13 de outubro de 2015

Daniel Ferlin quer fazer bonito no Hang Loose Surf Attack

Ele nasceu na Espanha, mas filho de pais santistas, aprendeu a surfar nas ondas do Quebra-Mar, o famoso pico de Santos. Daniel Ferlin está com 13 anos e tem todo o apoio familiar para seguir adiante no surf. A revelação santista quer fazer bonito na final do Hang Loose Surf Attack, o Paulista de Surf nas categorias de base, que será disputada na Praia da Baleia, em São Sebastiao, no sábado e domingo (17 e 18). “Estou bem confiante e querendo um bom resultado”, afirma o terceiro colocado na categoria iniciante e quarto na mirim no Circuito Santista 2015. “O Hang Loose é um grande campeonato, com os melhores surfistas e o objetivo é sempre melhorar”, complementa o surfista, que gosta de aéreos e se inspira no surf de John John Florence, Jamie O’Brien e Clay Marzo, além da nova geração brasileira no WCT, sobretudo Gabriel Medina e Filipe Toledo.
Daniel Ferlin  / Foto Roberto Nabruzzi
O pai, Augusto Cesar, não esconde a expectativa com o filho. “Desde os primeiros meses de vida, já colocávamos ele cima de uma prancha, seja sob o skate ou nas minhas pranchas. Nos últimos três anos, começamos a leva-lo às competições, mas agora começamos a fazer um trabalho mais sério, focado em competições”, destaca o pai, que o ajuda no mar, com apoio da mãe, Luciane, responsável pelas filmagens. “Ele vem ganhando confiança e experiência a cada bateria. E estamos iniciando uma nova etapa de trabalho. Desde o mês passado começamos a trabalhar o psicológico com um profissional do esporte e também o funcional, com o pessoal da Mobility, bem como estará com pranchas novas. Fechamos uma parceria com um experiente shaper de Maresias, o Adriano Nunes, que vai começar a trabalhar com a evolução e personalização dos equipamentos dele”, diz o pai.

Na preparação como surfista, Daniel tem as participações em campeonatos de outras cidades, inclusive em São Sebastião, e já fez sua primeira “trip” internacional, em 2013, para a Costa Rica. “Ele encarou, sem medo, os melhores picos, Ollies Point, Roca Bruja, Playa Negra, Avellanas. Agora, estamos pensando em surfar no Peru ou El Salvador, como preparação para a próxima temporada. Também estamos trabalhando os sonhos da Indonésia, Califórnia e Havaí, que se tudo der certo, serão os próximos destinos”, afirma Augusto Cesar. Ele conta que a motivação ao surf foi natural. “Somos uma família do surf. Tenho 37 anos de surf e em nossa casa se respira o esporte, é nosso estilo de vida”, orgulha-se o pai. “Nosso apoio é total. Estamos fazendo tudo que podemos para que ele evolua. Levamos para treinar sempre, principalmente em Guarujá e nos finais de semana no Litoral Norte. Estamos sempre juntos, iniciamos o trabalho psicológico, funcional, inglês, equipamentos. Enfim, ele tem todo o suporte e apoio que um garoto de sua idade poderia ter”, acrescenta a mãe.

Por Fábio Maradei

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