16 de outubro de 2015

WSL 2015 na reta final

O próximo desafio para os melhores surfistas do mundo será o Moche Rip Curl Pro Portugal. Os cinco primeiros colocados no ranking vão brigar pela liderança nas ondas de Supertubos. Mas, se Mick Fanning vencer duas baterias, ou seja, passar para a quarta fase, já acaba com as chances dos australianos Owen Wright e Julian Wilson e do brasileiro Gabriel Medina. Para os três, só interessa a vitória e Fanning não poderá passar da terceira fase. O australiano pode até conquistar o seu quarto título mundial em Portugal, se repetir a vitória conquistada no ano passado. A única possibilidade é ele vencer e Adriano de Souza não passar da terceira fase, pois com um nono lugar do brasileiro, a decisão vai para o Billabong Pipe Masters no Havaí. Se Fanning ficar em segundo na final, o campeão também só será conhecido na última etapa.
Gabriel Medina foi o melhos em ondas francesas e levou o Quiksilover Pro France. Seu próximo desafio será em Portural / Foto Poullenot - Aquashot
A disputa do título mundial está cada vez mais centralizada nos dois que já se enfrentaram em duas finais esse ano, ambas vencidas pelo australiano. Na França, Fanning foi barrado por Bede Durbidge nas quartas de final, mas Mineirinho despachou Owen Wright, seguiu para as semifinais e diminuiu a diferença para 450 pontos com o terceiro lugar na França. Fanning agora tem 49.900 contra 49.450 do brasileiro e a batalha entre os dois em Portugal será fase a fase, com a liderança podendo ser decidida na grande final mais uma vez. Ambos já venceram esta etapa. Fanning defende o título e Mineirinho foi campeão numa decisão histórica com Kelly Slater num mar clássico em Supertubos em 2011.

Com o World Surf League Championship Tour 2015 chegando ao fim, outra batalha intensa também acontece na parte de baixo da tabela, para ficar entre os 22 primeiros colocados no ranking, grupo que é mantido na elite para o ano que vem. Os sete integrantes da "seleção brasileira" estão confirmando suas permanências no momento, com Adriano de Souza em segundo no ranking, Gabriel Medina em quinto, Filipe Toledo em sexto, Italo Ferreira como o melhor estreante da temporada em oitavo, Wiggolly Dantas em 13º, Jadson André em vigésimo e Miguel Pupo em 21º.

Apesar de mais ameaçado, Pupo está bem colocado no ranking do WSL Qualifying Series, que classifica os dez surfistas que vão completar a elite dos top-34 que vai disputar o título mundial no ano que vem. Cinco vagas já estão definidas com três reforços para a "seleção brasileira" de 2016 garantidos, o catarinense Alejo Muniz que retorna ao grupo principal da World Surf League depois de um ano fora e dois paulistas que se classificaram pela primeira vez, Caio Ibelli e Alex Ribeiro. E ainda tem o cearense Michael Rodrigues na porta de entrada do G-10, podendo conseguir sua vaga na "perna brasileira" de fim de ano da WSL South America, com duas etapas do QS 6000 em Florianópolis (SC) e Itacaré (BA) e uma do QS 10000 em São Sebastião (SP).

Por João Carvalho

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