8 de outubro de 2015

Medina, Mineirinho e Tomas vencem na França

Três brasileiros estrearam com vitórias e avançaram direto para a terceira fase, o campeão mundial Gabriel Medina, o vice-líder no ranking deste ano, Adriano de Souza, e Tomas Hermes, que surpreendeu o número 3 do Jeep Leaderboard, Filipe Toledo. Além dele, o australiano Owen Wright, que também pode tirar a lycra amarela de Mick Fanning na França, começou com derrota e terá que disputar uma rodada extra como Filipinho, que vai abrir a segunda fase com o francês Maxime Huscenot. O catarinense Tomas Hermes é um dos três reforços da "seleção brasileira" na etapa francesa da World Surf League. Dois brasileiros já tinham perdido nos primeiros confrontos do dia. Vice-campeão no Quiksilver Pro France do ano passado, o potiguar Jadson André caiu junto com Kelly Slater, que terminou empatado em primeiro lugar e foi superado pela maior nota do também norte-americano Brett Simpson. Na disputa seguinte, Julian Wilson surfou grandes tubos para atingir imbatíveis 18,80 pontos com notas 9,5 e 9,3 e Miguel Pupo ficou em segundo, com o espanhol Aritz Aranburu em último.
Gabriel Medina (SP) Foto Kirstin Scholtz / WSL
O convidado do Quiksilver Pro France, Dane Reynolds, também pegou as melhores ondas que entraram na bateria seguinte para totalizar 17,00 pontos na vitória sobre o número 4 do Jeep Leaderboard, Owen Wright. Aí o mar deu uma acalmada, bem na hora do primeiro confronto envolvendo dois brasileiros, que terminou com o placar mais baixo do dia. Tomas Hermes conquistou a primeira vitória verde-amarela em Culs Nus somando 11,57 pontos nas duas notas computadas, contra 10,97 do australiano Adam Melling e 9,93 de Filipe Toledo. O paulista Adriano de Souza estreou na disputa seguinte também numa condição difícil do mar, mas soube aproveitar bem as oportunidades que teve para confirmar o favoritismo por 16,00 pontos. O novo reforço do Brasil para o WCT do ano que vem, Caio Ibelli, ficou em segundo e o havaiano Keanu Asing em último praticamente sem achar nada para surfar durante a bateria. Mineirinho liderou o ranking mundial até o ano passado e viu Mick Fanning surfar um tubaço nota 9,73 para vencer sua primeira bateria com a lycra amarela que ele entregou para o australiano ao perder a final do Hurley Pro Trestles para ele nos Estados Unidos. Os dois principais concorrentes ao título passaram direto para a terceira fase.

O atual campeão mundial Gabriel Medina também começou bem, abrindo sua bateria com nota 8,00 que praticamente lhe garantiu a vitória por 14,33 pontos. O australiano Matt Wilkinson e o havaiano Dusty Payne não conseguiram achar boas ondas para entrar na briga e nenhum deles conseguiu nem alcançar os 6,33 pontos da segunda nota computada pelo brasileiro. O Quiksilver Pro France é decisivo para Medina entrar de vez na briga pelo bicampeonato mundial nesta reta final da temporada, pois depois só tem mais uma etapa em Portugal e a grande final em Banzai Pipeline, no Havaí. No confronto seguinte, os tubos voltaram a bombar em Culs Nus e o havaiano John John Florence comandou o espetáculo recebendo nota 10 de três dos cinco juízes, com a média ficando em 9,93 pontos. Ele já tinha surfado outro canudo que valeu 8,67 e totalizou 18,60 pontos. O catarinense Alejo Muniz também pegou um belo tubo nota 9,10, porém acabou torcendo o joelho numa queda e teve que abandonar a disputa. Por outro lado, o francês Jeremy Flores não achou nada e terminou em último com o menor placar da quinta-feira, 2,83 pontos.
Tomas Hermes (SC) / Foto Poullenot / WSL
Mais dois brasileiros ainda competiram, porém ambos terminaram em segundo lugar nas suas baterias. O potiguar Italo Ferreira conseguiu surfar um bom tubo nota 8,17, mas o australiano Adrian Buchan pegou dois que valeram 9,50 e 8,90 para vencer por 18,40 a 14,84 pontos, com o neozelandês Ricardo Christie ficando em último com 9,50 nas duas ondas computadas. O paulista Wiggolly Dantas enfrentou dois campeões mundiais na bateria que fechou a primeira fase e superou Joel Parkinson, mas eles foram batidos pelo norte-americano C. J. Hobgood.

Por João Carvalho

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