12 de outubro de 2015

Débora Simas confirmada no 12º Desafio Praias e Trilhas

Quando se fala em Desafio Praias e Trilhas uma atleta logo vem em mente e após onze edições, mais uma vez a prova contará com uma personagem marcante na história da corrida de trail run mais difícil do país. A ultramaratonista Débora Simas confirmou presença no evento que acontece nos dias 17 e 18 de outubro e desfia os corredores em duas maratonas em dois dias.
Imbatível desde que começou a participar do evento em sua quarta edição, a catarinense soma oito títulos consecutivos, além da incrível marca de 10h08min55seg, estabelecida em 2006 e que permanece como recorde do evento até os dias de hoje. “O Desafio Praias e Trilhas é uma prova que eu adoro. Um percurso que tem de tudo: areia, costão, trilhas, belas subidas e descidas alucinantes. Além de todo visual da ilha que é maravilhosa”, explica Débora. “Sou muito competitiva e se entro em uma prova é claro que penso em ganhar, mas respeito e admiro todas as adversárias, afinal todas somos campeãs só de terminar uma prova como essa”, completa.

Após representar o Brasil pela primeira vez no Mundial de Ultramaratona, realizado na Holanda, a corredora volta todas as atenções para aquela que é considerada a prova mais desafiadora do Brasil no segmento. “Desde maio, quando recebi o convite para o mundial, meu volume de treino está alto, mas lá era em prova plana, agora, nas últimas semanas, tenho intensificado os treinos em trilha e caprichado na musculação, pois o terreno exige muito da musculatura”, comenta.

Sobre o percurso e as dificuldades que a prova exige a corredora explicou o que virá pela frente. “Essa é uma prova muito difícil, pois são duas maratonas. No primeiro dia os trechos são muito técnicos e é um sobe e desce danado. Já no segundo dia é mais parte de areia e você se obriga a correr bem, mas lembrando que você já correu no dia anterior e ainda pode encarar as trilhas molhadas ou as vezes um sol escaldante. Você está sempre no limite e quando chega à reta final, que são dois quilômetros, parece uma eternidade. Mas visualizar aquele pórtico é mágico. Parece que somem todas as dores e um filme de tudo que você treinou passa em sua cabeça”, comenta.

Por Danilo Caboclo

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