16 de outubro de 2015

Você sabe quem é Alex Ribeiro?

Em 2008, ele triunfou na final do Sul-Americano Pro-Júnior, na Praia do Santinho, em Florianópolis/SC, e agora estará de volta ao mesmo “pico” querendo nova vitória internacional. Desta vez em Florianópolis SC, etapa 6.000 do ranking mundial Qualifying Series (QS). O novo talento brasileiro que disputará a elite mundial do WCT em 2016, o paulista Alex Ribeiro será um dos grandes destaques no evento, que começa terça-feira (amanhã) e segue até domingo (20 a 25), reunindo 170 surfistas de 24 países. Vencedor do QS 10.000 em Saquarema este ano, é o atual quinto colocado no ranking e pode até assumir a vice-liderança, com a vitória na etapa catarinense, trocando seu pior resultado, mil pontos. Nesse caso, subiria para 25.950. “A expectativa é grande. Estou indo com tudo, com objetivo de vencer essa etapa no Santinho, que é um lugar que já venci o Sul-Americano Pro-Júnior. Ganhei a etapa, o Circuito e ainda o Air Show”, destaca o surfista, lembrando bem das matérias da época. “Falaram que fiz barba, cabelo e bigode”, brinca. Alex ressalta que além dos bons fluidos de sua primeira conquista internacional, ele gosta da onda da praia do Santinho. “É gratificante voltar a competir lá. Estou com equipamentos bons, treinando bem a parte física e estou me sentindo preparado para buscar um grande resultado. Gosto da onda de lá. É forte, não tão longa, parecida com Guarujá, onde treino bastante. Uma onda que me sinto bem”, argumenta.
Alex Ribeiro, Azores / Foto Laurent Masurel
Ele revela que a meta é brigar pelo título mundial QS e sabe que o caminho começa por Florianópolis. “Tem muitos pontos em jogo ainda. Não está nada definido. O Kolohe (Andino – atual líder) tem uma vantagem boa, mas eu vencendo, posso assumir a vice-liderança e ainda tem as etapas 10.000. Tentar esse título do QS não está longe. Com foco, vou buscar esse objetivo”, confia. Orelhinha, como é conhecido no surf (porque era muito magrinho quando começou a surfar ainda criança) está em sua segunda temporada efetiva no QS. A primeira foi em 2012. “Cheguei perto. E agora este ano”, realça o competidor, que só levou a sério a chance de chegar ao WCT este ano. “Nunca estava com a cabeça no WCT. Não acreditava. Esse ano vim com outra cabeça, mais maduro, confiante”, diz. Além da vitória em Saquarema, Alex tem como resultados importantes o quinto lugar no US Open, na Califórnia/EUA, e um nono em Azores, Portugal, ambas QS 10.000. “Saquarema é uma praia que sempre me dou bem. Quando venci lá, pensei: essa é a chance e não posso desperdiçar. Entrei de cabeça nos treinos, comecei a focar. Então, estou com os pontos bem altos e ainda estou com duas trocas baixas, que quero conseguir aqui em casa, no Brasil, para me deixar numa situação ainda mais tranquila”, relata.

Independente das próximas etapas, no Brasil e no Havaí, Orelhinha já vem se organizando para a temporada de estreia no WCT. O primeiro passo foi uma nova e importante parceria com a 4ComM, para cuidar de sua carreira. A agência é responsável pela imagem de atletas famosos no futebol, como Lucas Moura (PSG) e Gabigol (Santos). “É uma empresa conceituada, séria, que vai somar muito na minha carreira daqui para frente. Vai ser mais tranquilo. Minha preocupação será treinar, pegar onda e deixar a estrutura com eles”, comemora Alex, que nesta temporada compete com patrocínios da Natural Art, Star Point, Nosso Lar Imóveis, Xanadu, Evos Surfing e Gazeta Radical. “Já estou planejando tudo. Pranchas, como vai ser, para não deixar em cima da hora e ficar mais tranquilo, sem correria”, afirma o surfista, que tem a orientação de seu técnico desde o início de sua trajetória, Neto Neves. “É muito importante ter uma equipe. A vida de um atleta, como em qualquer outra profissão, requer aprendizado constante. Venho trabalhando há anos para chegar nesse estágio e me sinto preparado”, complementa. Em sua preparação, ele admite que ainda precisa conhecer mais algumas ondas do Tour. “Preciso conhecer melhor algumas das ondas do Circuito e buscar a evolução para conquistar os resultados que projeto para o meu futuro. Já estou pronto para a maioria das ondas e para aquelas que ainda não conheço, vou trabalhar para, rapidamente, me adaptar às condições”, confessa.

Aos 25 anos de idade, o atual campeão sul-americano profissional começou a surfar por brincadeira, em Praia Grande, na Baixada Santista, onde mora até hoje, quando seus primos passavam o verão. “Depois comecei a surfar diariamente com meus amigos da rua, competir em eventos do meu bairro, até que conheci o Neto e partir daí começamos a projetar uma carreira dentro do surf de competição”, afirma o surfista que até hoje mora no Canto do Forte, junto com a mãe, Vera, sua companheira, Thaíse (que conheceu ainda na escola) e sua filha, Emilly, de seis anos. O diretor da 4ComM, Júnior Pedroso, acredita no novo atleta agenciado. “Conhecemos o Alex Ribeiro por intermédio do amigo Rodrigo Pacheco, da Praia Grande, que nos sinalizou com a possibilidade de trabalhar sua gestão de imagem. A partir daí, começamos a acompanha-lo em ação e identificamos seu potencial de crescimento no surf, que é um esporte com muita projeção em nosso país. O Alex está garantindo sua vaga no WCT, o que nos possibilita trabalhar com um dos representantes brasileiros na elite do esporte. Assim começamos a escrever a nossa história com o surf”, argumenta.

Segundo ele, a proposta é entregar um “pacote” de serviços com excelência, à altura de suas grandes performances nas ondas. “com a construção de uma marca sólida, vamos atrair parceiros comerciais de grande expressão mundial, para agregar e somar na carreira dele”, conta Júnior, informando que além da prospecção de patrocinadores, Alex terá planejamento e direcionamento estratégico e administração da plataforma digital (redes sociais). “Além da estrutura desenhada, vamos desenvolver um trabalho especializado com coaching sistêmico para alto desempenho pessoal. Queremos desenvolver um trabalho de qualidade e assim pensar em crescer junto com o Alex dentro do surf”, acrescenta o executivo, reforçando que a 4ComM também trabalha com a assessoria comercial para as plataformas digitais do craque Neymar Jr. A 4ComM nasceu dentro do escritório do empresário e agente Wagner Ribeiro, ainda quando ele representava atletas como Kaká, Robinho, Ilsinho e outros. Percebi que o trabalho do empresário/agente estava precisando de um braço para pensar e gerir estrategicamente a imagem do atleta com foco nas oportunidades publicitárias e na relação do atleta com fãs, parceiros, afins”, explica.
Alex Riberio / Arquivo Pessoal
Começou a surfar com quantos anos? 8 anos.
Principais títulos? campeão sul-americano pro júnior 2008, campeão sul americano profissional 2014.
Desde quando é profissional? 2008
Manobra preferida? Tubo
Praia preferida? Saquarema-rj
Onda do sonho? Mentawaii
Se não fosse surfista, seria? jogador de futebol
Outro esporte que gosta? futebol, tênis e skate
O que significa estar no WCT? Sensação única, sonho de qualquer profissional, estou muito feliz e não vejo a hora de começar o ano.
Se inspira no surf de quem? Tem muitos surfistas, gosto de assistir todos nos mínimos detalhes.
Ídolo no surf? Mick Fanning
Ídolo no esporte? Ayrton Senna
Ídolo na vida? Vera Regina Lantim Nascimento (minha mãe)
Melhor campeonato da vida? Saquarema Pro WQS 2015.
Família representa? Tudo!
Música? Hip hop
Na tv, gosta de que? Programas de esportes e filmes.
Livro? Nunca deixe de tentar - Michael Jordan
Filme? A procura da felicidade, O livro de Eli e Velozes e Furiosos.
Comida preferida? Caseira da minha mãe
Bebida preferida? Suco natural de qualquer fruta.
Como é a sua personalidade? Extrovertido e carismático.
De onde surgiu o apelido Orelhinha? Me chamam assim desde que comecei a surfar e pegou.
Começou a surfar como e com quem? A primeira vez foi quando meus primos do interior vinham passar férias em casa e ele tinha um bodyboard, passávamos o dia todo na agua. Aí conheci uma molecada aqui da minha rua e não parei mais. Aos 12 anos conheci meu treinador Neto Neves, que começou a me levar para os campeonatos e estamos nessa parceria até hoje. Talvez se não fosse ele, eu não estaria nessa posição.

Por Fábio Maradei

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