7 de novembro de 2015

Wiggolly sonha com vitória em Pipe

Dantas está fora da briga pelo título mundial, mas para ele, a etapa final do World Surf League (WSL), em Pipeline, no Havaí, também é prioridade. Aos 25 anos de idade, um dos estreantes na elite mundial convive com a emblemática onda desde os 12. Tem o respeito dos surfistas havaianos, mesmo os mais “cascas-grossas”, os famosos “Black Trunks”, e é quase considerado um “local”. “Estou bem focado para o Pipe Masters. Estou colocando todas as minhas energias, treinando bastante para chegar bem. Fiquei esperando o ano todo esse campeonato. Entrei no WCT, mas queria mesmo competir em Pipe. Quero fazer um bom resultado lá. Já fiquei em segundo num QS. Meu sonho é ser campeão do Pipe”, revela Guigui, como também é conhecido.
Wiggolly Dantas / Foto Pedro Monteiro
Ele lembra que já passou “perrengues” até conseguir “domar” a onda. “Aprendi a surfar na marra. Já entrei em Pipeline e fiquei cinco horas sem pegar onda alguma e saí chorando, indignado. E não foi uma vez. Foram várias”, conta o surfista, referindo-se ao crowd (quando o pico está lotado). “Hoje consigo entrar e pegar minhas ondas, meus tubos. Fico feliz. É uma onda que eu me sinto muito à vontade, gosto muito”, complementa.

Ainda em Pipe, se alcançar seu objetivo de vencer a etapa, Wiggolly pode ter um “problema” pelo caminho, ter de enfrentar um dos três brasileiros candidatos ao título mundial, os também paulistas Filipe Toledo, Adriano de Souza e Gabriel Medina. “É difícil. Ao mesmo tempo que quero o Brasil com mais um título, é uma onda que sou apaixonado. Se fosse outro evento, a gente poderia até ver, mas Pipe sempre sonhei em competir. Que vença o melhor naquela condição de onda”, ressalta.

Atual 14º colocado no ranking do Tour, Wiggolly tem como meta terminar a temporada entre os dez melhores do Mundo. Numa avaliação de suas performances, ele destaca que foi um ano de aprendizado e faz uma revelação ousada. “E estou bem feliz. Meu primeiro ano está sendo ótimo, não tenho nada a reclamar, só agradecer. Esse ano quero ser top 10 e ano que vem e 2017 brigar pelo título mundial. Dá para chegar junto”, anuncia.

Logo em sua estreia, na Austrália, ele garantiu o quinto lugar, ganhando confiança. E nas duas etapas com ondas tubulares, Fiji e Teahupoo, avalia que poderia ter avançando mais, perdendo por detalhes. “Em Teahupoo estava uma onda mais difícil. Perdi para o Jeremy Flores, que foi o campeão, saindo de um tubo. Achei que usei uma prancha pequena. Ano que vem não vou errar mais em tamanho de prancha”, relata Guigui, que ficou em 9º lugar, por uma diferença mínima – 13,37 a 13,23.

Por Fábio Maradei

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