30 de outubro de 2015

Decisão do Paulista de Escolas de Surf é neste fim de semana

A decisão do circuito de Encontro Paulista entre Escolas de Surf rola neste fim de semana (31/10 e 1/11) na Riviera de São Lourenço e traz de volta a cidade de Bertioga ao mapa de importantes competições do Estado. Para Alexandre Viana, presidente da associação local, a expectativa é grande. “Nosso município deve participar com três escolas: Riviera, Boraceia Viva e Jungle Surf. Neste ano, passamos por um fortalecimento da modalidade, renascida com a volta do circuito municipal e o trabalho focado em fortalecer o esporte na cidade. Receber uma prova de repercussão estadual agrega ainda mais às estas ações”, reconhece Viana.
Encontro Paulista de Escolas de Surf, Ubatuba / Foto Munir El Hage
Ao destacar o potencial da região, ele recorda a conquista de Jefferson Silva, campeão mundial Júnior da International Surfing Association (ISA), em 2005. "Assim como ele, outros surgirão na região. Sediar um evento como este nos enche de orgulho. Vamos acompanhar de perto nossos futuros campeões”, destaca ele. No Estado, uma das escolas mais tradicionais é a da Riviera, comandada por Thiago Ferrão e que será representada por duas equipes.”Trabalhamos há 18 anos e atendemos tanto turistas, quanto a comunidade carente por intermédio de um projeto social. É justamente esta turma que vamos levar. Temos treinado todos os dias para fazer bonito”, garante Ferrão.

Segundo ele, enquanto o mercado deixa as escolas de lado, o Dafiti Sports apresenta Encontro Paulista entre Escolas de Surf supre a necessidade de valorizar esse trabalho primordial para o desenvolvimento do surf. “Se analisarmos, hoje em dia poucas têm patrocínio privado. Geralmente contam com apoio da prefeitura local ou sobrevivem apenas com o próprio trabalho. Essa falta de visão é totalmente desproporcional ao papel que as escolas representam, de iniciar e revelar talentos. A importância deste circuito é muito grande, já que proporciona o primeiro contato com o esporte. É dali que sairá o futuro. O serviço bem feito garante a experiência de o aluno viver o surf. Um campeonato neste formato - priorizando integração mais do que competição - é fundamental. O destaque ficará por conta do trabalho em equipe. Quanto mais unido e sincronizado, mais o time renderá”.

Apesar de o evento ser estadual, nada impede que escolas de fora de São Paulo participem. Do Norte do Espírito Santo vem os alunos da Escola de Surf e Educação Ambiental de Itaúnas. Comandada por Ysabela Mayara e João Rodrigues, o trabalho é focado em aulas de surf, mas sem deixar de lado os ensinamentos ambientais e o acompanhamento escolar dos alunos do vilarejo de pouco mais de dois mil habitantes. A viagem foi viabilizada com doações em dinheiro e acessórios (leiloados e rifados). “Participaremos com 16 crianças carentes, entre 9 e 16 anos. Vamos ter prorrogar as doações até depois do evento para conseguirmos arcar com todos os custos da viagem. Mas, todo esse empenho valeu a pena”, enfatiza Rodrigues.
Organizador e idealizador do circuito, Dadá Nascimento comemora mais uma temporada. “É uma grande satisfação realizar uma competição focada nessa molecadinha. Tudo é uma aventura, desde a viagem para fora de suas praias, até a emoção de competir em equipes. Nesta etapa, esse intercâmbio será muito interessante para fortalecer os princípios de amizade, respeito e companheirismo”, destaca Nascimento. Vale lembrar que as inscrições para o evento são gratuitas e qualquer escola pode participar com equipes de até quatro integrantes. Formada por barracas, a estrutura do evento permite maior interação entre staff e competidores. Na areia, o cama elástica entretem a molecada entre uma disputa e outra. O tempo das baterias varia entre 30 e 40 minutos e cada surfista pode pegar até duas ondas, sendo que o coringa levanta os dois braços imediatamente após sua melhor onda para dobrar a pontuação.

Por Nancy Geringer

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