2 de novembro de 2015

Escola de Juqueí é bi no Paulista de Escolas de Surf

A união fez a força e levou a escola Adriano Camargo à conquista do bicampeonato no circuito Paulista de Escolas de Surf, encerrado no último domingo em ondas de meio metro na praia da Riviera de São Lourenço, em Bertioga (SP). Com apenas 13 anos, Guilherme Vicentini comandou o time rumo à vitória e, de quebra, garantiu a melhor nota do evento (8,27), embolsando um vale-compras no valor de R$ 300,00 oferecido pela Kanui. Na segunda colocação ficou o time 1 (da mesma escola), em terceiro os alunos da Canto Mágico e em quarto a Escola de Surf e Educação Ambiental de Itaunas (ESEA).
Escola Adriano Camargo conquista o bicampeonato no circuito Paulista de Escolas de Surf 2015
Técnico da escola que leva seu nome, Adriano Camargo comemorou o resultado. "Me surpreendi com a vitória da equipe 3, pois não imaginava que iriam tão bem. Mas, o que fez a diferença mesmo foi a união de todos. Valeu a pena lutar para leva-los às etapas", comenta. No ranking geral, o time 1 superou o 3 (ambos Adriano Camargo) e somou  2.710 pontos a 1.810. Pelo resultado, a escola campeã assegurou um vale-compras Kanui no valor de R$ 500. Em terceiro ficou a Canto Mágico (1.710) e em quarto Ubatuba 2 (1.556).

A escola vencedora funciona na praia de Juqueí desde 2001, atendendo crianças e adolescentes carentes da região. Gratuitas, as aulas ocorrem diariamente, com quatro horas de duração sob comando do surfista profissional Adriano Camargo, 32, ao lado de seu tio Edson. De acordo com o técnico, sem um patrocinador principal, não foi fácil participar do circuito. “Contamos com apoio dos pais dos alunos, que ajudaram com o que puderam nos custos das viagens. Conquistar esse bicampeonato mostra que o esforço coletivo valeu a pena”, diz.
O objetivo do programa é desenvolver o surf e revelar novos talentos, além de passar valores de cidadania
Para Dada Nascimento, organizador e idealizador do circuito, a sensação é de dever cumprido. “É muito prazeroso acompanhar o entusiasmo da garotada. Eles vibravam e gritavam a cada onda surfada. A interação entre os times também foi muito bacana. Este é um circuito que só agrega ao desenvolvimento das crianças e o saldo é sempre muito positivo”, afirma.

Por Nancy Geringer / Foto Munir El Hage

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