22 de outubro de 2015

Segundo dia do Florianópolis PRO SC

A chuva não deu trégua e os ventos fortes e frio foram presentes na Ilha de Santa Catarina, porém, as ondas entraram na Praia do Santinho, 3-4 pés durante todo o segundo dia do Red Nose Pro Florianópolis SC. Foram realizadas vinte baterias, as oito que restavam para fechar a rodada inicial e metade das 24 da segunda fase, quando entram os principais cabeças de chave da etapa do QS 6000 apresentada pelo Costão do Santinho Resort. O número 1, Alex Ribeiro, foi batido pelo catarinense Caetano Vargas na primeira bateria, mas se classificou em segundo lugar para a terceira fase. Já o destaque do dia foi mais uma vez o capixaba Krystian Kymerson, com seus aéreos arrancando duas notas na casa dos 8 pontos para totalizar 16,64 pontos de 20 possíveis.
Alex Ribeiro (SP) / Foto Daniel Smorigo / WSL
Os outros integrantes do G-10 que competiram na quarta-feira foram o paulista Alex Ribeiro e o norte-americano Kanoa Igarashi, que se classificaram em segundo lugar nas suas baterias. O número 5 do ranking e cabeça de chave número 1 do Red Nose Pro Florianópolis SC abriu a segunda fase perdendo para o catarinense Caetano Vargas, com ambos eliminando o francês Diego Mignot e outro catarinense, Beto Mariano. Caetano já havia vencido a primeira bateria do campeonato na terça-feira e ficou feliz por Alex Ribeiro também continuar na disputa do título na Ilha da Magia, que vale 6.000 pontos e um prêmio de 25 mil dólares.

Alex Ribeiro já ultrapassou a barreira dos 20.000 pontos no ranking nas etapas portuguesas da "perna europeia" do WSL Qualifying Series, mas prefere não comemorar a classificação ainda: "Eu só vou acreditar quando acabar o ano e eu ver meu nome na lista. Até lá eu tenho que trabalhar bastante ainda, pois tem esse evento aqui, depois outro QS 6000 na Bahia e o QS 10000 em Maresias (SP), sem falar nas duas últimas etapas do Havaí. Então tem muita coisa pra rolar, muitos pontos em jogo e prefiro aguardar o anúncio oficial da minha vaga, pois só aí eu vou acreditar mesmo que entrei no WCT".
Santiago Muniz (ARG) / Foto Daniel Smorigo / WSL
Já o norte-americano Kanoa Igarashi teve que disputar a segunda vaga na sua bateria com o ainda recordista absoluto do Red Nose Pro Florianópolis SC, o catarinense Willian Cardoso, que na terça-feira ganhou uma nota 9,37 e totalizou imbatíveis 17,17 pontos de 20 possíveis. Kanoa liderou a bateria até o paulista Deivid Silva disparar na frente escolhendo boas ondas para mostrar o seu repertório de manobras modernas. Ele é um dos grandes valores da nova geração do surfe brasileiro, conquistou o título sul-americano Pro Junior da WSL South America em 2014 e 2015 e é patrocinado pela Red Nose.

O jovem americano Kanoa Igarashi também ficou satisfeito pela classificação e não escondeu que o seu objetivo é a vitória no Red Nose Pro Florianópolis SC. Quem também estreou bem na quarta-feira e quer a vitória na etapa do QS 6000 apresentada pelo Costão do Santinho Resort foi o argentino Santiago Muniz. Ele foi vice-campeão da etapa catarinense disputada na Praia da Joaquina no ano passado, vencida pelo cearense Michael Rodrigues e é irmão de Alejo Muniz, que foi o primeiro a conquistar classificação pelo WSL Qualifying Series e compete como brasileiro por morarem em Santa Catarina desde crianças. Santiago estreou no penúltimo confronto do dia e mostrou a força do seu backside nas esquerdas do Santinho com manobras potentes de backside. Ele ainda arriscou os aéreos para superar principalmente o norte-americano Conner Coffin, que também surfou bem para passar em segundo lugar.
Hiroto Ohhara (JAP) / Foto Daniel Smorigo / WSL
Entre os estrangeiros, o australiano Davey Cathels e o japonês Hiroto Ohhara também se destacaram nas ondas da quarta-feira na Praia do Santinho, com direitas e esquerdas apresentando boa formação para manobras de borda e aéreas também, que arrancaram as maiores do dia. Davey Cathels está bem perto da zona de classificação para o WCT, três posições abaixo do francês Joan Duru, que fecha a lista dos dez indicados pelo WSL Qualifying Series no momento. Ele ainda precisa chegar nas oitavas de final do Red Nose Pro Florianópolis SC para trocar os 1.100 pontos do seu pior resultado na Praia do Santinho.

O japonês Hiroto Ohhara também dominou sua bateria, liderando de ponta a ponta desde a sua primeira onda, uma direita detonada com várias manobras executadas com pressão e velocidade. Ele surpreendeu o mundo ao se tornar o primeiro surfista do Japão a vencer um evento importante da World Surf League, o QS 10000 US Open of Surfing, derrotando o americano Kanoa Igarashi na final em Huntington Beach. Com notas 8,20 e 8,00, Hiroto registrou o segundo maior placar da segunda fase, com seus 16,20 pontos só sendo batidos pelos 16,64 que Krystian Kymerson atingiu duas baterias depois da vitória do japonês.

Por João Carvalho

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