30 de novembro de 2015

Começou o Vans World Cup of Surfing, em Sunset Beach

Mais um dia de mar desafiador com ondas gigantes de até 20 pés em Sunset Beach, para a batalha pelas últimas vagas para a elite dos top-34 da World Surf League na Vans World Cup of Surfing. Um total de sessenta surfistas enfrentou as difíceis condições do domingo, 27 atletas tiveram chances de entrar no G-10 do WSL Qualifying Series e apenas quinze seguiram na briga. Como os brasileiros Jessé Mendes e Deivid Silva e Bino Lopes, que fizeram a primeira dobradinha verde-amarela da Vans Triple Crown of Surfing esse ano. O uruguaio Marco Giorgi e o peruano Miguel Tudela também avançaram para a rodada de estreia dos principais cabeças de chave, vencendo suas segundas baterias no QS 1000 de Sunset Beach.
Jessé Mendes (SP) / Por Masurel / WSL
As condições estavam desafiadoras e mudaram bastante durante o dia. A melhor hora do mar foi durante à tarde, quando saíram as maiores notas da segunda fase. O norte-americano Patrick Gudauskas achou um belo tubo e ainda aplicou mais duas manobras na onda que valeu 8,83. Na bateria seguinte, o havaiano Joel Centeio igualou essa nota com uma série de grandes curvas numa das maiores ondas do domingo em Sunset Beach. Ele acabou derrotando três concorrentes por vagas para o CT, com o português Vasco Ribeiro seguindo na briga e tirando dois australianos, Mitch Coleborn e Dion Atkinson.

Ainda teve mais uma bateria muito boa de ondas que foi encerrada com os dois maiores placares do domingo, ambos computando duas notas na casa dos 7 pontos. O australiano Brent Dorrington venceu totalizando 15,16 pontos, com o havaiano Makuakai Rothman passando em segundo com 14,94, superando os 14,86 de Joel Centeio no confronto anterior. Dorrington seguiu com chances de superar o último colocado no G-10 do Qualifying Series, seu compatriota Connor O´Leary, que estreou na bateria seguinte.
Pedro Henrique (PRT) / Foto Masurel / WSL
O mar já tinha mudado novamente, mas o peruano Miguel Tudela fez bonito nas grandes ondas de Sunset Beach para vencer por 13,66 pontos. O australiano Connor O´Leary só surfou uma onda boa, com a nota 7,33 recebida garantindo o segundo lugar com 12,43 pontos, contra 10,90 do havaiano Olamana Eleogram e apenas 5,76 do norte-americano Evan Geiselman, que ainda lutava por vaga na elite da WSL. E a segunda fase foi encerrada com dobradinha brasileira de Deivid Silva e Bino Lopes, sobre Tomas Hermes e o jovem havaiano Elijah Gates.

A terceira fase chegou a ser iniciada no domingo, mas só foi realizada uma bateria, com o português Frederico Morais festejando sua terceira vitória em Sunset Beach e o sul-africano Jordy Smith conquistando a segunda vaga para as oitavas de final da Vans World Cup. A partir de agora, praticamente todos os confrontos terão alguém com chances matemáticas de superar os 19.300 pontos do último colocado no G-10, Connor O´Leary. O australiano já fez a sua primeira defesa da vaga no domingo e se classificou em segundo lugar na bateria vencida pelo peruano Miguel Tudela, a penúltima da segunda fase da competição.
Joel Centeio (HAV) / Foto Masurel / WSL
Dos quarenta surfistas que tinham chances de ultrapassar principalmente o último colocado no G-10, 34 competiram nas grandes ondas do sábado e domingo e a maioria fracassou, dezoito no total, incluindo os brasileiros Michael Rodrigues, Hizunomê Bettero, Tomas Hermes e o argentino Santiago Muniz. Restaram apenas três para tentar aumentar para onze a quantidade de brasileiros na elite dos top-34 da World Surf League, os paulistas Deivid Silva (30.o no ranking), Jessé Mendes (40.o) e o baiano Bino Lopes (48.o). No entanto, a condição mínima para os três é chegar na final, com Deivid precisando terminar entre os três primeiros, Jessé entre os dois e para Bino só interessa a vitória em Sunset Beach.

Por João Carvalho

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