22 de outubro de 2015

O Luso-brasileiro Pedro Henrique quer voltar ao WCT

O jovem é natural de Saquarema/RJ, e chegou ao nível máximo do surf defendendo o Brasil. O nome dele é Pedro Henquire qu já foi campeão mundial pro-júnior em 2000, e aos 18 anos, integrou o seleto grupo do WCT, em 2006, depois de ficar afastado do tour por três anos, regressou defendendo Portugal. A troca de países aconteceu naturalmente, depois que ele decidiu se mudar com a família para o outro lado do oceano. O surf não era o foco e sim uma nova carreira e, o principal, garantir tranquilidade e uma nova cultura às filhas. Mas não demorou muito e o surf falou mais alto. E com um suporte, que nunca teve antes, como mesmo afirma, está de volta e com grandes chances de se classificar para o WCT 2016. Pedrinho corre o Red Nose Pro 15 Florianópolis SC, etapa do Circuito Mundial de Surf Qualifying Series, na Praia do Santinho, sabendo que pode dar um passo importante para seu regresso entre os 34 melhores do Mundo, uma vez que a vitória vale 6.000 pontos.  Ainda com sotaque do Rio, Pedro Henrique explica que, inicialmente, o surf de competição não estava nos planos. “Mudei para Portugal, não por causa do surf, mas porque queria ter uma vida tranquila, diferente do Rio. O Rio, o Brasil, não sairão nunca da gente. Mas achei que seria bom para a minha família”, diz o surfista, que começou a trabalhar com vídeo.
Foto Divulgação
“Fui ganhando incentivo, com a Polen Surfboards, que me acolheu, tendo um retorno do surf português. Fui valorizado, ganhei suporte, que jamais tive na minha carreira inteira, e quando senti isso tudo, achei que era a hora de ir firme para o surf”, explica Pedrinho, que pela estrutura e motivação decidiu que o reconhecimento era adotar a nova nacionalidade. “Por todas as pessoas que me apoiaram para hoje voltar a competir no Tour, com chances de me classificar. Achei que era bom representa-los”, revela. A nova casa fica em Cascais, na Praia do Guincho, com vários picos próximos com excelentes ondas. “Portugal me fez crescer muito em termos de surf. Tem muita onda ao redor, longas, tubos”, conta o competidor, que destaca, entre as pessoas importantes nessa nova trajetória, o ex-WCT, Renan Rocha, seu técnico há pouco mais de um ano. “Renan sempre foi um ídolo, um espelho. Ele, o Victor Ribas, o Fábio Gouveia”, elogia. “Eu sentia desde novo que precisava de alguém com muito mais experiência do que eu, que pudesse me ajudar nesse caminho. Isso tem sido a grande diferença desse ano. Tem me ajudado com toda a experiência de anos e anos”, explica Pedrinho, garantindo estar renovado e, aos 33 anos, com fôlego de um garoto. “Os três anos que fiquei fora do tour foi excelente para mim. Estava 13 anos sem parar. Fez ter vontade de competir de novo. Me deu aquela gana dos moleques novos. Renovou a minha carreira”, acrescenta.

No Red Nose Pro 15 Florianópolis SC, Pedro Henrique chega como o 29º colocado no QS. Dos cinco resultados que somam, tem três pontuações baixas que podem ser trocadas nas três etapas brasileiras – 1.500 e dois 840 pontos. Coincidentemente ele pode garantir sua vaga para o WCT no Brasil. “Na etapa de Maresias, onde me classifiquei em 2005. Dez anos depois. É legal, é uma história legal”, fala. “Esse suporte inteiro, planejamento, evolução faz com que eu só dependa de mim. Só preciso entrar na bateria, pegar as ondas certas, que o resultado virá”, argumenta. Me sinto muito mais preparado. Se consegui a vaga sendo novo, sem tanto suporte, hoje tenho muito mais chance de me classificar”, completa Pedrinho.

Por Fábio Maradei

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