23 de novembro de 2015

Australiano vence a 1ª Jóia da Tríplice Coroa

O australiano Wade Carmichael faturou 40 mil dólares e saltou da 53ª para a 13ª posição no Qualifying Series com os 10.000 pontos da vitória. Filipe Toledo, que ficou com a segunda posição, subiu para quinto no ranking que ele venceu no ano passado e larga em segundo na Vans Triple Crown of Surfing, com Gabriel Medina em sétimo ficando nas semifinais do QS 10000 de Haleiwa. O foco principal de Filipe Toledo no Havaí é a disputa do título mundial em Banzai Pipeline, mas já está competindo na ilha de Oahu e chegou perto de uma vitória inédita para o Brasil em Haleiwa Beach. O seu aéreo full rotation de frontside valeu a maior nota - 9,5 - da final do Hawaiian Pro, só que o ‘power surf’ de Wade Carmichael prevaleceu em duas boas ondas para conquistar a primeira joia da Tríplice Coroa Havaiana.
Podio / Foto Tony Heff / WSL
Dois havaianos também decidiram o título do Hawaiian Pro e entrariam no G-10 com a vitória em Haleiwa. Mas, Ezekiel Lau terminou em terceiro, Dusty Payne em quarto e Connor O´Leary permaneceu fechando a lista. Ele e os também australianos Davey Cathels e Ryan Callinan, ainda estão com suas vagas ameaçadas por quase quarenta surfistas no último QS 10000 do ano. A batalha final será na Vans World Cup of Surfing, que começa terça-feira em Sunset Beach. Em Haleiwa, não entrou nenhum swell consistente e o Hawaiian Pro aproveitou o único, com ondas de 3-4 pés com boa formação para manobras de borda e aéreas também, porém poucas entravam nas baterias nos longos intervalos entre as séries de todos os dias. "Os últimos dez minutos o mar ficou completamente flat (sem ondas) e eu ficava pensando: Oh, meu Deus, eu só preciso de uma onda", disse Filipe Toledo. "Essa onda até veio, era até boa, mas eu não consegui fazer nada melhor do que um 5,30. Mesmo assim, o segundo lugar não é ruim e estou feliz pelo resultado. Estou contente também por todos que fizeram a final, o Zeke (Ezekiel Lau), o Dusty (Payne) e parabéns para o Wade (Carmichael) que mereceu a vitória".

O Hawaiian Pro começou com mais de quarenta surfistas tendo chances matemáticas de entrar no G-10, mas ninguém conseguiu. Alguns ficaram a um passo de tirar a última vaga de Connor O´Leary, barrado no segundo confronto do sábado, ainda pelas oitavas de final. Até na decisão do título, pois Dusty Payne e Ezekiel Lau ultrapassariam o australiano com a vitória em Haleiwa. O sábado foi iniciado com seis concorrentes, mas o americano Conner Coffin e o australiano Cooper Chapman perderam logo no primeiro confronto do dia, para Gabriel Medina e Wade Carmichael. Nas quartas de final eram quatro candidatos, dois deles na primeira bateria. O havaiano Dusty Payne derrotou os três australianos e seguiu em frente, enquanto Stu Kennedy terminou em último e também saiu da briga.
Filipe ficou com a segunda posição, mas o seu foco principal no Havaí é o título mundial / Foto Masurel / WSL
O americano Tanner Gudauskas era outro com chances na terceira bateria, porém não acompanhou o forte ritmo de Ryan Callinan, que consolidou sua posição no G-10, nem de Gabriel Medina, que fez o maior placar do dia nesta bateria, 17,66 pontos. Na última quarta de final, Wade Carmichael já mostrou a potência do seu power surf e Ezekiel Lau passou em segundo depois de um vira-vira no minuto final com o neozelandês Ricardo Christie. O paulista Hizunomê Bettero não achou boas ondas e ficou em último, mas ainda está na briga por vaga no G-10 em Sunset Beach. O recorde de 17,66 pontos de Gabriel Medina no sábado foi igualado por Filipe Toledo na semifinal de tops do CT, com a mesma arma do campeão mundial, os aéreos. Na briga pela segunda vaga na decisão, Dusty Payne superou o australiano Kai Otton e o taitiano Michel Bourez. Na outra bateria, Medina não conseguiu pegar as melhores ondas e ficou em último, com Ryan Callinan também sendo eliminado por Ezekiel e o campeão Wade Carmichael.

Os dois havaianos eram os últimos que poderiam entrar no G-10 em Haleiwa, mas somente com a vitória no Hawaiian Pro, ou seja, para Dusty Payne era repetir seu título do ano passado. Só que desta vez, ele terminou em quarto, mas se aproximou da zona de classificação para o CT, subindo da 37.a para a 17.a posição no ranking que classifica dez surfistas para a elite dos top-34 da World Surf League. Ezekiel Lau ficou em terceiro e saltou do quadragésimo para o 18.o lugar.
Na lista dos quarenta surfistas que vão brigar pelas três últimas vagas no G-10 em Sunset Beach, estão sete brasileiros, o cearense Michael Rodrigues (15.o lugar), os paulistas Deivid Silva (30.o), Hizunomê Bettero (37.o) e Jessé Mendes (40.o), o catarinense Tomas Hermes (41.o), o baiano Bino Lopes (48.o) e o potiguar Jadson André (49.o), além do argentino Santiago Muniz (46.o). Isto sem contar o paulista Wiggolly Dantas (27.o) e outro potiguar, Italo Ferreira (35.o), que já estão com suas permanências na elite garantidas entre os 22 mantidos pelo ranking principal da WSL.
Foto Masurel / WSL
Antes do Havaí era Michael Rodrigues, agora é Wade Carmichael quem encabeça a relação dos que terão uma última chance de lutar pelas três vagas que faltam definir no G-10, ocupadas pelos também australianos Ryan Callinan, Davey Cathels e Connor O´Leary, que passou a fechar a lista depois do Hawaiian Pro. Carmichael supera os 19.300 pontos dele se chegar nas oitavas de final da Vans World Cup of Surfing. Depois, os mais próximos são o americano Conner Coffin e o havaiano Dusty Payne, caso passem para as quartas de final. Os demais, incluindo os sete brasileiros, só ultrapassam Connor O´Leary nas semifinais ou na grande final, com doze deles necessitando unicamente da vitória em Sunset Beach.

Por João Carvalho

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