França, 5º em Portugal. Sem sombra de dúvidas ele sobrou no segundo semestre e além dos resultados, foi o surfista que melhor surfou em quase todas essas etapas. E em Pipeline está “on fire”, parece confortável, confiante e imbatível.  Medina é show de Surf. Merece o título.

Quem vença o melhor porque os 3 merecem. Mas espero que o discurso do título seja em português e que a festa role em rítimo de samba!
Aloha!

Por Caio ComSurf

Homenagem ao pioneiro do surf

Neste fim de semana (19 e 20/12) os surfistas da Grande São Paulo e capital têm encontro marcado na praia da Riviera de São Lourenço, Bertioga (SP), onde acontece a segunda edição do Surf Trip apresenta Festival Paulistano de Surf. Com disputa nas categorias Open, Master, Grand Master, Júnior, Feminino, Longboard e Stand Up, a competição reúne a nata do surf paulistano. Atual campeão Open do tradicional circuito SP Contest, Pedro Regatieri está entre os competidores confirmados, assim como Thiago Meneses (tricampeão Júnior), Pedro Oliveira (bicampeão Master), Léo Paioli (heptacampeão do circuito) e Paulo Giachetti (vencedor do Longboard).
Reunindo a nova geração do esporte, o festival não deixa de valorizar os pioneiros do surf. Neste ano, a imagem do cartaz traz o veterano Chico Paioli surfando na praia de Pitangueiras, no Guarujá, em uma foto que estampou a capa do Jornal da Tarde em 1967. "O surf no início da década de 60 era um esporte novo e tinha uma ligação próxima com a natação. Éramos nadadores e meu irmão Zé Paioli viu alguém surfando em São Vicente, onde morávamos. Ele fez uma prancha de madeirite e foi tentar surfar na praia do Itararé. Fui junto, conseguimos e foi paixão à primeira onda. No contexto dos anos 60 o importante era ficarmos juntos. O objetivo era desfrutarmos e curtir tanto a sua onda como a dos amigos. Surfar não tem preço, é uma sensação de liberdade indescritível", comenta Paioli.

De lá para cá, o surf esteve totalmente envolvido com a família Paioli, passando de geração para geração. Sobre a homenagem, ele sentiu-se lisonjeado. “O Dadá (Nascimento, organizador e idealizador do festival) pode matar o velhinho de emoção”, brincou Paioli, lembrando ainda que quem for à praia poderá ver uma legítima prancha old school. Restrito a surfistas da capital e Grande São Paulo, o evento promete ser uma grande confraternização do surf paulistano. “Vamos reunir a nata do esporte no local onde mais gostamos de estar: a praia. Este evento busca resgatar o clima dos antigos festivais, repleto de muita amizade e confraternização”, explica Dadá Nascimento, idealizador do circuito.

A previsão indica boas ondas para o fim de semana. No sábado o mar estará menor e domingo deve subir. “É importante que atletas estejam atentos a possíveis alterações no cronograma”, informa Nascimento. O evento tem inscrição gratuita, porém os participantes devem doar alimentos não perecíveis que serão posteriormente destinados a uma instituição de caridade local. Para confirmar sua vaga, entre em contato pelo e-mail dadaasgsp@hotmail.com.

O Festival Paulistano de Surf é apresentado pela rede de lojas Surf Trip e incentivado pelo Governo do Estado de São Paulo. Patrocínio InnerWaves e BHS e organizado pela Associação de Surf da Grande São Paulo. Apoio: Garbo Moda Masculina, Golden Tecnologia, Paganini Specialitá Gastronomica e Casa Flora Importadora, prefeitura Municipal de Bertioga e Associação Bertioga de Surf.

Por Nancy Geringer

Quem é quem na corrida do título após a 5ª fase:

Campeão nas quartas de final - só mick Fanning:
Mick Fanning atingiu 53.350 pontos e será o campeão se Adriano de Souza não passar para as semifinais e se Gabriel Medina não vencer o campeonato
Campeão nas semifinais - Fanning e Adriano:
Mick Fanning atinge 54.650 pontos, tira Medina da briga do título e será o campeão se Adriano não passar para a grande final
Adriano de Souza atinge 54.200 pontos, tira Medina da briga do título e será o campeão se Fanning não for um dos semifinalistas
Gabriel Medina / Foto Kirstin Scholtz
Campeão na Grande Final - Fanning e Adriano:
Mick Fanning atinge 56.150 pontos e será o campeão se Adriano não vencer o campeonato
Adriano de Souza atinge 55.700 pontos e será o campeão se Fanning não vencer o campeonato
Campeão Mundial com vitória no Pipe Masters:
Mick Fanning será o campeão mundial se vencer o campeonato contra qualquer finalista
Adriano de Souza será o campeão mundial se vencer o campeonato contra qualquer finalista
Gabriel Medina será bicampeão se Fanning e Adriano não tiverem passado para as semifinais


Por João Carvalho 

Quinta decisiva: Mineirinho e Medina X Fanning

O Billabong Pipe Masters vai decidir o campeão mundial do World Surf League Championship Tour 2015 nessa quinta-feira no Havaí. A disputa do título pode acontecer até numa grande final entre Mick Fanning e Adriano de Souza. Só que Gabriel Medina também precisa da vitória para conquistar o bicampeonato, mas o australiano e Mineirinho não podem chegar nas semifinais. Os três venceram as duas baterias que disputaram para passar direto para as quartas de final nas ondas de 8-10 pés da quarta-feira de tubos adrenalizantes em Pipeline e Backdoor. Medina vai enfrentar C. J. Hobgood na primeira bateria, Fanning encara Kelly Slater na segunda e o adversário de Adriano sairá do duelo entre Josh Kerr e Jeremy Flores, que ficou para abrir a quinta-feira, às 8h no Havaí, 16h pelo fuso de Brasília.
Adriano de Souza (SP) / Foto Kirstin Scholtz / WSL
O atual campeão mundial fez duas baterias impecáveis, surfando ótimos tubos nas esquerdas de Pipeline sem dar qualquer chance para os adversários. Na bateria que abriu a terceira fase e a quarta-feira em Banzai Pipeline, Gabriel Medina somou notas 8,17 e 7,67 para vencer facilmente o sul-africano Jordy Smith por 15,84 a 4,50 pontos. Com a classificação, ele já acabava com a chance de Filipe Toledo conquistar o título mundial na terceira fase. Se o bicampeonato não vier, Medina ainda pode conseguir dois feitos inéditos para o Brasil no último dia, vencer o Billabong Pipe Masters e a Tríplice Coroa Havaiana. Depois, toda a expectativa ficou para o duelo de Mick Fanning com Jamie O´Brien, mas o havaiano simplesmente não completou nenhuma onda durante toda a bateria. O australiano começou bem com um tubaço nas direitas do Backdoor que valeu nota 8,47 e ganhou fácil também por 12,14 a 2,70 pontos. Com a passagem para a quarta fase, Fanning já tirava o também australiano Julian Wilson da briga do título mundial. Na sequência, o havaiano John John Florence deu um verdadeiro espetáculo surfando três tubos fantásticos para estabelecer um novo recorde de 19,26 pontos de 20 possíveis para o Billabong Pipe Masters, somando notas 9,93 e 9,33. Só que parece não ter sobrado nada para o confronto seguinte. Filipe Toledo só conseguiu pegar sua primeira onda depois de 30 minutos do início da bateria, quando surfou um tubo em Pipeline que só rendeu 4,67. Mason Ho também não tinha feito nenhum até ali, mas achou um maior para tirar nota 5,00 e deixar o brasileiro precisando de 2,26 pontos. Filipe até pegou outro no final, mas não conseguiu ficar entocado lá dentro e valeu nota 2,00, saindo da briga do título mundial.

Faltava Adriano de Souza e ele não teve dificuldades para bater Glenn Hall, mas foi mais uma bateria fraca de ondas. Mineirinho totalizou 10,00 pontos com a nota 5,57 do seu melhor tubo e o irlandês saiu carregado do mar pelos amigos, pois a derrota marcou a sua despedida das competições. Já o brasileiro vibrou bastante com a classificação para a quarta fase. Quando Mineirinho saia do mar, Gabriel Medina pegou um tubaço incrível em Pipeline, sumindo na cortina d´água para reaparecer na baforada da onda que valeu nota 9,30. Com ela, não chegou a ser ameaçado por C. J. Hobgood e Keanu Asing na bateria que abriu a quarta fase. Ele ainda pegou outro bom tubo nota 6,00 para vencer outra bateria por "combination" na quarta-feira, que no surfe é como ganhar de goleada no futebol, abrindo mais de 10 pontos de vantagem sobre os adversários. A primeira vaga para as quartas de final do Billabong Pipe Masters foi conquistada por 15,30 pontos, contra apenas 5,47 de C. J. e 4,27 de Keanu, mas os dois tinham outra chance de classificação na quinta fase.
 
Gabriel Medina (SP) / Foto Kelly Cestari / WSL
Depois começou a que foi chamada de "Super Bateria", entre Mick Fanning com dois mestres nos tubos de Banzai Pipeline, Kelly Slater e John John Florence. Slater surfou o primeiro tubaço para largar na frente com nota 8,17. O primeiro do havaiano rendeu 5,33 e do australiano 6,67. Netuno ajudou e mandou uma das maiores séries do dia, com grandes tubos para Fanning tirar 8,00 e Florence ganhar a maior nota da bateria, 9,83. O australiano ainda surfou outro tubaço nota 9,30 para assumir a ponta com 17,30 pontos. Slater também pegou uma última onda e ficou na expectativa, mas a nota saiu 8,30 e terminou em segundo com 16,47 pontos, com John John ficando em último com 15,16. Na disputa seguinte, Mason Ho arrancou a segunda nota 10 da quarta-feira logo em sua primeira onda, um dos maiores tubos do dia nas esquerdas de Pipeline. Depois de acabar com a chance de Filipe Toledo seguir disputando o título mundial, o havaiano ganhou a terceira vaga direta para as quartas de final derrotando o australiano Joel Parkinson e o francês Jeremy Flores por 16,23 pontos. A outra nota 10 tinha saído para o também havaiano Sebastian Zietz na terceira fase, mas ainda assim perdeu para Jeremy Flores e saiu da briga pela última vaga para o CT 2016, para alívio do brasileiro Jadson André, último da lista.

Já a disputa do título mundial teve mais um capítulo na quarta-feira, estrelado por Adriano de Souza, que garantiu a última passagem direta para as quartas de final com as notas 5,67 e 8,00 dos dois únicos tubos que surfou na bateria contra dois australianos. Josh Kerr ainda tirou a maior nota, 8,40, mas não achou outra onda regular para somar, enquanto Adam Melling sofreu uma queda terrível e ficou fora de combate. Mineirinho venceu por 13,67 pontos, contra 12,13 de Kerr e apenas 1,43 de Melling. A segunda rodada classificatória para as quartas de final foi iniciada em seguida e o veterano C. J. Hobgood surpreendeu um dos favoritos ao título do Billabong Pipe Masters, John John Florence. Dessa vez, o havaiano não achou nenhum tubo como os que surfou quando fez o recorde de pontos do campeonato e só conseguiu 9,76 pontos. O norte-americano totalizou 13,34 e vai enfrentar o atual campeão mundial Gabriel Medina na primeira quarta de final.
Mick Fanning (AUS) / Foto Kirstin Scholtz / WSL
Na disputa seguinte, Kelly Slater fez mais uma bateria brilhante surfando dois tubaços, que valeram notas 9,07 e 8,00, para despachar o havaiano Keanu Asing por 17,07 a 9,77 pontos. Slater agora volta a encontrar Mick Fanning na disputa pela segunda vaga para as semifinais. Para Gabriel Medina continuar com chance do bicampeonato, o onze vezes campeão mundial tem que parar o australiano, que ainda pode conseguir o tetra mesmo perdendo para Slater. Aí a torcida de Fanning ficaria para Mineirinho também ser derrotado nas quartas de final e Medina não vencer o campeonato. Adriano de Souza é o único que ainda não conhece seu próximo adversário. Isto porque as condições do mar se deterioraram bastante no fim do dia e o duelo entre Josh Kerr e Jeremy Flores ficou para abrir a quinta-feira decisiva do Billabong Pipe Masters. A bateria anterior já havia sido muito fraca de ondas, com Adam Melling seguindo vivo na briga pela vaga do brasileiro Jadson André para o CT 2016. Ele superou Joel Parkinson por apenas 5,17 a 4,20 pontos, mas para tirar o potiguar do grupo dos 22 que são mantidos na elite da World Surf League, Melling agora precisa vencer o havaiano Mason Ho na terceira quarta de final.


Por João Carvalho 

Tiago Braga se destaca no Amador do RS

O surfistas Nathan Kawani sagrou-se campeão da categoria Open na 3ª Etapa do Tramandaí Surf Festival, que encerrou as competições Amadoras realizadas pela Liga Rio-Grandense de Surf (LRS). Com este resultado, o atleta Tiago Braga é o campeão da categoria Open na Copa Rio-Grandense de Surf após cinco etapas. A 3ª Etapa do Tramandaí Surf Festival, realizada no último final de semana (12 e 13/12) junto a Plataforma, foi a 5ª e decisiva disputa da Copa Rio-Grandense de Surf, apontando os grandes campeões do ano no Rio Grande do Sul, teve como destaque o paulista Nathan Kawani com 13,25 pontos em suas duas melhores ondas na bateria final. O segundo colocado na categoria Open foi José Luiz Mello com 11,50 pontos, seguido por kaian Bernardo (10,00), e Tiago Braga (9,90).
3ª Etapa do Tramandaí Surf Festival, surfista Nathan Kawani / Foto Gabriel Gomes
O campeão na categoria Máster foi Marcio Abreu, com 12,00 pontos, seguido por Marcio Midon (8,25), Huberto Rocha (6,75), e Flávio Jardim (8,10). Na Mirim o melhor da competição foi Gustavo Borges, com 11,25 pontos, com Lucas Machado (8,70) na segunda coƒlocação, Ernani Júnior (8,35) em terceiro, e Vini Santos (7,45) em quarto. Na ASPOA o campeão foi Henrique Escopeli (12,25), seguido por Marcelo Pasqualoto (7,50), Tomas Ferreira (6,15) e Arthur Jobim (4,75). O campeão na Iniciante foi Kaique Garcia com 10,00 pontos, Yasmin Dias foi a segunda colocada com 4,00, seguida por Quesllon Elz (3,40) e Eduarda Giordani (3,05). Na Sênior, Iuri Silva foi o melhor com 13,00 pontos, Tiago Braga o segundo com 10,50 pontos, Mauricio Nunes o terceiro com 7,55, e Daniel Pereira em quarto com 5,10 pontos. Na Júnior o campeão foi o paulista Nathan Kawani, seguido por Luy Arman, Gustavo Borges e Vitinho Leffa.

Na Longboad o melhor foi Edson Almeida (7,90), seguido por Marcio Midon (7,35), Claudio Touguinha (6,95), e João D`avila (6,55). Entre as meninas, a melhor foi Brenda Rodrigues, com 8,35 pontos, seguida por Manu Ronnau (4,85), Yasmin Dias (4.50), e Eduarda Giordani (4,40). O melhor surfista de Tramandaí, da categoria Local, foi Humberto Rocha (9,30), seguido por Ernani Júnior (7,85), Giovani Marchese (7,25), e Lucas Machado (5,50). O melhor da categoria SupWave foi Jeferson Comarú com 11 pontos. O segundo colocado foi Luiz Saraiva com 10,25 pontos, seguido por Júnior Lisboa (8,85) e Dhiogo Cristiano (5,30). Entre os pequenos da Grommets o melhor foi Kaique Garcia (7,90), seguido por Pedro Sturza (5,60), Muiguel Couto (3.20), e Gabriel Behn (3,05).
Brenda Rodrigues / Foto Gabriel Gomes
O presidente a ASTRI, João D`avila, destacou a confiança dos competidores. “Estou feliz, realizamos três etapas com muitas dificuldades, mas vencemos. Agradeço aos atletas que vieram competir em cada uma destas etapas, tudo foi pensado para que eles saissem felizes e satisfeitos. Agradeço as empresas que nos apoiaram e estiveram junto conosco nestes eventos. Agora é focar no próximo ano, que deverá ser ainda melhor”, comentou. O Tour Manager da Liga Rio-Grandense de Surf (LRS), Jéferson Rabassa, o Pica-Pau, comemorou o encerramento da Copa Rio-Grandense de Surf. “Acredito que a proposta do primeiro ano da LRS, recém criada, foi atingida com louvor, atraíndo atletas do Sul do Brasil para competirem aqui no Rio Grande do Sul. As cinco etapas sempre foram pensadas e executadas visando o bem dos atletas, garantindo uma boa premiação, um julgamentos correto e criterioso, organização e um padrão. Isso é positivo para nós e para os surfistas, que tem como darem um bom retorno para seus patrocinadores e apoiadores”, finalizou.

Carlos Freitas, presidente da Liga Rio-Grandense de Surf, foi muito positivo, mesmo com a crise financeira que assola o nosso país. Conseguimos realizar cinco etapas da Copa e ainda vamos realizar o encerramento do Circuito Brasileiro de Surf Profissional, dando a maior premiação do ano. Isso é fruto de um trabalho sério e de muita dedicação de todos os envolvidos. Este foi o nosso primeiro ano como Liga, que surgiu como uma forma de preencher uma lacuna que nosso esporte tinha, e hoje não existe mais. Ela é a união das associações de surf do nosso Estado. Agora, no próximo ano vamos continuar incentivando o esporte e queremos realizar uma competição exclusiva para as mulheres que praticam nosso esporte. Que venham muitos outros anos, de muito trabalho e bons frutos sendo colhidos”, declarou.
Gustavo Borges / Foto Gabriel Gomes
O cronograma completo e o resultado de todas as baterias pode ser acessado aqui

Por Gabriel de Mello

16 de dezembro de 2015

Glauciano Rodrigues vence o Rudder Open de Surf 2015

No último fim de semana a Praia do Icaraí, localizada a 25km da Capital cearense, pôde reviver os anos dourados do surf no município de Caucaia. Famosa em todo o Brasil por seus tubos perfeitos, a praia do Icaraí, que já foi palco de grandes eventos como um memorável WQS, além dos já tradicionais eventos regionais, recebeu os melhores surfistas amadores do estado e até de outras regiões do país para um verdadeiro Festival da Cultura Surf, o Intersurf/Rudder Open de Surf 2015.
Mesmo com toda polêmica sobre o avanço do mar no município de Caucaia, o que se viu foi um espetáculo tanto dentro quanto fora d’água. Os atletas mostraram todo o talento e técnica de diferentes gerações em ondas de até 1m. Destaque para o atleta do estado do Pará, Nayson Costa, que surfou muito e vendeu caro a derrota para Glauciano Rodrigues, o campeão da principal categoria da competição, a Open. Com a vitória, o atleta da Praia do Futuro mostra que ainda vai dar muito trabalho nas competições. Mas além destes, outros nomes merecem ser destacados, como Salú  e Alessandro Nogueira, da Praia do Futuro e Adaílo Santos, do Iguape,  que fizeram bonito vencendo suas categorias.

As pratas da casa Icaro Lopes, Isaías Silva, Lucas Bezerra, Yanca Costa, Alex Sousa e Eugênio Alves defenderam bem sua praia de origem, vencendo 6 dos 10 títulos  em disputa, numa prova clara de que, na hora que a sirene toca, o conhecimento do “pico”, faz toda diferença. “Nossa intenção com estas ações integrativas é unir poder público, moradores e amigos do Icaraí, numa corrente proativa de ocupação do espaço público, levando o surf e atividades afins para dentro das comunidades, como vetores da cidadania”, declarou Marcelo Bibita, organizador do evento.

Por George Noronha

Festival Paulistano de Surf tem inscrições gratuitas

Neste fim de semana (19 e 20/12) acontece a segunda edição do Festival Paulistano de Surf na praia da Riviera de São Lourenço, em Bertioga, São Sebastião, com disputas nas categorias Open, Master, Grand Master, Júnior, Feminino, Longboard e Stand Up. O evento tem inscrição gratuita, porém os participantes devem doar alimentos não perecíveis que serão posteriormente destinados a uma instituição de caridade local (ainda não definida). Até esta quarta-feira, os atletas ranqueados no SP Contest tem preferência na inscrição. Para confirmar sua vaga, entre em contato pelo e-mail dadaasgsp@hotmail.com.
Riviera de São Lourenço, Bertioga (SP) recebe o Festival Paulistano e Surf / Foto Sebastian Rojas
Restrito a surfistas da capital e Grande São Paulo, o evento promete ser uma grande confraternização do surf paulistano. “Vamos reunir a nata do esporte no local onde mais gostamos de estar: a praia. Este evento busca resgatar o clima dos antigos festivais, repleto de muita amizade e confraternização”, explica Dadá Nascimento, idealizador do circuito. Sobre as disputas, Nascimento acredita que o show está garantido já que as condições do mar estarão boas no fim de semana. "De acordo com a previsão, no sábado o mar estará menor e domingo tudo indica que irá subir. Então talvez ocorrerá uma alteração no cronograma correndo a Júnior, Feminino, Longboard, Sup e Grand Master no sábado e Open e Master no domingo. É importante que os atletas estejam atentos”, explica. “Há 14 anos realizamos um circuito exclusivo para a galera de São Paulo e o nível só aumenta. Em todas as categorias, temos atletas de destaque em eventos regionais e até mesmo em nível nacional. Fora a tradição que temos em revelar talentos”, ressalta.

Homenagem aos pioneiros - O surfista que estampa o pôster do evento é um ícone do surf paulista, o veterano Chico Paioli. Na foto, ele surfa em 1967, na praia de Pitangueiras, Guarujá (SP), com uma prancha produzida em parceria com seu irmão Zé Paioli, e que inclusive estará na praia para quem quiser conferir um legítimo shape old school. “O Zé realmente foi o artista. Eu tentei ajudar, mas não aguentei o cheiro da resina. Depois, enquanto lixamos os pedaços de farpa entravam na minha pele, pois nossa técnica era totalmente rudimentar. O Zé foi mais forte e aguentou o tranco. Íamos fazendo, errando e aprendendo. Com essa prancha eu apareci na primeira página do Jornal da Tarde, em 1967”, recorda o lendário surfista.

O Festival Paulistano de Surf é apresentado pela rede de lojas Surf Trip e incentivado pelo Governo do Estado de São Paulo. Patrocínio InnerWaves e BHS e organizado pela Associação de Surf da Grande São Paulo. Apoio: Garbo Moda Masculina, Golden Tecnologia, Paganini Specialitá Gastronomica e Casa Flora Importadora, prefeitura Municipal de Bertioga e Associação Bertioga de Surf.

Por Nancy Geringer

15 de dezembro de 2015

Melhor surfista brasileiro será anunciado em Torres/RS

Chegou a hora de definir o campeão Brasileiro de Surf Profissional e quem serão os primeiros 90 colocados do circuito, participando do seleto grupo das competições de elite no país. A cidade de Torres (RS) será o palco da última e decisiva etapa nacional no ano. O AST PRO 2015, será realizado na Praia dos Molhes, a partir desta quarta-feira (16) e vai até o domingo (20/12), distribuindo R$ 80.000,00 (oitenta mil reais) de premiação e 8.000 pontos para o ranking do certame.
Denis Machado / Foto Harleyson Almeida
A disputa pelas primeiras colocações está acirrada, deixando diversos atletas em condições de brigarem pelo título. Hizunomê Bettero é o primeiro colocado do ranking com 15.552 pontos, seguido de perto por Krystian kimerson (14.700), Bino Lopes (14.550), Flávio Nakagima (14.440), Jihad Kohdr (13.100), Thiago Guimarães (12.250), Willian Cardoso (12.015), Leonardo Neves (11.640), Charlie Brown (11.620), Marco Fernandez (11.530), dentre outros. Todos estão confirmados no AST PRO 2015, além do já credenciado para a elite do surf mundial, Alex Ribeiro, e do peruano Manuel Roncalla.
No domingo antes das baterias das semifinais e da finalíssima duas atividades dentro do mar prometem tirar o fôlego dos participantes. O De Lucca Air Show será uma expression session com surfistas realizando manobras arrojadas e radicais. O melhor atleta desta bateria especial levará para casa uma prancha novinha, uma roupa de borracha e um skate.
Paulo Ricardo é um surfista adaptado / Foto Ana Catarina
Na sequência, o surfista Paulo Ricardo de Souza realizará uma apresentação de Surf Adaptado. Paulo foi campeão Brasileiro de Surf Adaptado, na categoria Surf de Joelhos, em 2014 e representa o Rio Grande do Sul em competições em todo o mundo. A AST é pioneira em incentivar a inclusão em suas competições, em 2009 foi a primeira associação de surf a criar uma categoria Surdos, exclusiva para quem possui deficiência auditiva.

Por Gabriel de Mello

E você, está torcendo para qual deles?

Marcos Sanders que é um jornalista do site Surfline recentemente começou a se perguntar quem seria o favorito do público brasileiro para levar o título mundial, uma vez que temos 3 representantes com boas chances ao título. Então, ele perguntou a vários brasileiros que de alguma forma estão envolvidos com o Surf, como: empresários de marcas de Surf, surfistas e ex-surfistas profissionais e profissionais ligados a mídia do Surf. A conclusão que chegou é que Adriano de Souza (mineirinho) é a escolha dos surfistas, enquanto Medina é a escolha da mídia e talvez do país como um todo.
Foto  Kelly Cestari
Claro que não há consenso nenhum quanto ao “preferido” dos brasileiros, muito pelo contrário, cada um tem seus argumentos e não há uma preferência muito clara por nenhum dos 3.  Basta perguntar para seus amigos para ver que cada um tem uma escolha. Muitos, inclusive, argumentam que tanto faz quem ganhar, desde que seja um brasileiro. Ainda segundo Sanders, muitos surfistas apoiam o Mineirinho porque ele trabalha muito duro, tem muito coração, é um batalhador nato, super humilde e nunca esteve -em 10 anos de WCT- tão perto do título mundial. Além disso, ele nasceu em um local pobre e batalhou muito para chegar aonde chegou, e por isso merece o título.

Medina por outro lado parece ser a escolha “da galera” porque ele já é super famoso, aparece em vários programas de televisão e propagandas. Além de ser super talentoso, é o que tem mais seguidores nas mídias sociais e é a cara mais conhecida dos brasileiros em geral. Em resumo, até minha avó sabe quem é o Medina. Felipinho, por sua vez, parece ser a escolha dos mais jovens. Talento absurdo em ondas pequenas, faz todo mundo parecer atolado nas merrecas. Talvez por ser muito jovem e talentoso, as pessoas sabem que em algum momento da carreira ainda vai levantar o caneco, e possivelmente por isso, parece ter um pouco menos apoiadores para o título desse ano.

Por Caio Comsurf 

Riviera sedia o Festival Paulistano de Surf 2015

É numa praia com 4,6 Km de mar limpo e águas transparentes do Litoral Norte Paulista, e 600 mil metros quadrados de área verde que a meca do surf paulistano irá disputar o Festival Paulistano de Surf 2015. A Praia da Riviera de São Loureço, reconhecida como o melhor complexo urbanístico do litoral brasileiro será o palco desta disputa, nos dias 19 e 20 de dezembro.
Chico Paioli / Foto Sebastian Rojas
Organizado por Dadá Nascimento, este ano o evento será em homenagem ao "senhor das ondas" Chico Paioli. "O surf é muito presente na família Paioli. No ano passado o evento foi para prestigiar o irmão dele, o Zé, este ano é a vez do Chico Paioli, mesmo após os 60 anos ainda dá um show dentro do mar. É o mínimo que podemos fazer para quem já fez muito pelo surf", comentou Dadá Nascimento.

As inscrições para atletas ranqueados no Surf Trip SP Contest 2015 devem ser feitas até quarta-feira, dia 16/12, por meio do e-mail dadaasgsp@hotmail.com. Cada inscrição deve acompanhar um alimento não perecível. A arrecadação será entregue a uma instituição de caridade local, que ainda será definida.
O Festival Paulista de Surf 2015 é apresentado pela Surf Trip e conta com o patrocício da InnerWaves e BHS, com apoio da Garbo, Golden, Paganini, Casa Flora, Prefeitura de Bertioga, Associação de Surf da Grande São Paulo, ABS. O projeto tem o incentivo do Governo de São Paulo.

Redação InnerSport

Brasil é tri no mundial do ISA

A Seleção Brasileira de Bodyboard fez história ao conquistar o tricampeonato mundial do ISA World Bodyboarding Championship, no último dominga, 13. Considerada as Olimpíadas dos esportes radicais, competição é disputada anualmente por seleções de todo mundo, e neste ano o Brasil retomou o reinado liderados por Eder Luciano, que chegou ao terceiro título individual, tornando-se o primeiro atleta a obter tal feito no evento. Repetindo os feitos de 2012 e 2013, o catarinense tornou-se o primeiro tricampeão do evento. “Estou muito emocionado, nem sei o que dizer. Quando fui para a final me concentrei muito. Eu queria agradecer muito a minha família e aos meus companheiros. Essa competição é diferente, e essa união de todos fez a diferença”, comemorou Eder logo após ser recebido pelos brasileiros na comemoração do tricampeonato.
Seleção Brasileira comemora mais um título da competição / Foto Pablo Jimenez/ISA
Para confirmar o ouro pela terceira vez, Eder precisou encarar duas baterias difíceis no domingo. Após cair para a repescagem nas fases anteriores, o catarinense cumpriu um longo caminho até o título. O primeiro deles foi na final da repescagem. Diante do local Matias Diaz, do brasileiro Lucas Nogueira e do francês Amaury Laverhne, Eder traçou uma estratégia inteligente e garantiu a segunda posição, garantindo vaga na final. Na mesma bateria, Lucas Nogueira encerrou sua participação no campeonato em um importante sexto lugar, ajudando muito o país na corrida pelo título. Na última bateria do campeonato, o catarinense sabia que era tudo ou nada. Com a experiência de um bicampeão mundial, Eder soube escolher muito bem as ondas que quebravam entre 0,5 e 1,0m em Iquique e com muita qualidade sobrou na final perante seus adversários. Com somatório de 14,10 nas duas melhores ondas, Eder repetiu o feito de 2012 e 2013, na Venezuela, e pode soltar o grito de tricampeão, o primeiro na história do ISAWBC.

“Nossa equipe veio muito forte e isso é sinal de muita dedicação. Só tenho a agradecer por todos que nos apoiaram e mandaram vibrações positivas. O tricampeonato é nosso. É do Brasil”, encerrou. Além do tricampeonato mundial conquistado por Eder Luciano, o Brasil contou com ótimos desempenhos em todas as categorias, colocando pelo menos um atleta em cada final. Primeiro campeão mundial Pro Junior da história, Sócrates Santana coroou uma excelente temporada com o vice-campeonato do ISA na categoria Sub-18. 2015 realmente foi um ano espetacular para o jovem da comunidade do Pavão-Pavãozinho.
Equipe brasileira comemora / Foto Sean Evans/ISA
Na Open Feminino, a pentacampeã mundial Neymara Carvalho também teve uma ótima semana e encerrou com a medalha de prata. O desempenho de Neymara em competições do ISA Games chamam muito a atenção, pois sempre que compete a atleta alcança bons resultados. Além do vice-campeonato deste ano, Neymara possui dois títulos da competição, além de outro vice-campeonato, conquistado em 2014. Outra grata surpresa foi na categoria Sub-18 Feminino. Victoria Moraes chegou a decisão através da repescagem e com muita frieza fez uma de suas melhores apresentações justamente na final. Ao final, a brasileira conquistou a prata e comemorou muito o resultado.

Quem também chegou à final foi Daniel Alves, na categoria Drop Knee. Pela primeira vez, o Brasil conseguiu viajar com sua seleção completa, com um especialista no Drop Knee e a presença de Daniel fez muita diferença. O quarto lugar foi preponderante para o Brasil superar Chile e França, os dois principais concorrentes, e chegar ao terceiro título.

Por Danilo Caboclo


Victor Bernardo fecha com a Billabong Internacional

Com contrato assinado em pleno Havaí, o guarujaense Victor Bernardo é o novo reforço da equipe internacional Billabong. O surfista de 18 anos terá como prioridade a participação no Circuito Mundial Qualifying Series (QS), visando a vaga para o WCT em 2017, contando com todo o suporte da empresa no Brasil. A nova marca no bico teve como estreia uma sessão na emblemática Pipeline.
Victor Bernardo em Pipeline / Foto Sebastian Rojas
“Por ser um patrocinador mundial, por ter bases em todos os lugares, vou ter uma estrutura muito boa e serei bem acompanhado no Brasil. Vou me esforçar bastante”, comemorou o surfista, que terá a sua primeira competição no dia 17 de janeiro, em Sunset, também no Havaí, e logo após outro QS em Pipeline. “Vai ser a primeira vez competindo em Pipe. Estou amarradão e quero tentar um bom resultado. Já estou treinando bastante e vou ter a oportunidade de ficar na casa da Billabong em frente ao pico”, destacou.

Victor continuará morando em Guarujá, na praia do Tombo, mas pretende passar parte do ano na Califórnia, para aprimorar o inglês. “e pegar boas ondas”, como mesmo contou. Também fará viagens internacionais com a equipe da marca. “Será um grande crescimento”, disse o surfista, agradecendo, também, os dez anos de patrocínio da Hang Loose. “Entrei na marca aos oito anos. Lá aprendi, evoluí. Quero agradecer muito ao Álfio (Lagnado) e toda família Hang Loose por ter cuidado de mim esse tempo todo e sempre me apoiado para continuar nesse caminho”, enalteceu.

Por Fábio Maradei

14 de dezembro de 2015

Quem é quem no mundial de surf após a 2ª fase

Filipe líder do ranking na terceira fase:
Mick Fanning precisa passar para a quarta fase para superar Filipe Toledo
Adriano de Souza também precisa passar para a quarta fase para superar Filipe
Gabriel Medina já necessita chegar na grande final para ultrapassar Filipe
Julian Wilson só conseguirá igualar os 50.950 pontos de Filipe com a vitória em Pipeline e ele sai da briga do título se Filipe, Fanning ou Adriano passarem para a quarta fase
Filipe Toledo (SP) / Foto Masurel / WSL
Campeão na quinta fase - Filipe, Fanning e Adriano:
Filipe Toledo será o campeão se Fanning não passar para as quartas de final, Adriano não chegar nas semifinais e se Medina não vencer o campeonato
Mick Fanning será o campeão se Filipe tiver perdido na terceira fase, se Adriano não chegar nas quartas de final e se Medina não vencer o campeonato
Adriano de Souza será o campeão se Filipe e Fanning tiverem perdido na terceira fase e se Gabriel Medina não vencer o campeonato

Campeão nas quartas de final - Filipe, Fanning, Adriano:
Filipe Toledo atinge 54.400 pontos, tira Gabriel Medina da briga do título e será o campeão se Fanning não passar para as semifinais e se Adriano não chegar na grande final
Mick Fanning atinge 53.350 pontos e será o campeão se Filipe não tiver chegado nas quartas de final, se Adriano não passar para as semifinais e se Medina não vencer o campeonato
Adriano de Souza será o campeão se Filipe não tiver passado da terceira fase, se Fanning não tiver chegado nas quartas de final e se Medina não vencer o campeonato
Adriano de Souza (SP) / Foto Masurel / WSL
Campeão nas semifinais - Filipe, Fanning, Adriano:
Filipe Toledo atinge 55.700 pontos e será o campeão se Fanning e Adriano não passarem para a grande final
Mick Fanning atinge 54.650 pontos e será o campeão se Filipe não for um dos semifinalistas e Adriano não passar para a grande final
Adriano de Souza atinge 54.200 pontos e será o campeão se Filipe não tiver passado para as quartas de final e se Mick Fanning não for um dos semifinalistas

Campeão na grande final - Filipe, Fanning, Adriano e Medina:
Filipe Toledo atinge 57.200 pontos e será o campeão se Fanning ou Adriano não vencerem o campeonato
Mick Fanning atinge 56.150 pontos e será o campeão se Filipe ou Adriano não vencerem o campeonato
Adriano de Souza atinge 55.700 pontos e será o campeão se Filipe não tiver chegado nas semifinais e se a final não for contra Fanning, pois caso uma ou as duas combinações acontecerem ele precisará vencer o campeonato para ficar com o título
Gabriel Medina será bicampeão ao chegar na final se Filipe, Fanning e Adriano não tiverem passado da terceira fase
Gabriel Medina / Foto Laurent Masurel
Campeão mundial com vitória no Pipe Masters:
Filipe Toledo será o campeão mundial se vencer o campeonato contra qualquer finalista
Mick Fanning será o campeão mundial se vencer o campeonato contra qualquer finalista
Adriano de Souza será o campeão mundial se vencer o campeonato contra qualquer finalista
Gabriel Medina será bicampeão se Filipe não tiver chegado nas quartas de final, nem Fanning e Adriano terem passado para as semifinais.
Julian Wilson só poderá igualar os 50.950 pontos de Filipe se ele perder na terceira fase para provocar uma bateria extra para definir o campeão. Além disso, Fanning e Adriano também não podem ter passado da terceira fase e Medina não ser o vice-campeão em Pipeline numa reedição da final entre eles no ano passado, o que já garantiria o bicampeonato mundial para o brasileiro com as mesmas combinações

Por João Carvalho

Billabong Pipe Masters aguarda novo swell

O Billabong Pipe Masters ficou parado no fim de semana de ondas pequenas no Havaí e aguarda um novo swell para realizar a terceira fase, que pode decidir o campeão mundial do World Surf League Championship Tour 2015. O único que tem chance de já conquistar o título é Filipe Toledo, mas somente se Mick Fanning, Adriano de Souza, Gabriel Medina e Julian Wilson, perderem suas próximas baterias em Pipeline. Em todos os dias, a comissão técnica anuncia às 7h30 (15h30 no fuso de Brasília) se haverá competição ou não, mas as previsões indicam que uma nova ondulação só deve atingir o North Shore da Ilha de Oahu entre terça e quarta-feira, para fechar a temporada 2015 nessa semana no Havaí.
Banzai Pipeline / Foto Kelly Cestari / WSL
Dos cinco concorrentes, os dois que já têm título mundial no currículo estão na chave de cima do evento, que vai apontar o primeiro finalista do Billabong Pipe Masters em memória a Andy Irons. A primeira bateria decisiva será a do atual campeão, Gabriel Medina. Ele vai abrir a terceira fase com o sul-africano Jordy Smith, que está voltando de uma contusão que o tirou de metade das dez etapas realizadas esse ano. E o tricampeão, Mick Fanning, terá uma parada dura na quinta bateria, contra um especialista nos tubos de Pipeline e Backdoor, o havaiano Jamie O´Brien.

Os outros três que tentam ser campeão mundial pela primeira vez, estão na chave de baixo da etapa final do WSL Championship Tour. Filipe Toledo assumiu a ponta do ranking com a classificação para a terceira fase e vai enfrentar o havaiano Mason Ho na sétima bateria. Na décima, Julian Wilson pode entrar no duelo australiano com Adam Melling já sem chances de título mundial, caso Filipe ou Fanning tenham passado para a quarta fase. Mineirinho vai fechar a terceira fase contra o irlandês Glenn Hall e, se vencer, também tira Julian Wilson da briga.

A disputa entre Filipe, Fanning e Adriano, é praticamente fase a fase e o título pode ser decidido numa final em Pipeline entre dois deles, no entanto, até agora nenhum conseguiu vencer o Billabong Pipe Masters. Dos cinco candidatos, Mick Fanning foi quem mais competiu na meca do surfe mundial, já foi finalista em 2005 na etapa vencida por Andy Irons e chegou nas semifinais em 2013. Filipe Toledo só estreou no ano passado e foi bem, perdendo nas quartas de final para o recém coroado campeão mundial, Gabriel Medina.

A campanha de Medina em Pipeline também começou com ele só parando nas quartas de final em 2011. No ano passado, foi até a grande final e perdeu para Julian Wilson, mas já havia se tornado o primeiro brasileiro a conquistar o título mundial, quando o catarinense Alejo Muniz barrou Mick Fanning na quinta fase. Já Adriano de Souza só passou do terceiro rounde no Pipe Masters uma vez, em 2008, mas já foi finalista nos tubos de Pipeline em 2014 também como Medina, na etapa do QS do início do ano, que foi vencida por Kelly Slater.

Por João Carvalho