28 de outubro de 2015

Só deu brasileiros em Tiririca

Os brasileiros se destacaram na rodada inicial, com vinte classificados entre os trinta que competiram em boas ondas na Praia da Tiririca para fechar a primeira fase do Mahalo Surf Eco Festival nesta quarta-feira em Itacaré, no sul da Bahia. Foram doze vitórias nas 24 baterias, com Krystian Kymerson e Paulo Moura registrando novos recordes nas ondas da Tiririca. Dos 144 surfistas de 24 países inscritos para disputar o último QS 6000 do ano, somente os 48 cabeças de chave ainda não estrearam na segunda fase da competição, que ficou para abrir a quinta-feira. A chamada para a primeira bateria envolvendo três baianos, foi marcada para às 7h30, atente para uma hora a mais nos estados com horário de verão.
Paulo Moura (PE) / Foto Daniel Smorigo / WSL
O pernambucano Paulo Moura, que por muitos anos defendeu o Brasil na elite mundial do WCT, abriu a terceira bateria do dia numa boa onda que rendeu três manobras potentes para arrancar nota 8,83 dos juízes, superando a 8,73 do catarinense Matheus Navarro no primeiro dia. Outro catarinense, Jean da Silva, completou a primeira dobradinha brasileira da quarta-feira, com ambos despachando dois estrangeiros, o porto-riquenho Brian Toth e o australiano Cody Robinson.

Já o recorde de pontos foi batido na bateria que marcou a estreia de dois surfistas que fazem a parte da galeria de campeões do Surf Eco Festival. Eles eliminaram mais dois estrangeiros da competição, o português Eduardo Fernandes e Dimitri Ouvre, de São Bartolomeu. O capixaba Krystian Kymerson venceu a última edição do evento realizado pela Dendê Produções em Salvador, em 2012 na Praia de Jaguaribe. Ele usou os aéreos nas direitas da Tiririca para aumentar o recorde de pontos de 15,66 do norte-americano Patrick Gudauskas na terça-feira, para 16,23 somando notas 8,73 e 7,50.
Krystian Kymerson (ES) / Foto Daniel Smorigo / WSL
O pernambucano Halley Batista, que conquistou o primeiro título do Mahalo Surf Eco Festival em Itacaré em 2013, completou essa segunda dobradinha verde-amarela da quarta-feira na Praia da Tiririca. Mesmo não estreando com vitória, ele ficou feliz pela classificação e já está escalado para enfrentar os cabeças de chave da 18.a bateria da segunda fase, o australiano Wade Carmichael e o havaiano Tanner Hendrickson, que está na briga direta pelas últimas vagas na lista dos dez indicados pelo ranking do Qualifying Series, para completar a elite dos top-34 da World Surf League.

Outra classificação brasileira muito festejada na Praia da Tiririca foi a do único baiano que competiu na quarta-feira, Marco Fernandez. Ele começou bem sua bateria e liderou de ponta a ponta com a nota 6,33 da sua primeira onda. Depois, conseguiu uma melhor para tirar 7,07 que confirmou a vitória por 13,40 pontos. Na briga pela segunda vaga para a próxima fase, o norte-americano Parker Coffin levou a melhor surfando a melhor onda da bateria, que valeu nota 8,33. O japonês Reo Inaba terminou em terceiro lugar e o catarinense Alcides Neto em último, com ambos sendo eliminados logo em suas estreias no Mahalo Surf Eco Festival.
Ramzi Boukhiam (MAR) / Foto Daniel Smorigo / WSL
Os brasileiros começaram bem na última etapa de valiosos 6.000 pontos do ano. Eles venceram metade das 24 baterias da primeira fase do Mahalo Surf Eco Festival e oito avançaram em segundo lugar. As outras 28 vagas para a segunda fase foram conquistadas por seis norte-americanos, cinco franceses, dois havaianos, dois japoneses, dois sul-africanos dois espanhóis e outros nove países tiveram apenas um classificado, Portugal, Indonésia, Taiti, Marrocos, Guadalupe, Argentina, Uruguai, Peru e surpreendentemente a Austrália. Só Michael Wright salvou a pátria no penúltimo confronto do dia, depois de sete compatriotas serem eliminados na primeira rodada da competição, que prossegue até domingo na Praia da Tiririca.

Alguns países estão sendo representados no Mahalo Surf Eco Festival por apenas um surfista e alguns estrearam com vitórias na quarta-feira, como o uruguaio Marco Giorgi, o indonesiano Oney Anwar e o marroquino Ramzi Boukhiam, que foi o primeiro deles a competir. Ramzi já veio ao Brasil, foi vice-campeão mundial Pro Junior na final contra Gabriel Medina na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC) em 2013, mas não conhecia Itacaré e gostou da cidade, bem como das ondas da Praia da Tiririca. Ele participou do quarto confronto do dia, derrotando o japonês Takumi Yasui, o brasileiro Alan Donato e o argentino Nahuel Amalfitano, com os dois sul-americanos saindo da disputa do título na Bahia.

Por João Carvalho

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