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31 de outubro de 2015

Bruno Fontes conquista o tricampeonato de Laser Standard

O velejador Bruno Fontes conquistou na última sexta-feira, 30, o Campeonato Sul Americano de Laser Standard, disputado desde a última segunda em Porto Alegre. Esse foi o terceiro título do atleta na competição e o deste ano veio de forma incontestável. Com sete vitórias em oito regatas disputadas, Bruno somou o mínimo de pontos possíveis, encerrando o evento com campanha perfeita. “É muito bom voltar ao alto nível, ainda mais em uma competição tão importante. O ano começou muito bom com o título Brasileiro no Rio, mas depois passei por um momento ruim e agora sinto que estou voltando ao meu melhor”, comemorou Bruno. “A semana foi perfeita e uma vitória assim só nos motiva para seguir em frente. Sinto que estou no caminho certo e agora é projetar um bom final de ano já pensando em 2016”, completa.
Bruno Fontes abriu a competição com vitória nas duas primeiras regatas realizadas na segunda-feira. Após um dia sem ventos, a competição teve reinicio na quarta-feira com mais três regatas, todas vencidas pelo velejador brasileiro. Nessa quinta, mais uma vez a organização aproveitou as condições e colocou mais três disputas na água, com Bruno vencendo por duas vezes. Devido à falta de ventos não foi realizada a competição nessa sexta-feira e Bruno pode comemorar mais um título em sua carreira. “Esse ano eu tive alguns altos e baixos. Comecei bem com o título brasileiro, mas depois passei por um período ruim, com alguns problemas que me atrapalharam um pouco. Agora eu vejo que estou na melhor forma de novo e as coisas voltaram a dar certo para mim. Fiz boas escolhas nas regatas aqui no Guaíba. Agora temos pela frente a Copa do Brasil e em janeiro começa mais um ciclo. Ano que vem quero fazer um grande mundial”, ressalta Bruno Fontes, que tem os patrocínios da Unimed, CBVela, Governo do Paraná, Marinha do Brasil e Iate Clube de Santa Catarina.

Classificação final após oito regatas (um descarte)
1º Bruno Fontes (BRA) – 7pp
2º Tomás Pallejerp (ARG) – 43pp
3º Juan Pablo Bisio (ARG) – 44pp
4º Juan Ignacio Biava (ARG) – 45pp
5º Andrey Quintero (COL) – 53pp
6º Augustin Vidal (ARG) – 55pp
7º Jose Gutierrez (VEN) – 60pp
8º Francisco Renna (ARG) – 69pp
9º Phillipp Grochtmann (BRA) – 69pp
10º Frederico Yandin (URU) – 72pp

Por Danilo Caboclo

Caio Ibelli com chances de assumir a liderança do ranking QS

Com a vaga garantida ao WCT 2016, o paulista Caio Ibelli tem como meta o primeiro lugar no ranking Qualifying Series (QS), já pensando na próxima temporada. Atual vice-líder do Circuito, ele será um dos destaques no QS 10000, que acontecerá em São Paulo, na Praia de Maresias, em São Sebastião, que tem a “janela” entre segunda-feira (2) e domingo (8). O surfista de 22 anos, campeão mundial pro-júnior em 2011, já planeja sua participação na elite e confessa que em Maresias vai surfar sem pressão e querendo se divertir. “Amo muito Maresias! Foi onde tudo começou para mim, o lugar onde aprendi a entubar e me apaixonei por ondas perfeitas. As bancadas estão muito boas e as expectativas são as melhores”, afirma o atleta, que hoje se divide entre Guarujá e a Califórnia.
Caio Ibelli / Foto Kelly Cestari
Em sua quinta temporada no Tour, Caio tem como principais resultados o segundo lugar na etapa QS 10000 em Portugal, e dois terceiros também em disputas nível máximo, em Saquarema e na África do Sul. Tem 24.250 pontos contra 27.660 do norte-americano Kolohe Andino, com uma troca baixa (entre os cinco resultados que somam), de 1.050 pontos. “Esse ano fiz essa meta, trabalhei duro e consegui. Foquei bastante nos treinos e nos meus equipamentos e os resultados estão vindo. Quem me conhece sabe o quanto treinei e lutei para chegar aqui e não foi fácil, mas graças a Deus foi tudo certo”, comenta. “Na verdade, ainda não consigo acreditar. Este ano está sendo incrível para mim. Estou muito feliz por estar classificado antes mesmo de chegar no Havaí e agora posso competir em Maresias e nas etapas havaianas tranquilo. Surfar sem pressão e me divertir”, destaca.

“Seria muito bom finalizar o ano em primeiro no QS para pegar um bom seeding para o ano que vem, mas na verdade não estou pensando muito nisso. Gostaria muito de fazer uma final no Havaí, que é um sonho desde pequeno, porque me adapto bem naquelas condições”, revela o atleta. Com a vaga já assegurada, Caio já vem planejando sua temporada e avaliando o que precisa evoluir, e adaptação em algumas ondas do Tour. “Já estou pensando nas pranchas e trips para lugares que não conheço como Teahupoo, uma onda que vou precisar de experiência. Não por não saber entubar de backside, mas por não saber do lineup e tudo mais, porem espero aprender tudo sobre o pico”, argumenta.

“2016 vai ser o ano mais legal da minha vida. Gosto muito de ondas boas e, no decorrer dos anos, fiz muitas viagens para lugares onde o Tour passa. Então, estou bem confiante para começar o ano. Vai ser um ano de muito aprendizado”, admite. O São Paulo Open of Surfing já pode começar na segunda-feira pela manhã. A decisão dependerá das condições do mar. Independente do tamanho das ondas, o show estará garantindo com todo o esquadrão brasileiro do WCT confirmado na etapa – Filipe Toledo (defendendo o título), Adriano de Souza, Gabriel Medina, Miguel Pupo (estes dois competindo em casa), Ítalo Ferreira, Wiggolly Dantas e Jadson André, além de outro novo nome na elite brasileira em 2016, Alex Ribeiro.

Antes do início oficial das disputas, 16 surfistas disputarão no domingo o Nossolar Super Trials, em busca de duas vagas como convidados no evento. No total, o São Paulo Open of Surfing terá 96 competidores de 21 países. O vencedor garantirá 10 mil pontos no ranking e US$ 40 mil (de um total de US$ 250 mil) e o vice levará 8 mil pontos e US$ 20 mil.

Por Fábio Maradei

Chilli Beans e a coleção The Beatles

Com submarinos, diamantes e lentes redondas, a Chilli Beans anuncia a chegada de sua nova coleção, inspirada nos músicos ingleses mais famosos dos todos os tempos, The Beatles. Para não deixar nenhum detalhe passar despercebido, os designers da marca dividiram os produtos em três linhas que caracterizam as principais fases dos garotos de Liverpool.
A primeira simboliza o início da carreira nos anos 50 e 60 com fãs histéricas, muitos flashes e músicas que faziam todos delirar como Yeah Yeah Yeah e o icônico White Album. Destaque para o relógio com pulseira em couro, semelhante às alças das câmeras fotográficas usadas na época, além do visor com anel giratório, como é o ajuste de foco das lentes.
Já a segunda linha, conta um pouco do período psicodélico do grupo, o qual juntava os melhores acordes com letras de impacto e amores utópicos. O disco Sgt. Pepper´s, a faixa Yellow Submarine e a famosa Abbey Road são as principais referências. Nas hastes dos óculos, as roupas usadas nas capas dos discos são a inspiração da cartela de cores. O modelo “Lucy in the Sky with Diamonds” tem a inscrição do nome da canção, o desenho de uma pedra de diamante e é composto por cristais Swarovski.
Mística, a terceira linha, explora a parte mais hippie e zen da carreira dos Beatles. À época, fim dos anos 1960, eles se aproximaram do guru indiano Maharishi Mahesh Yogi, o que contribuiu para o desenvolvimento espiritual da banda. Dessa inspiração, surgiram, por exemplo, gravações de mantras nas hastes dos óculos. Há também modelos solares em acetato que imitam madeira, com referência à guitarra de madeira usada por Paul McCartney, no período.

Depois de quase sete décadas de sucesso, The Beatles ganha homenagem na coleção licenciada pela Chilli Beans.

Por Daniela Vinci

HB lança óculos receituários

Quem usa óculos diariamente sabe que eles devem ser uma expressão da sua personalidade. Assim são os novos modelos de receituário da HB – Hot Buttered: contemporâneos, mas com toque de rebeldia.
Com frontal arredondado – a maior tendência no design de eyewear para o verão 2016, os lançamentos são fabricados em Polytech, material ultraleve, que resiste às mais extremas condições. Para download de todas as imagens em alta dos lançamentos, acesse aqui.

Por Daniela Vinci

30 de outubro de 2015

Cinco brasileiros passam para o sábado no Mahalo Surf Eco Festival

A maioria dos brasileiros que tinham chance de entrar no G-10 perderam, mas cinco continuam na luta do título do QS 6000 de Itacaré, os baianos Bruno Galini e Yagê Araujo, os catarinenses Tomas Hermes e Yago Dora e o paulista David do Carmo. O dia sexta-feira) já não começou bem para o Brasil, com os que estavam mais próximos da zona de classificação para o WCT sendo eliminados nos primeiros confrontos do dia. Quando a sexta-feira começou, treze surfistas tinham chances matemáticas de ultrapassar o francês Maxime Huscenot, que está fechando a lista dos dez indicados pelo QS para completar a elite dos top-34 da World Surf League. Sete deles perderam, inclusive os quatro brasileiros que estavam na briga, o cearense Michael Rodrigues, o baiano Bino Lopes e o paulista Deivid Silva, caíram nos primeiros confrontos do dia, ainda pela segunda fase da competição. A última esperança ficou então para outro paulista, Jessé Mendes, que acabou em último na sua bateria da terceira fase, vencida pelo sul-africano Beyrick De Vries com o australiano Wade Carmichael passando em segundo.
David do Carmo (SP) / Foto Daniel Smorigo / WSL
A primeira baixa foi o cearense Michael Rodrigues, barrado pelo australiano Cooper Chapman e o indonesiano Oney Anwar. Na segunda bateria, o baiano Bino Lopes perdeu para o catarinense Yago Dora a briga pela segunda vaga na disputa vencida por outro australiano, Connor O´Leary. Na seguinte, o campeão do QS 6000 encerrado domingo em Florianópolis (SC), Deivid Silva, também ficou em terceiro contra o australiano Michael Wright e o americano Noah Schweizer. E o defensor do título do Mahalo Surf Eco Festival, Alex Ribeiro, um dos três brasileiros já garantidos no WCT pelo ranking do QS, foi batido pelo também paulista Renato Galvão e o baiano Yagê Araujo na bateria que fechou a segunda fase.

Depois a chuva parou e o baiano Bruno Galini venceu a disputa pelas duas primeiras vagas para a rodada classificatória para as oitavas de final. Com a inesperada saída de Bino Lopes, Galini é o atleta da equipe Mahalo que segue na disputa do título do Mahalo Surf Eco Festival em Itacaré. Ele está sempre abrindo cada fase com vitória, desde a bateria que abriu a etapa baiana do WSL Qualifying Series na terça-feira. Na sexta-feira, Bruno derrotou três estrangeiros surfando boas ondas que valeram notas 8,50 e 7,57 para totalizar 16,07 pontos, contra o australiano Soli Bailey, o português Nic Von Rupp e o americano Tanner Gudauskas.

Bruno Galini voltou ao mar para disputar as duas primeiras vagas para as oitavas de final do Mahalo Surf Eco Festival que abria a quarta fase da competição. E ele garantiu a Bahia e o Brasil entre os dezesseis finalistas em Itacaré, superando o paulista Thiago Camarão no penúltimo confronto do dia, vencido pelo havaiano Kiron Jabour vencendo. No último, o australiano Ryan Callinan, que defende vaga no G-10 do Qualifying Series, ganhou a bateria e o seu compatriota Soli Bailey seguiu com chances de entrar na zona de classificação para o WCT nesta etapa da Bahia, ao superar o francês Andy Criere. Callinan será o adversário de Bruno Galini na segunda oitava de final e Bailey está na primeira com o havaiano Kiron Jabour.

Ele não está entre os seis que seguem com chances de entrar no G-10 já neste sábado em Itacaré, como o americano Evan Geiselman e os australianos Davey Cathels e Connor O´Leary, que atingem esse objetivo se chegarem nas quartas de final do Mahalo Surf Eco Festival. Os australianos Soli Bailey e Dion Atkinson ainda terão que passar mais uma fase, pois só superam os 15.100 pontos do francês Maxime Huscenot se avançarem para as semifinais. Já para o costa-ricense Noe Mar McGonagle só interessa a vitória na Bahia e ainda torcer pelo tropeço dos cinco concorrentes que estão à sua frente no ranking. Connor O´Leary venceu um confronto que levantou a torcida local na Praia da Tiririca, vibrando intensamente com a participação do baiano Yagê Araujo. O norte-americano Noah Schweizer estava se classificando em segundo até o último minuto, quando Yagê arriscou um aéreo muito alto para virar o placar e avançar para a quarta fase. Ele agora vai disputar as duas últimas vagas para as oitavas de final contra dois australianos, Wade Carmichael e Michael Wright, na bateria que vai fechar a rodada dos 24 melhores na manhã do sábado.

Por João Carvalho

Filipe Toledo próximo da liderança do ranking mundial

Ao vencer a etapa de Portugal, após passar por Italo Ferreria, onde travaram uma batalha histórica na decisão durante a penúltima etapa do Tour, Toledo ficou mais próximo de atingir a liderança do ranking mundial. “Foi uma semana muito conturbada. Estou muito feliz com a vitória”, comemorou ao sair da água. Ele agora é o segundo no ranking mundial.
Filipe Toledo vence em Peniche e é recebido pelos abraço do pai, o surfista Ricardo Toledo / Foto  Kirstin Scholtz
Essa foi a terceira vitória de Filipinho no ano. O paulista venceu as duas decisões que disputou, em Snapper Rocks, Austrália, e no Rio de Janeiro. Autor de uma nota 10 logo no início do confronto, Filipinho ganhou muita força na briga pelo título mundial, que será decidido em Pipeline, Hawaii, em dezembro. Filipe ultrapassou a Adriano de Souza na corrida pela taça e está a apenas 200 pontos do líder Mick Fanning.

Fonte Hurley Pro

Decisão do Paulista de Escolas de Surf é neste fim de semana

A decisão do circuito de Encontro Paulista entre Escolas de Surf rola neste fim de semana (31/10 e 1/11) na Riviera de São Lourenço e traz de volta a cidade de Bertioga ao mapa de importantes competições do Estado. Para Alexandre Viana, presidente da associação local, a expectativa é grande. “Nosso município deve participar com três escolas: Riviera, Boraceia Viva e Jungle Surf. Neste ano, passamos por um fortalecimento da modalidade, renascida com a volta do circuito municipal e o trabalho focado em fortalecer o esporte na cidade. Receber uma prova de repercussão estadual agrega ainda mais às estas ações”, reconhece Viana.
Encontro Paulista de Escolas de Surf, Ubatuba / Foto Munir El Hage
Ao destacar o potencial da região, ele recorda a conquista de Jefferson Silva, campeão mundial Júnior da International Surfing Association (ISA), em 2005. "Assim como ele, outros surgirão na região. Sediar um evento como este nos enche de orgulho. Vamos acompanhar de perto nossos futuros campeões”, destaca ele. No Estado, uma das escolas mais tradicionais é a da Riviera, comandada por Thiago Ferrão e que será representada por duas equipes.”Trabalhamos há 18 anos e atendemos tanto turistas, quanto a comunidade carente por intermédio de um projeto social. É justamente esta turma que vamos levar. Temos treinado todos os dias para fazer bonito”, garante Ferrão.

Segundo ele, enquanto o mercado deixa as escolas de lado, o Dafiti Sports apresenta Encontro Paulista entre Escolas de Surf supre a necessidade de valorizar esse trabalho primordial para o desenvolvimento do surf. “Se analisarmos, hoje em dia poucas têm patrocínio privado. Geralmente contam com apoio da prefeitura local ou sobrevivem apenas com o próprio trabalho. Essa falta de visão é totalmente desproporcional ao papel que as escolas representam, de iniciar e revelar talentos. A importância deste circuito é muito grande, já que proporciona o primeiro contato com o esporte. É dali que sairá o futuro. O serviço bem feito garante a experiência de o aluno viver o surf. Um campeonato neste formato - priorizando integração mais do que competição - é fundamental. O destaque ficará por conta do trabalho em equipe. Quanto mais unido e sincronizado, mais o time renderá”.

Apesar de o evento ser estadual, nada impede que escolas de fora de São Paulo participem. Do Norte do Espírito Santo vem os alunos da Escola de Surf e Educação Ambiental de Itaúnas. Comandada por Ysabela Mayara e João Rodrigues, o trabalho é focado em aulas de surf, mas sem deixar de lado os ensinamentos ambientais e o acompanhamento escolar dos alunos do vilarejo de pouco mais de dois mil habitantes. A viagem foi viabilizada com doações em dinheiro e acessórios (leiloados e rifados). “Participaremos com 16 crianças carentes, entre 9 e 16 anos. Vamos ter prorrogar as doações até depois do evento para conseguirmos arcar com todos os custos da viagem. Mas, todo esse empenho valeu a pena”, enfatiza Rodrigues.
Organizador e idealizador do circuito, Dadá Nascimento comemora mais uma temporada. “É uma grande satisfação realizar uma competição focada nessa molecadinha. Tudo é uma aventura, desde a viagem para fora de suas praias, até a emoção de competir em equipes. Nesta etapa, esse intercâmbio será muito interessante para fortalecer os princípios de amizade, respeito e companheirismo”, destaca Nascimento. Vale lembrar que as inscrições para o evento são gratuitas e qualquer escola pode participar com equipes de até quatro integrantes. Formada por barracas, a estrutura do evento permite maior interação entre staff e competidores. Na areia, o cama elástica entretem a molecada entre uma disputa e outra. O tempo das baterias varia entre 30 e 40 minutos e cada surfista pode pegar até duas ondas, sendo que o coringa levanta os dois braços imediatamente após sua melhor onda para dobrar a pontuação.

Por Nancy Geringer

Vídeo: tudo que na etapa final do Hang Loose Surf Attack 2015

Confira tudo que rolou na etapa final do Hang Loose Surf Attack 2015. A disputa foi realizada na Praia da Baleia, em São Sebastião, nos dias 17 e 18 de outubro, definindo os novos campeões paulistas nas categorias de base.
Nas cinco categorias em ação, decisões muito disputadas, definindo os novos campeões estaduais de 2015 – Nathan Kawani, representando Guarujá, na júnior (até 18 anos); Eduardo Motta, outro talento guarujaense, na mirim (limite de 16 anos); Kauê Germano, de São Sebastião, na iniciante (no máximo 14 anos); Diego Aguiar, de Ubatuba, na estreante (sub12); e Ryan Kainalo, de São Paulo, na petit (10 anos para baixo).
Já no ranking por cidades, Guarujá voltou a ser a número 1 do Estado. Dos cinco títulos, apenas Eduardo Motta e Ryan Kainalo surfaram as finais como campeões paulistas. Nas outras três, não faltou emoção. Vale lembrar que este foi o 21º ano que a Hang Loose patrocinou o Circuito Paulista, iniciado em 1988. O campeonato é conhecido por revelar, formar e preparar os novos valores. Entre os destaques, os grandes nomes do surf brasileiro na atualidade, como Gabriel Medina, Adriano de Souza e Filipe Toledo.

Por Fábio Maradei

São Paulo Open of Surfing fecha a perna brasileira

O encerramento da perna brasileira da WSL South Americ será em grande estilo. Com a presença de todos os brasileiros que disputam a elite mundial, o Oi HD São Paulo Open of Surfing está confirmado para 2 a 8 de novembro, na badalada Praia de Maresias, em São Sebastião, que ficou ainda mais conhecida por ser a "casa" do atual campeão mundial Gabriel Medina no litoral norte de São Paulo. Com US$ 250 mil em premiação e 10.000 pontos no ranking do QS Qualifying Series, o evento promete repetir o grande sucesso da edição de 2014, quando mais de 30 mil pessoas acompanharam as finais.
Praia de Maresias / Foto Daniel Smorigo / WSL
"Esse ano esperamos muito mais. O Brasil vive um grande momento no surf. Temos o Gabriel Medina campeão mundial, quatro brasileiros entre os oito melhores do ranking. E no evento, o Medina competindo em casa, o Filipe Toledo em grande fase e defendendo o título do evento, o Adriano de Souza na briga por um novo título mundial para o Brasil", afirma Xandi Fontes, um dos organizadores do Oi HD São Paulo Open of Surfing.

O gerente da WSL South America, Roberto Perdigão, enaltece a realização da etapa QS 10000 no litoral paulista, atraindo grandes nomes do surf mundial e colaborando para o fortalecimento da seleção brasileira no WT. "Mais uma vez a elite do surf mundial retorna ao Brasil para mais um grande evento. A etapa Oi HD São Paulo Open of Surfing, em Maresias, será a cereja do bolo nesta importante perna brasileira de final de ano. O excelente momento que os nossos surfistas vivem no circuito mundial WT, a vitória do Gabriel na etapa na França e a presença maciça de grandes ídolos do surf mundial, são ingredientes explosivos e que criam uma expectativa fantástica", ressalta.

No ano passado, a vitória - na praia lotada - ficou com Filipe Toledo, num show de surf radical, sobre o australiano Matt Banting. Destaque, também, para Ítalo Ferreira, que carimbou seu ingresso à elite mundial, com o terceiro lugar, ao lado do costaricense Carlos Muñoz. Nessa edição, o QS 1000 Oi HD São Paulo Open vale pela 34ª e antepenúltima etapa do Tour, com o vencedor garantindo US$ 40 mil, além dos 10.000 pontos, com o vice faturando US$ 20 mil e 8.000 pontos.

Por João Carvalho

Fortaleza sedia o Sunset de Revezamento e o Ironman

Conhecida por suas belas praias, paisagens exuberantes e clima tropical, a cidade de Fortaleza recebe inúmeros turistas ao longo dos meses, principalmente em épocas de temporada. Um local perfeito para a realização de atividades, especialmente ao ar livre. E a partir deste final de semana, a cidade cearense passa a ser a capital esportiva do Brasil, com a realização de dois grandes eventos: Maratona Sunset de Revezamento Fortaleza e o Ironman Fortaleza. Neste sábado, 31, a Maratona Sunset de Revezamento Fortaleza, encerra o calendário de outubro com a possível presença de mais de 3.000 atletas nas ruas da capital cearense. A prova terá largada no Marina Park e o percurso contempla uma volta de 5,275km, dando a opção para os atletas realizarem a prova individualmente, em duplas, quartetos ou octetos.
Ironman Fortaleza chega a segunda edição / Foto Fábio Falconi/Latin Sports
As inscrições agora só poderão ser feitas na retirada do kit, na Loja Pratick Esportes, localizada à Avenida Senador Virgílio Távora, 1837, entre quinta, 29/10, e sexta, 30/10, das 8h às 20h, e sábado, 31/10, das 8h às 12h. Outra novidade para o evento deste sábado, 31, fica por conta da largada da prova. Tradicionalmente, as corridas de rua largam bem cedo, mas devido ao calor a organização do evento fará a largada às 16h (horário local) para que os atletas não tenham problemas com as altas temperaturas.

No final de semana seguinte, será a vez dos triatletas encararem um dos maiores desafios do esporte mundial. Além dos 42km de maratona, o Ironman Fortaleza desafia os competidores em 3.8km de natação e 180km de ciclismo. Fazendo parte de uma série de eventos no Brasil, a etapa cearense fecha o Circuito Ironman 2015 no país. A largada do evento também será realizada no Marina Park Hotel, ás 6h do domingo, 08, com limite de prova de 17h. É importante lembrar que o Ironman Fortaleza distribui 50 vagas para o Mundial de Ironman no Havaí, nas categorias Faixa Etária.
Uma das novidades deste ano é a alteração do percurso, reformulado, mais interessante e seguro para os competidores. Na natação, o novo percurso é composto por três pernas. Sendo mais próximo da areia, o percurso é pouco afetado por correntes marítimas. Já no ciclismo, ele é basicamente plano, porém desafiador por conta do vento. Diferentemente de 2014, o percurso está mais afastado do trecho urbano. Finalizando, a corrida será realizada em três voltas de 14,065 Km, dos quais 10 Km serão percorridos pela orla da belíssima praia de Iracema. Os postos de hidratação estarão localizados a cada 2 km. O percurso não contará mais com o trecho em direção ao Espigão (Avenida Rui Barbosa).

Serviço – Maratona Sunset de Revezamento Fortaleza
Data: 31/10/2015
Local: Marina Park
Horário de largada: a partir das 16h00
Informações: http://www.sportpass.com.br/Maratona-Caixa-de-Fortaleza

Por Danilo Caboclo

29 de outubro de 2015

Esquenta a briga por vagas no WCT

Uma verdadeira maratona de vinte baterias foi disputada na quinta-feira (29), de boas ondas 2-3 pés na Praia da Tiririca, em Itacaré, no litoral sul da Bahia. Era dia das principais estrelas do Mahalo Surf Eco Festival estrearem na segunda rodada da competição e a batalha pelas últimas vagas no WCT passou a centralizar as atenções. Dezenove envolvidos nesta briga competiram e apenas dez avançaram para a rodada dos 48 melhores do QS 6000 da Bahia, o norte-americano Kanoa Igarashi e o australiano Ryan Callinan, que estão na lista dos dez que sobem pelo ranking do Qualifying Series, e o francês Joan Duru, o americano Evan Geiselman, os australianos Davey Cathels, Dion Atkinson e Soli Bailey, o brasileiro Jessé Mendes, o costa-ricense Noe Mar McGonagle e o havaiano Ezekiel Lau. A quinta-feira começou e terminou com vitórias baianas de Bruno Galini e Marco Fernandez. Na primeira do dia, eram três baianos disputando com um havaiano as duas primeiras vagas para a rodada dos 48 melhores do QS 6000 Mahalo Surf Eco Festival. O atleta da equipe Mahalo de competição, Bruno Galini, achou boas ondas para repetir a vitória conquistada no confronto que abriu a oitava edição do campeonato mais tradicional da América do Sul. A melhor delas valeu 8,67 para totalizar 14,67 pontos e Kiron Jabour ganhou a briga pelo segundo lugar do baiano Franklin Serpa e do local de Itacaré, Iago Silva.
Jadson André (RN) / Foto Daniel Smorigo / WSL
As marcas de Bruno Galini foram batidas no quarto confronto do dia, quando a batalha pelas últimas vagas no WCT começou a centralizar as atenções na Praia da Tiririca. O australiano Ryan Callinan chegou na Bahia em oitavo na lista dos dez indicados pelo ranking do Qualifying Series e dominou a bateria com a nota 8,73 da sua melhor onda. O seu compatriota, Soli Bailey, que também está na briga, pegou uma boa para tirar 8,50 e garantir a dobradinha australiana. O americano Patrick Gudauskas estava três posições abaixo da zona de classificação para o WCT e terminou em terceiro, sendo eliminado junto com o vice-campeão do Mahalo Surf Eco Festival no ano passado, o francês Paul Cesar Distinguin. Na disputa seguinte, outro concorrente direto por vagas no G-10 do Qualifying Series caiu, o francês Maxime Huscenot, que defendia o último lugar na lista e foi barrado numa dobradinha brasileira de Thiago Camarão com com Matheus Navarro. Com isso, um incrível número de vinte surfistas ficou com chances de ultrapassa-lo com os 6.000 pontos do Mahalo Surf Eco Festival. No entanto, dois deles caíram nos confrontos seguintes, os norte-americanos Nathan Yeomans e Conner Coffin. Já o australiano Davey Cathels, foi o primeiro dos adversários a avançar para a terceira fase, registrando um novo recorde de 15,23 pontos para a quinta-feira em Itacaré.

O norte-americano Kanoa Igarashi, sexto colocado no ranking e bem perto de garantir sua classificação para a divisão de elite da World Surf League, também confirmou o favoritismo na nona bateria do dia. O outro cabeça de chave, Granger Larsen, do Havaí, superou o brasileiro Victor Bernardo e o espanhol Vicente Romero para passar em segundo para a terceira fase. Ele ultrapassa a barreira dos 20.000 pontos no ranking se chegar nas semifinais do Mahalo Surf Eco Festival no domingo, quando será definido o campeão em Itacaré. Na sequência mais dois surfistas com chances matemáticas de entrar no G-10 estrearam na Praia da Tiririca. O neozelandês Billy Stairmand foi barrado pelo norte-americano Derek Peters e o francês Nomme Mignot, mas o norte-americano Evan Geiselman se classificou, com o argentino Santiago Muniz avançando em segundo. A bateria seguinte foi uma das mais adrenalizantes do dia, com uma estrela da elite do WCT fazendo sua primeira apresentação no Mahalo Surf Eco Festival, o potiguar Jadson André, junto com o vice-campeão da outra etapa do QS 6000 encerrada domingo com vitória brasileira de Deivid Silva, o australiano Stu Kennedy.

No entanto, quem brilhou foi o marroquino Ramzi Boukhiam, que massacrou uma direita com duas manobras muito fortes de backside levantando grandes leques de água, para conseguir a maior nota na Praia da Tiririca até ali, 8,83. O australiano liderou boa parte da bateria, mas acabou ultrapassado por Jadson André e ficou buscando 5,90 pontos para se classificar em segundo lugar. Stu Kennedy chegou bem perto disso duas vezes nos minutos finais, mas em ambas as ondas recebeu nota 5,80 e acabou eliminado junto com o catarinense Jean da Silva. O australiano agora vê sua sétima posição no G-10 ameaçada pelos surfistas que continuam na disputa pelos 6.000 pontos do Mahalo Surf Eco Festival. Eles competiram quando rolaram as melhores ondas do dia e na disputa seguinte, na 13.a bateria da quinta-feira, o neozelandês Ricardo Christie estabeleceu novos recordes para o QS 6000 Mahalo Surf Eco Festival. Ele achou uma boa esquerda para mandar uma série de três manobras fortes de backside nos pontos mais críticos da onda pra ganhar nota 9,17, a maior da semana em Itacaré. Com ela, também registrou um novo recorde de pontos com os 17,10 que já totalizava com o 7,93 da sua terceira onda.

O francês Joan Duru, que perdeu a última vaga na lista dos dez do QS que sobem para o CT para o australiano Stu Kennedy na etapa encerrada domingo em Florianópolis, liderava com duas notas na casa dos 7 pontos, mas ainda com uma boa vantagem de mais de 8,44 sobre o catarinense Willian Cardoso e uma "combination" em Cory Arrambide na briga pela segunda vaga. Os dois não conseguiram achar boas ondas e Joan Duru seguiu em frente para tentar retornar a zona de classificação para o CT na Bahia. A maratona de vinte baterias na quinta-feira de boas ondas na Praia da Tiririca prosseguiu com concorrentes diretos pelas vagas no G-10 se classificando e também sendo eliminados. O costa-ricense Noe Mar McGonagle, o australiano Dion Atkinson e o brasileiro Jessé Mendes avançaram e continuam na luta para entrar na zona de classificação para o CT no Mahalo Surf Eco Festival. Já o havaiano Tanner Hendrickson foi barrado na bateria vencida pelo uruguaio Marco Giorgi e o costa-ricense Carlos Munoz perdeu na última do dia, que começou e terminou com vitória baiana. Bruno Galini ganhou a primeira e Marco Fernandez a que fechou a longa quinta-feira em Itacaré.

Restaram apenas quatro para encerrar a segunda fase e a que vai abrir a sexta-feira, as 8h00 na Praia da Tiririca, é encabeçada pelo brasileiro que está mais perto do G-10 no momento, o cearense Michael Rodrigues. Ele vai enfrentar três estrangeiros, o australiano Cooper Chapman, o indonesiano Oney Anwar e o americano Ian Crane. Na seguinte entra o baiano mais bem colocado no ranking, Bino Lopes, da equipe Mahalo, que ocupa a 38.a posição e tem chances de vaga no G-10 em casa. Já o defensor do título da etapa baiana do WSL Qualifying Series, Alex Ribeiro, novidade já confirmada na seleção brasileira do WCT, só estreia na bateria que vai fechar a segunda fase, a quarta da sexta-feira em Itacaré.

Por João Carvalho

Caio Vaz comemora o título mundial de SUP 2015

Caio Vaz ofereceu uma festa no último domingo, 25 de novembro, em comemoração ao título de Campeão Mundial de Stand Up Paddle 2015, conquistado , em 1 de outubro, em Huntington Beach, na Califórnia.
A festa foi realizada na Barra da Tijuca, na simpática sede da Comprancha House, site e loja especializado em equipamentos de surfe e utensílios. A comunidade do surfe de diferentes gerações compareceram ao evento. Caio não escondeu sua alegria ao encontrar amigos, apoiadores e admiradores. “Acho que não tinha como ter sido mais maneira a festa. Só galera do bem, se divertido, curtindo só musicão. Foi uma noite muito especial”, disse Caio.
 A festa contou com um repertório musical de Cássia Eller a Amy Winehouse, Pepeu Gomes. O multiesportista Davi Texeira, o Davizinho, campeão mundial de surfe Adaptado, prestigiou o evento.

Fonte Mídia Bacana / Fotos Pedro Monteiro

28 de outubro de 2015

Só deu brasileiros em Tiririca

Os brasileiros se destacaram na rodada inicial, com vinte classificados entre os trinta que competiram em boas ondas na Praia da Tiririca para fechar a primeira fase do Mahalo Surf Eco Festival nesta quarta-feira em Itacaré, no sul da Bahia. Foram doze vitórias nas 24 baterias, com Krystian Kymerson e Paulo Moura registrando novos recordes nas ondas da Tiririca. Dos 144 surfistas de 24 países inscritos para disputar o último QS 6000 do ano, somente os 48 cabeças de chave ainda não estrearam na segunda fase da competição, que ficou para abrir a quinta-feira. A chamada para a primeira bateria envolvendo três baianos, foi marcada para às 7h30, atente para uma hora a mais nos estados com horário de verão.
Paulo Moura (PE) / Foto Daniel Smorigo / WSL
O pernambucano Paulo Moura, que por muitos anos defendeu o Brasil na elite mundial do WCT, abriu a terceira bateria do dia numa boa onda que rendeu três manobras potentes para arrancar nota 8,83 dos juízes, superando a 8,73 do catarinense Matheus Navarro no primeiro dia. Outro catarinense, Jean da Silva, completou a primeira dobradinha brasileira da quarta-feira, com ambos despachando dois estrangeiros, o porto-riquenho Brian Toth e o australiano Cody Robinson.

Já o recorde de pontos foi batido na bateria que marcou a estreia de dois surfistas que fazem a parte da galeria de campeões do Surf Eco Festival. Eles eliminaram mais dois estrangeiros da competição, o português Eduardo Fernandes e Dimitri Ouvre, de São Bartolomeu. O capixaba Krystian Kymerson venceu a última edição do evento realizado pela Dendê Produções em Salvador, em 2012 na Praia de Jaguaribe. Ele usou os aéreos nas direitas da Tiririca para aumentar o recorde de pontos de 15,66 do norte-americano Patrick Gudauskas na terça-feira, para 16,23 somando notas 8,73 e 7,50.
Krystian Kymerson (ES) / Foto Daniel Smorigo / WSL
O pernambucano Halley Batista, que conquistou o primeiro título do Mahalo Surf Eco Festival em Itacaré em 2013, completou essa segunda dobradinha verde-amarela da quarta-feira na Praia da Tiririca. Mesmo não estreando com vitória, ele ficou feliz pela classificação e já está escalado para enfrentar os cabeças de chave da 18.a bateria da segunda fase, o australiano Wade Carmichael e o havaiano Tanner Hendrickson, que está na briga direta pelas últimas vagas na lista dos dez indicados pelo ranking do Qualifying Series, para completar a elite dos top-34 da World Surf League.

Outra classificação brasileira muito festejada na Praia da Tiririca foi a do único baiano que competiu na quarta-feira, Marco Fernandez. Ele começou bem sua bateria e liderou de ponta a ponta com a nota 6,33 da sua primeira onda. Depois, conseguiu uma melhor para tirar 7,07 que confirmou a vitória por 13,40 pontos. Na briga pela segunda vaga para a próxima fase, o norte-americano Parker Coffin levou a melhor surfando a melhor onda da bateria, que valeu nota 8,33. O japonês Reo Inaba terminou em terceiro lugar e o catarinense Alcides Neto em último, com ambos sendo eliminados logo em suas estreias no Mahalo Surf Eco Festival.
Ramzi Boukhiam (MAR) / Foto Daniel Smorigo / WSL
Os brasileiros começaram bem na última etapa de valiosos 6.000 pontos do ano. Eles venceram metade das 24 baterias da primeira fase do Mahalo Surf Eco Festival e oito avançaram em segundo lugar. As outras 28 vagas para a segunda fase foram conquistadas por seis norte-americanos, cinco franceses, dois havaianos, dois japoneses, dois sul-africanos dois espanhóis e outros nove países tiveram apenas um classificado, Portugal, Indonésia, Taiti, Marrocos, Guadalupe, Argentina, Uruguai, Peru e surpreendentemente a Austrália. Só Michael Wright salvou a pátria no penúltimo confronto do dia, depois de sete compatriotas serem eliminados na primeira rodada da competição, que prossegue até domingo na Praia da Tiririca.

Alguns países estão sendo representados no Mahalo Surf Eco Festival por apenas um surfista e alguns estrearam com vitórias na quarta-feira, como o uruguaio Marco Giorgi, o indonesiano Oney Anwar e o marroquino Ramzi Boukhiam, que foi o primeiro deles a competir. Ramzi já veio ao Brasil, foi vice-campeão mundial Pro Junior na final contra Gabriel Medina na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC) em 2013, mas não conhecia Itacaré e gostou da cidade, bem como das ondas da Praia da Tiririca. Ele participou do quarto confronto do dia, derrotando o japonês Takumi Yasui, o brasileiro Alan Donato e o argentino Nahuel Amalfitano, com os dois sul-americanos saindo da disputa do título na Bahia.

Por João Carvalho

Vídeo: decisão do SP Contest 2015

Confira os melhores momentos da 3ª e decisiva etapa do Surf Trip SP Contest 2015, que rolou na Praia de Maresias, em São Sebastião, São Paulo.
Foto Munir El Hage
Antes que os sete campeões participacem do sorteio de uma passagem para El Salvador, durante a festa de premiação, decidiram, por unanimidade dividir o prêmio para que todos viagem juntos.

Ranking após três etapas - com um descarte
Open
1 - Pedro Regatieri - 1810 pontos
2 - Pedro Oliveira - 1800
3 - Marcio Seiji - 1656
4 - Marco Tuba - 1458
SUP
1 - Felippe Gaspar - 2000
2 - Roger Marques - 1900
3 - Paulo Giachetti -  1620
4 - Alex Miranda - 1539
Longboard
1 - Paulo Giachetti - 1900
2 - Bruno Romano - 1800
3 - Fabio Amicci - 1656
4 - Alex Miranda - 1341
4 - Leo Paioli - 1341
Grand Master
1 - Freddy Jacob - 2000
2 - Paulo Meneses - 1900
3 - Luiz Aranha - 1629
4 - Du Kutica - 1539
Master
1 - Pedro Oliveira - 2000
2 - Alex Miranda - 1710
3 - Ricardo Saheli - 1466
4 - Freddy Jacob - 1431
4 - Marco Tuba - 1431
Junior
1 - Thiago Meneses - 2000
2 - Pedro Bianchini - 1629
3 - Felippe Gaspar - 1620
4 - Leo Romano - 1556
Feminino
1 - Yohanna Sarandini - 2000
2 - Luara Diamante - 1900
3 - Renata Mukai - 1539
4 - Luna Rebello - 900

Por Nancy Geringer

Inscrições prorrogadas: Quiksilver Mimpi Film Festival

O Quiksilver Mimpi Film, Festival Internacional de Filmes de Surfe e Skate chega à sua quarta edição, credenciado como um dos mais importantes encontros cinematográficos especializados da América Latina. Além de ampliar a visibilidade da cena, fomenta o mercado audiovisual, gera oportunidades para novos talentos e é um espaço para troca, discussões, diversão e entretenimento, está com inscrições prorrogadas até o dia 30/10.
O fotógrafo Vavá Ribeiro e o filmmaker Guilherme Guimarães serão os presidentes de júri das mostras de surfe e skate, respectivamente. A Mostra contemplará as melhores produções nacionais e internacionais de skate e surfe inscritas, fortalecendo o compromisso do Mimpi em ser um festival que procura formar uma seleção dinâmica e diversificada de filmes. Mais do que isso, é um espaço para multiplicar ideias sobre o cenário do surfe e do skate atual.

Durante os dias 19, 20 e 21 de Novembro, uma programação com direito a convidados especiais, exposições artísticas e a apresentação de bandas e DJ’s, completa ainda mais a experiência do público. Para informações sobre inscrições, regulamento e questões técnicas, acesse: www.mimpifilmfest.com.br

Serviços:
Mimpi – Porto Alegre
Datas: 13 e 14 de novembro
Locais: CROCCO STUDIO  e Ilha das Flores
Mimpi – Rio de Janeiro
Datas: 19 à 22 de novembro
Local: Fábrica, Alto da Boa Vista

Por Daniela Vinci

Saiba o que rolou no Radical Challenge 2015

Praça na Granja Julieta virou palco de esportes radicais e ganhou galeria de arte ao ar livre durante o Radical Challenge 2015

O que acontece quando grandes feras dos esportes radicais se encontram com novos talentos? O resultado disso foi o Radical Challenge, Campeonato Paulista de Esportes Radicais, que rolou nesse final de semana na Praça Dina, na Granja Julieta com cerca de 90 participantes do skate, bike e patins inline durante a Virada Esportiva. Embalados ao som da antenadíssima Dj Victoria Flaskbaum, o ritmo do rock, hardcore e hip hop contagiou o público e os competidores em busca das melhores posições no pódio.
O skate que teve locução de Betinho Mendes levou para julgar os competidores campeões e feras oldschool como o skatista Claudio Secco da Lifestyle, o Masterson Magrão, da SP011 e o editor da revista Tribo Skate César Gyrão. O momento mais marcante entre as três categorias participantes (iniciantes, amador e feminino), foi a performance do jovem Gabriel Mattos, o Zina, de Itaquaquecetuba (iniciante) que conseguiu superar todos os obstáculos e adversários com manobras de altíssimo nível, o que ocasionou uma queda na qual ele acabou batendo a cabeça.
Pronto socorrido, foi atendido pelos bombeiros, enfermeiros e até por uma fisioterapeuta de plantão, a Dra. Adriana Rossi e teve a cabeça enfaixada para proteção. Apesar de ficar em observação, Zina foi para a final, onde quebrou o shape no meio de uma manobra, mas mesmo assim faturou o lugar mais alto do pódio. No patins a grande estrela estava no microfone, o experiente patinador e instrutor lendário Robson Corvo. Com todo seu estilo animou a galera, e ainda criou interatividades com a trupe das Cheerleaders comandadas pela jovem e bela Victoria Selmo, que fizeram várias performances arriscadas e ainda colocou o público para experimentar a sensação de ser elevado às alturas nas mãos das pessoas.
Elevação mesmo foi a do produtor Luiz Quintino, que a bordo de um imenso balão despencou do alto de 20 metros de altura e fez uma descida de rapel no meio da praça, situação que chamou a atenção de vizinhos desavisados que chamaram a polícia pensando se tratar de outro tipo balão que havia caído na praça. No sábado, outra atração curiosa foi a performance de um grupo de jogadores profissionais de yoyo, que contou com a presença do campeão brasileiro Hideki Yasuda que fez manobras e incríveis demonstrações ao público.
No mesmo dia, pela manhã, a Praça Dina recebeu pintura nova em suas paredes desgastadas e que foram imediatamente inauguradas pelo renomado street artist Binho Ribeiro do grupo Terceiro Mundo. Binho que também é curador da Bienal Internacional de Grafitti Fine Art e responsável pelo maior corredor de grafite da America Latina, na 23 de maio, e participou recentemente do projeto O.bra, que grafitou grandes prédios da cidade (empenas), deixou a sua marca com a frase “Paz”.
Posteriormente a galera local entendeu o recado e fez de uma simples e longa parede, uma bela galeria de arte urbana ao ar livre. Do lado de dentro da arena, foi construída uma imensa funbox, uma pista de 8 metros de comprimento no formato de passarela, com uma rampa de acesso, alguns degraus e dois corrimãos que eram o objeto de desejo da maioria dos competidores que aguardava nas arquibancadas junto com o público a sua vez.
dj vic flaskbaum
O evento terminou com a galera do BMX (bicycle motocross) cujos praticantes vieram de longe a bordo de suas magrelas, mas deram um show a parte comandado pelo famoso e experiente Draculão, da Drac BMX. No final, na entrega de prêmios, o presidente da Federação Paulista de Esportes Radicais, FPER, assinalou: “O evento foi acima das expectativas o que sugere que no próximo será muito maior e mais interativo”, frisou.
Betinho
No total foram 83 prêmios para 11 categorias e os resultados finais você confere abaixo:

Skate – Iniciante – 1. Gabriel de Matos, 2. Pedro Ruas, 3. André “Rato” Mateus; Feminino – 1. Isabella Serginia dos Santos, 2. Gloria Batista, 3. Vitoria Batista. Amador – 1. Rafael Ramos, 2. Fabiano Zimbaro, 3. Mateus Teixeira. Best Trick (melhor manobra) – Fabiano Zimbaro.
Patins inline –Feminino – 1. Maria Gaúcha, 2. Luana Gonçalves, 3. Michaela “Mika”Strvmarova; Inicantes – 1. Reinaldo Vilares, 2. Petrick Goes “Pe”; Amador – 1. Raphael Lino “Rafa”,  2. Alexandre “Pere”, 3. Cleiton da Rosa; Best trick – Alexandre Pere.
BMX – Amador -  – 1. Rodrigo Costa “Reza Vela” de Oliveira, 2. Matheus Gonçalves, 3. Wedner “Scoo”, Teixeira de Sá; Best Trick – Gabriel Vidal
O Radical Challenge 2015 é uma realização da Federação Paulista de Esportes Radicais e da Associação Juvenil do Esporte e Saúde de São Paulo, com apoio da Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação da Prefeitura de São Paulo, e das marcas 775 Brasil, G Shock, Ray Brown, High High, Six Trucks, Rolling Sports, Drac BMX, Lifestyle, Bahadara Bumerangues, Tribo Skate e Grito da Rua.

Por Paulo Anshowinhas

Alunos de Itaúnas podem participar do Encontro Paulista de Surf

Os alunos da Escola de Surf e Educação Ambiental de Itaúnas, localizada ao Norte do Espírito Santo (ES), estão bem próximos de realizar o sonho de competir na terceira e última etapa do Encontro Paulista entre Escolas de Surf, que acontece neste fim de semana, na Riviera de São Lourenço, em Bertioga (SP). Com ajuda de doações, os jovens surfistas do pequeno vilarejo de pouco mais de dois mil habitantes arrecadaram cerca de 60% do valor necessário para participar do evento (custo referente ao transporte, alimentação e hospedagem). “Nosso objetivo é viajar para São Paulo com 14 alunos carentes, entre 9 e 16 anos. Para isso fizemos rifas, vendemos objetos doados e recebemos ajuda em dinheiro”, explica João Rodrigues, idealizador do projeto - que completou seis meses - ao lado da namorada Bella Mayara.
Foto Arquivo Pessoal
A ideia de participar surgiu após o convite de Dadá Nascimento, organizador e idealizador do circuito. “Eles já participaram de outros eventos. Mas, sempre tiveram o sonho de vir a São Paulo. A partir daí enxergamos a possibilidade de realizar esse sonho e trazê-los pra competir numa etapa de campeonato paulista. A ansiedade é grande”, comenta Rodrigues. Além de aulas de surf, a escola promove a educação ambiental com diversas atividades e faz acompanhamento escolar dos alunos. Durante toda semana, ainda serão aceitas doações, seja em dinheiro ou acessórios. “Esse intercâmbio é muito interessante. Como esse campeonato é focado na nova geração, poucos estão acostumados com viagens. Então, tudo é novidade, desde sair de sua praia local, até descobrir e se adaptar aos macetes das competições”, complementa Dadá Nascimento.

Quem quiser ajudar pode ainda adotar um competidor e pagar os custos da viagem. Basta entrar em contato pelo email eseaitaunas@yahoo.com.br. Ou pelo telefone (0xx27) 9.9601 0123. Para saber mais sobre o trabalho da escola, acesse aqui.

Inscrição gratuita - Vale lembrar que as inscrições para o evento são gratuitas e qualquer escola de surf pode participar com equipes de até quatro integrantes. Defensora do título da competição, a escola Adriano Camargo, de Juqueí, participou com dois times e levou a melhor na segunda etapa com a 'equipe 1', formada por Adam Kida (Iniciantes), Lorrana Lima (Feminino), Gustavo Andrade (Estreante) e João Vitor (Petit).

Em segundo lugar ficou Pamella Mel (Petit), Diego Mordes (Estreante), Fernando John John (Iniciante) e Potira (Feminino), representantes do 'time 2' da escola Canto Mágico SEESP / ASSS 2. Campeões da primeira etapa, as equipes de Ubatuba ficaram em quinto (Ubatuba 2) e sétimo (Ubatuba 1) lugares, respectivamente. “É muito gratificante proporcionar uma competição diferenciada ao futuro do surf nacional. Esses talentos serão os “Medinas" e “Toledos" do futuro. Para garantir a renovação da safra, precisamos prepará-los desde cedo e esta é nossa proposta. Neste campeonato, além de desenvolver todo conhecimento da parte técnica, o surfista conta ainda com muita diversão”, Nascimento.

A estrutura do evento - formada por barracas - permite uma maior interação entre staff e competidores. Na areia, o cama elástica entretem a molecada entre uma disputa e outra. Realizada no formato de equipes, a competição tem baterias variando entre 30 e 40 minutos e cada surfista pode pegar até duas ondas, sendo que o coringa levanta os dois braços imediatamente após sua melhor onda para dobrar a pontuação.

Por Nancy Geringer

Prancha mágica do Medina

Muita gente ficou impressionada com a atuação do Medina na etapa francesa do campeonato mundial. Seu surf foi forte, preciso e com aéreos perfeitos. A WSL foi atrás do Johnny Cabianca para entender o que está por traz, ou melhor, o que está nos pés do campeão mundial Gabriel Medina.

Esse texto é uma tradução livre, realizada pela equipe do comSurf, da entrevista original publicada no site da WSL - clique aqui para ver o original.

O shaper Johnny Cabianca vem fazendo as pranchinhas de Gabriel Medina (BRA) na maior parte de sua carreira como surfista. Ele tem visto o garoto prodígio se desenvolver de “rei” dos “moleques” (King of the groms) até o título mundial, crescendo tanto em talento quanto fisicamente. A parceria entre os dois tem claramente se mostrado uma formula campeã. Ao longo dos anos, Cabianca disse, além de aumentar as dimensões em sua prancha para aguentar o power crescente do Surf do Medina, pouca coisa mudou no modelo que ele mais usa, a DFK (Da Freak Kid). Essa formula serviu Medina bem no Quiksilver Pro France, onde ele ganhou seu primeiro evento do ano. Cabianca que antigamente shapeava para a fábrica Pukas, conta essa vitória do Medina como a primeira da sua própria marca: Cabianca Surfboards. Aqui ele divide alguns insights sobre a pranchinha mágica do Medina e como ele tem visto o goofyfooter de Maresias se desenvolver até se tornar o primeiro brasileiro campeão mundial de Surf:
World Surf League: Quais são os modelos e dimensões da prancha que Gabriel usou na França?
Johnny Cabianca: Essa prancha que foi usada no Quiksilver Pro se chama DFK (Da Freak Kid), ou algo como “ o garoto aberração”. Ele tem usado muito esse modelo desde que foi campeão do King of Grommets em 2009. Apenas as dimensões mudaram em função do seu biótipo atual. A prancha que ele usou na França é uma 5'11 x 19 x 2 7/16 (28.7 litros) com a rabeta round. Gabriel tem 180 cm e pesa 80 kg.

WSL: Além do seu talento, você poderia explicar o que tem no shape dessa prancha que ajuda ele a atingir alturas incríveis em seus aéreos?
Cabianca: O foco é desenvolver uma prancha que crie muita velocidade. Não existe aéreo sem velocidade. Para um surfista médio, essa prancha pode parecer um pouco dura, mas Gabriel surfa de maneira a deixar a prancha sempre em movimento. Portanto, ela funciona muito bem para ele. Gabriel Medina estava inspirado na França, conseguindo muitas ondas acima de 8 pontos, incluindo dois 10 perfeitos.

WSL: O que você mudou nas pranchas do Medina para essa temporada de 2015?
Cabianca: Apenas as dimensões. O que mudou é que eu estou fazendo as pranchas 100% sozinho. Shapeando, fazendo o glass e finalizando. Esse ano estou trabalhando na minha própria fábrica. Eu posso me preocupar com todos os detalhes da construção da prancha pessoalmente. Eu amo fazer isso, mas isso também significa muito mais trabalho. Acredito que no próximo ano isso vai mudar de novo (estou planejando construir uma fábrica grande na Europa). Mas por ora, eu acho que fazendo todos os detalhes, pode fazer uma grande diferença.

WSL: Parece que ele está usando menos pranchas com a rabeta swallow que ele costumava usar. Pôr que isso?
Cabianca: Verdade. Seu pé traseiro está mais forte e ele tem colocado mais pressão na rabeta. A rabeta round tem dado a ele mais conforto.

WSL: Gabriel tem tido uma tempora difícil mas teve alguns bons momentos de genialidade. Em suas conversar com ele, como ele encara os momentos difíceis que teve após o campeonato Mundial?
Cabianca: Vamos olhar a situação: seu freesurfing (Surf fora das competições) tem sido incrível desde o começo do ano. Mas algumas vezes ele não conseguiu mostrar isso em algumas baterias antes que a competição acabasse. Falando com o Charles (padastro do Medina) eu senti que eles foram para todas as competições com a mesma confiança de bom resultado.

WSL: Para Pipeline, que pranchas você vai mandar para ele usar?
Cabianca: Para a tríplice coroa (Haleiwa, Sunset e Pipeline) e especificamente para Pipe, eu preparei pranchas de 6´0 a 6´4. Além disso, estamos pedindo algumas pranchas para o Wade Tokoro. Ele tem ajudado a gente no Havaí desde 2011. Há sempre pouco tempo para se treinar em Pipe e poder usar as prachas do melhor shaper local da a Gabriel a confiança que ele precisa.

WSL: Na sua opinião, como o título mundial mudou o Surf e a personalidade do Gabriel?
Cabianca: Eu sinto que as pessoas (principalmente no Brasil) tem enorme expectativas agora em relação ao campeão mundial. Trazer esse título ao Brasil trouxe muita atenção para ele e o esporte como um todo. Agora, até meus pais estão assistindo e entendendo de campeonatos de Surf. Eles não tinham idéia sobre isso antes. Agora, a ESPN no Brasil tem passado ao vivo os eventos do WCT. No começo isso parecia ser difícil para o Gabriel, entretanto, ao mesmo tempo ele parecia lidar super bem com isso. Ele é uma celebridade no Brasil e eu acho que demorou um pouco até ele se acostumar com isso.

Fonte SurfCam

John John Florence: "View From a Blue Moon"

“View From a Blue Moon” é o trailer do filme de John John Florence, Já há quem fale que é o “filme da década”. É uma referência direta ao fenômeno da lua azul, quando se verifica a segunda lua cheia no mesmo mês. Foi este o pretexto para John John Florence anunciar o seu novo filme, coisa que já não acontecia há três anos – tal como o fenômeno da lua azul.
John John com outros pros se mobilizaram para sessões no Oeste Australiano, África Oriental, Brasil e, claro, Havai. Filipe Toledo também acompanhou seu compaheiro de equipe nesta trip.
O resultado foi mágico, com um verdadeiro festival de tubos e surf de alto nível. As sessões chegam até nós através desta incrível produção. Assista ao trailer e em breve numa sessão de cinema especial da Hurley, no Brasil.

Fonte Hurley

Corrida noturna no Santa Marta, RJ

A comunidade do Santa Marta recebe a quinta etapa do “Projeto de Braços Abertos”, no dia 7 de novembro (sábado), para uma corrida noturna com percurso de 5 km, que terá largada às 20h, com participação de 1500 corredores, incluindo crianças de 1 a 13 anos, que terão percursos diferenciados por idade. A corrida terá largada, às 20h, na rua Marechal Francisco de Moura, 239 ( ao lado do Plano Inclinado), seguindo pela escadaria da comunidade até chegar a quadra de futebol. No trajeto, os atletas passarão por vielas estreitas, trilhas de terra batida e ruas de paralelepípedo até chegar no alto da comunidade. De lá, os corredores descem pelas escadarias e chegam novamente na rua Marechal Francisco até o final da linha chegada. O detalhe é que esta etapa será realizada à noite, acirrando ainda mais as disputas.
Foto Guilherme Ferraz - Santa Marta
“Acreditamos que o esporte é uma importante ferramenta no processo permanente de pacificação e o de Braços Abertos é parte integrante disso. Nas etapas, contemplamos atividades que integram a comunidade e proporcionam entretenimento e capacitação aos moradores do local”, ressalta Bernardo Fonseca, presidente do Instituto XTerra, empresa responsável pelo projeto. Na etapa Santa Marta, haverá uma outra meta para os atletas. Trata-se do “Desafio Red Bull”, que oferecerá um prêmio surpresa para  os atletas -  masculino e feminino -  que cruzarem na primeira posição um determinado ponto no topo do morro.

Para as crianças - A criançada também tem seu espaço com circuitos diferenciados por idade:  Crianças de 1 a 4 anos (50 metros); 5 a 6 (100 metros);  7 a 8 (300 metros); 9 a 19 (500 metros) e 11 a 13 (1Km). Projeto de arte Grafite seu Esporte com Marcelo Lamarca. O projeto usa o grafite como plataforma de integração entre jovens e crianças, já teve passagens pelos muros de comunidades como: Rocinha, Borel, Manguinhos, Maré, Jacarezinho, Vidigal, Santa Marta, Caju e conta com a oficina de grafite e arte para todas as idades liderada pelo grafiteiro carioca Marcelo Lamarca.

Como forma de estimular a cultura e abrir portas a jovens talentos, o Projeto de Braços Abertos estimula a criatividade dos atletas incentivando os mesmos a tirarem fotos durante a corrida e concorrerem a prêmios em dinheiro. As fotos serão postadas no Facebook do Instituto Xterra e as três mais curtidas ganham. Além disso, o Projeto proporciona aos interessados uma oficina gratuita de fotografia durante a etapa. Venha aprender mais sobre fotografia e fique por dentro de dicas super bacanas de como fotografar.

Fonte Midiabacana

27 de outubro de 2015

Festa de premiação SP Contest 2015

Nesta terça-feira (27) acontece a festa de premiação do circuito Surf Trip SP Contest, na Surf Trip Mega Store, localizada na Avenida dos Imarés, 255, em Moema (SP), a partir das 20 horas. Os sete campeões do circuito recebem a premiação e, de quebra, participam do sorteio de uma passagem para El Salvador, prêmio disponibilizado pela Widex Travel.
Foto Divulgação
Além dos finalistas, os 16 melhores colocados no ranking serão homenageados com medalhas. “Chegamos ao final de mais um circuito e temos muito a comemorar. Realizar um evento deste porte, contando com apoio das melhores empresas do mercado é motivo de muita satisfação.  Neste ano tivemos disputas super acirradas e é notório como o nível dos surfistas tem aumentado”, comenta Dadá Nascimento, organizador do evento.

Além do coquetel disponibilizado pela Surf Trip, o Califórnia Burger Truck promete abastecer a galera com opções variadas de hamburgueres gourmet.

Por Nancy Geringer

SP Contest apresenta os vencedores de 2015

Sobrou emoção nas finais da última etapa do circuito Surf Trip SP Contest, encerrada no último domingo na praia de Maresias, em São Sebastião. Para chegar à vitória, Pedro Regatieri desbancou o favorito Pedro Oliveira - que vinha embalado após vencer suas baterias com as maiores notas do evento - e quebrou um jejum de nove anos sem conquistar um título. Com o descarte (em que valem somente os dois melhores resultados), Regatieri somou um terceiro lugar (810 pontos), mais a vitória que lhe rendeu mil pontos, chegando assim a 1.810 - apenas 10 pontos a mais que o adversário (1.800). Com os principais competidores fora da briga, após perderem no sábado (caso do então líder Márcio Seiji e de Lucas Dias, vencedor da 2a etapa) o foco mudou para Oliveira, vice-líder do ranking. Porém, Regatieri chegou de mansinho, comendo pelas bordas e não deixou a vitória escapar de suas mãos. “Estava há três anos sem vencer uma etapa e meu último título conquistei em 2006. Acreditei muito que desta vez daria certo e graças a Deus consegui”, comemora Regatieri, logo após sair da água.
 Pedro Oliveira / Foto Munir El Hage
Competidor amador e profissional nos anos 90, ele trocou a vida de surfista profissional pela área comercial. Atualmente, aos 35 anos, vive na Zona Leste de São Paulo e ocupa a posição de gerente de vendas da multinacional Grendene. “Participei de todas as etapas do SP Contest nestes 14 anos. Nunca faltei em nenhuma. É a forma que encontrei de manter acesa a chama competitiva”, explica. Com uma vida atribulada na capital, onde divide-se entre a família e o trabalho, ele conta que o surf é fundamental para encarar a correria do dia-a-dia. “Criei meu método cronometrado para conseguir surfar ao menos uma vez no meio da semana. Tenho uma moto, saio às 4:30 horas direto para o Guarujá e volto em seguida para encarar o batente”, revela. Feliz com o resultado, Regatieri doou a prancha de premiação para a surfista Pamela Mel, a fim de ajudá-la com sua participação na etapa do brasileiro feminino. “É uma forma de ajuda-la a levantar verba para disputar o evento”.

Completaram a decisão ainda Thiago Meneses, vencedor da Júnior e terceiro colocado, e Marco Tuba (4o). No ranking, o terceiro lugar ficou com Márcio Seiji, com 1656 pontos, e em quarto ficou Tuba (1.458). A maioria dos duelos foram definidos no finalzinho. Também pegou fogo a disputa no Stand Up. Nono colocado na etapa do circuito mundial da modalidade, realizada recentemente na Califórnia, Felippe Gaspar, 16, levou a melhor sobre o bicampeão do circuito Roger Marques. Ele descolou notas 7.30 e 6.50 pontos para assegurar a vitória e somar dois mil pontos no ranking. “Estava preparado para fazer meu surf, pois nos últimos tempos foquei em treinar no litoral Norte. Conquistar um título assim é sempre um incentivo. O nível por aqui está alto e todo mundo quer ganhar, por isso serve como um importante treino para as competições que disputo. Não é brincadeira, não”, comenta Gaspar.
Paulo Giachetti / Foto Munir El Hage
Roger Marques foi o segundo colocado na etapa e no circuito, totalizando 1.900 pontos. Em terceiro na etapa e no ranking ficou Paulo Giachetti, seguido por Alex Miranda. No longboard, o líder Paulo Giachetti foi barrado na semifinal e teve de controlar a ansiedade para acompanhar a decisão de fora da água. Bruno Romano, seu adversário direto, precisava vencer, mas foi surpreendido por Fabio Amicci. Com isso, a liderança manteve-se com Giachetti, seguido Bruno Romano (2o). Com a vitória, Amicci garantiu o terceiro lugar no ranking. Em terceiro na final ficou Michel Asfo e em quarto Danilo Silva. Na Master, mais uma vitória de Pedro Oliveira, consagrando-se assim campeão invicto do circuito. Na Júnior, Thiago Meneses teve a mesma performance e garantiu também 100% de aproveitamento. Numa bela disputa, Freddy Jacob levou a melhor no confronto contra Paulo Meneses para ficar com o título Grand Master. Entre as garotas, Yohanna Sarandini não deu mole. Nos instantes finais, achou uma boa direita, mandou três manobras fortes e faturou o confronto e o primeiro título da carreira.

Por Nancy Geringer

Deivid Silva vence o QS 6000 em Floripa

O paulista Deivid Silva, de apenas 20 anos de idade, faturou o título do QS 6000 Pro Florianópolis no extremo norte da Ilha de Santa Catarina. Ele foi preciso na escolha das ondas na difícil condição do mar da Praia do Santinho no último domingo, com séries demoradas de 2 pés, para derrotar o australiano Stu Kennedy, 25 anos, na grande final da etapa que abriu a "perna brasileira" de fim de ano da WSL South America. Deivid só surfou as duas ondas que são computadas no resultado da bateria, que valeram notas 7,90 e 8,17 e um prêmio de 25 mil dólares pela vitória por 16,07 a 14,40 pontos. Com os 6.000 pontos do título, Deivid Silva saltou da 51.a para a 28.a posição no ranking do WSL Qualifying Series, que classifica dez surfistas para a elite mundial do WCT.
Deivid Silva (SP) (Daniel Smorigo / WSL)
Esse é o segundo evento que Deivid Silva festeja o título. O primeiro foi no ano passado em Baía Formosa (RN), onde derrotou o surfista local da cidade na final, Italo Ferreira, que hoje está no WCT. Deivid Silva foi bicampeão sul-americano Pro Junior da WSL South America em 2014 e 2015 e agora conquista a sua primeira vitória em eventos importantes da World Surf League no QS 6000 Red Nose Pro Florianópolis SC. "Cara, eu acho que a Red Nose me dá muita sorte, agradeço muito a eles por estarem acreditando em mim e vou mostrar muito mais ainda", disse Deivid Silva, que também falou sobre a busca por uma vaga no WCT ainda esse ano. "Essa era a minha meta, vencer esse campeonato e eu consegui essa grande vitória, então atingi meu primeiro objetivo. Eu vou com tudo agora para Itacaré (BA) tentar um bom resultado lá para chegar em Maresias (São Sebastião-SP) com mais chances de quem sabe conquistar outro bom resultado para subir ainda mais no ranking".

O resultado do Pro Florianópolis SC só mudou um nome na lista dos dez indicados pelo WSL Qualifying Series para a elite dos top-34 do WCT. A vaga foi decidida na quarta de final entre Stu Kennedy e o defensor do título da etapa catarinense da World Surf League, Michael Rodrigues. Quem vencesse já tirava o francês Joan Duru do G-10 e o australiano derrotou o cearense por 12,60 para 11,33 para entrar na zona de classificação no primeiro desafio da "perna brasileira" da WSL South America. O próximo é o QS 6000 Mahalo Surf Eco Festival, que começa na terça-feira em Itacaré, no litoral sul da Bahia.
Surfou apenas as duas ondas, as que são computadas no resultado da bateria, e venceu / Foto Daniel Smorigo / WSL

Outros dois surfistas ficaram a um passo de também entrarem no G-10. Os norte-americanos Patrick Gudauskas e Conner Coffin atingiriam o objetivo se chegassem na grande final, mas ambos foram derrotados nas semifinais. A precisão cirúrgica de Deivid Silva na escolha das melhores ondas já tinha vitimado Conner Coffin com notas 8,77 e 8,03 na disputa pela primeira vaga na decisão do título do QS 6000 apresentado pelo Resort Costão do Santinho. O californiano Patrick Gudauskas também fez grandes apresentações nas ondas da Praia do Santinho e até aumentou para 18,03 o recorde de pontos do Red Nose Pro Florianópolis SC no domingo. A marca foi atingida no duelo que fechou as oitavas de final, contra o dono do maior placar do campeonato até então, o cearense Heitor Alves com 17,70 pontos. Depois, Pat Gudauskas ganhou um confronto norte-americano com Ian Crane, mas foi batido pelo australiano Stu Kennedy, que fez a segunda maior somatória do dia nesta semifinal, 17, 13 pontos.

Por João Carvalho

Al Hunt destaca a força brasileira

Se tem alguém que conhece cada detalhe do Circuito Mundial de Surf e pode falar com propriedade da evolução dos brasileiros no Tour, esse é o australiano Al Hunt. Sem dúvida, o mais veterano entre os dirigentes, hoje ele ocupa o cargo de coordenador do Tour, um cargo mais brando, diante do que já passou. Mesmo assim, importante. Continua fazendo as contas e projeções dos atletas que ingressarão no WCT e sempre está em contato com todos os escritórios regionais da World Surf League (WSL). Na sua trajetória são quase 40 anos, entre juiz, head judge, tour manager, sempre muito respeitado pelos atletas. Começou ainda em 1976, na antiga IPS – International Professional Surfers e, desde 1986, frequenta as praias brasileiras, nas etapas do Circuito. “Fora os pioneiros Pepê (Lopes), (Ricardo) Bocão etc, quando viemos pela primeira vez, para o campeonato da Joaquina, em 1986, não eram muitos surfistas com talento mundial, mas já tinha muita gente surfando nas praias. Depois, veio a geração do Flávio Padaratz e Fábio Gouveia e eles já eram do nível Top-10, mas o Brasil ainda não conseguia chegar no topo. E agora tem um número sem limites de jovens brasileiros com talento para ser campeões”, comenta.
Foto Arquivo Pessoal Al Hunt / Divulgação
Ele destaca que o extenso litoral com ondas ajuda muito para essa evolução. “Acho que esse aspecto do freesurf ajuda muito no nível de estratégia das competições. É só olhar para os resultados em qualquer campeonato que você vai ver brasileiros dominando”, afirma Al Hunt, também destacando a união dos atletas como um impulso a mais. “Os brasileiros se apoiam muito. Se um atleta perder, ele fica até o final para dar suporte aos outros que continuam na competição. Se um Americano perder, por exemplo, ele já vai embora. Isso é fundamental”, argumenta. Aos 65 anos, Al Hunt aprendeu a surfar em 1963, em Narrabeen Beach, Austrália. Já em 70, começou a fazer eventos e seis anos depois estava na IPS. Em 1980 passou a Head Judge e em 84 se tornou o Tour Manager, função que nunca mais parou. Implementou o ranking de resultados e acompanhou o tour. Ele elogia a estrutura atual da WSL, tornando o surf em um esporte profissional, da maneira que merece ser.

“A ASP era uma empresa sem fins lucrativos, mas a WSL é uma empresa comercial. Então, eles estão investindo muito para atingir um nível de qualidade mundial. Tem a melhor webcast do Mundo. Aliás, o surf foi o primeiro esporte que transmitiu os eventos ao vivo através da internet. Não é somente na transmissão que melhorou. O staff também em muito profissional. Antigamente, os escritórios regionais tinham duas pessoas, o head office, cinco. Agora tem 80. E ainda está crescendo”, conta. Diante desse pensamento, a expectativa para o futuro é positiva, sobretudo no que diz respeito à tecnologia, ajudando o atleta, o evento, garantindo maiores performances e até segurança. E o que ele espera? “Mudanças. Sempre teremos novidades em manobras e equipamentos. Mas no momento, a tecnologia é que está fazendo as evoluções mais importantes. Vamos implementar o uso e um relógio da Samsung, que terá todas as informações da bateria, velocidade, notas e tempo. Estamos testando tudo agora”, revela.

“Queremos colocar microfones nos atletas, para poder conversar com eles na água durante as baterias. A E-Gear da Samsung é a maior novidade rolando”, acrescenta Al Hunt, também falando de um tema que dominou as manchetes, os temidos ataques de tubarões, com o caso ocorrido com Mick Fanning, na final do J-Bay. “Repelente de tubarão é outro assunto que estamos vendo. Eles estão sempre na água. É a casa deles”, completa.

Por Fábio Maradei

23 de outubro de 2015

Yan Felipe no Marco Zero Mountain Dew

No último domingo, dia 18, o Espaço Pro Magno, em São Paulo, foi palco para o Marco Zero Mountain Dew, evento que marcou a chegada da marca de refrigerantes ao Brasil.
O skatista YanFelipe esteve presente e gravou algumas manobras. Confira

Fonte Brakmarcas

22 de outubro de 2015

Pro Florianópolis SC garante vagas no WCT

Com muita chuva na Ilha de Santa Catarina, e as ondas com boa formação, assim foi a rodada dos cabeças de chave do Red Nose Pro Florianópolis SC, nesta quinta-feira (22), com a estreia dos dois franceses que defendem as últimas posições na lista dos dez indicados pelo Qualifying Series para a elite dos top-34 da World Surf League, e só Joan Duru conseguiu avançar para a terceira fase. O brasileiro Michael Rodrigues está logo abaixo deles no ranking e usou os aéreos para vencer sua primeira bateria na etapa catarinense que ele venceu no ano passado na Praia da Joaquina. E outro cearense, Heitor Alves, também se destacou ao aumentar o recorde de nota do QS 6000 apresentado pelo Costão do Santinho Resort de 9,37 para 9,70.
Michael Rodrigues (CE) / Foto Daniel Smorigo / WSL
Até Heitor Alves superar a nota 9,37 do catarinense Willian Cardoso e vencer a sétima bateria do dia por 15,63 pontos, os recordistas da quinta-feira eram o também cearense Michael Rodrigues com 15,50 pontos e o australiano Garrett Parkes, que venceu a primeira bateria do dia por 15,17 com a nota 8,67 da sua melhor onda. Nesse confronto, Parkes e o bicampeão brasileiro Renato Galvão acabaram despachando o francês Maxime Huscenot, que defendia a penúltima vaga no G-10 do WSL Qualifying Series. Com isso, o caminho ficou livre para Michael Rodrigues e outros concorrentes entrarem na zona de classificação para o WCT no Red Nose Pro Florianópolis SC.

As marcas do australiano só foram batidas no quarto confronto do dia pelo cearense Michael Rodrigues. Ele mora em Florianópolis e venceu a etapa catarinense do WSL South America disputada na Praia da Joaquina no ano passado, derrotando o argentino Santiago Muniz na bateria final. No momento, Michael é o 11.o na lista dos dez que se classificam para o WCT. Mesmo enfrentando o defensor do título e mais dois brasileiros, o português José Ferreira largou na frente, até o cearense começar a voar com seus aéreos full rotation de frontside nas direitas do Santinho para arrancar notas 8,5 e 7,0 e garantir a vitória. O catarinense Matheus Navarro e o baiano Marcos Fernandez não conseguiram achar boas ondas e o português passou em segundo lugar para a terceira fase.
Joan Duru (FRA) / Foto Daniel Smorigo / WSL
Para Michael Rodrigues ingressar no G-10 em Santa Catarina, ele vai precisar chegar nas semifinais do Red Nose Pro Florianópolis SC para ultrapassar três adversários no ranking numa tacada só. Dois deles foram eliminados em suas estreias na Praia do Santinho, o australiano Ryan Callinan na quarta-feira e o francês Maxime Huscenot no confronto que abriu a quinta-feira. O outro é o australiano Adam Melling, que está em Portugal disputando a penúltima etapa do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2015. 

Outros dois envolvidos nesta disputa direta pelas últimas vagas no G-10 estrearam com vitórias na quinta-feira em Florianópolis. O australiano Stu Kennedy está quatro posições abaixo de Michael Rodrigues na porta de entrada da zona de classificação para o WCT e derrotou três brasileiros na sua bateria, com o carioca Lucas Silveira passando em segundo lugar para a terceira fase. Kennedy também precisa chegar nas semifinais para trocar os mesmos 2.200 pontos do pior resultado de Michael Rodrigues, mas só conseguirá ultrapassar o francês Maxime Huscenot no ranking e não três concorrentes como o cearense. 
Heitor Alves (CE) / Foto Daniel Smorigo / WSL
Já o francês Joan Duru foi o último a estrear na bateria que fechou a segunda fase do Red Nose Pro Florianópolis SC e a quinta-feira na Praia do Santinho. Curiosamente, a bateria envolveu os dois surfistas que disputaram o título da etapa do QS 1500 encerrada domingo passado em Santa Cruz, na Califórnia, Estados Unidos. De novo, o capixaba Rafael Teixeira derrotou o norte-americano Derek Peters, que ainda foi superado pelo catarinense Luan Wood. Rafael Teixeira então ficou com a última vaga para a terceira fase, que será realizada nesta sexta-feira, com a primeira chamada do dia marcada para as 7h30 na Praia do Santinho.

Por João Carvalho