8 de dezembro de 2014

Michel Bourez vence o 2º evento da Tríplice Coroa Havaiana

Uma vitória taitiana de Bourez sobre três havaianos fechou a Vans World Cup of Surfing nas ondas de 6-8 pés da última sexta-feira em Sunset Beach, na ilha de Oahu, Havaí. Mas, o vice-campeão Dusty Payne também comemorou o resultado que confirmou seu retorno ao grupo dos top-34 do WCT e a liderança isolada na Tríplice Coroa Havaiana com a vitória na primeira etapa em Haleiwa Beach. Payne acabou tirando o brasileiro Tomas Hermes da lista dos dez surfistas que o ASP Qualification Series classifica para disputar o título mundial na divisão de elite do esporte. Já o terceiro colocado na final, Sebastian Zietz, e o quarto, Ian Walsh, não tinham chances de entrar no G-10 no último ASP Prime de 6.500 pontos da temporada 2014.
Michel Bourez (TAH)
Cinco brasileiros competiram nas oitavas de final que abriram a sexta-feira de confrontos decisivos na batalha pelas últimas vagas para o WCT 2015. O paulista Filipe Toledo foi barrado pelo americano Chris Ward e o havaiano Ian Walsh no segundo confronto do dia, mas não perdeu o primeiro lugar no ranking do ASP Qualification Series, conquistado com a vitória no O´Neill SP Prime na Praia de Maresias, em São Sebastião, litoral norte de São Paulo. Na disputa seguinte, o número 1 do WCT, Gabriel Medina, também foi eliminado, junto com o catarinense Alejo Muniz, pelo australiano Davey Cathels e Jonathan Gonzalez, das Ilhas Canárias.

Já o carioca Lucas Silveira surpreendeu mais uma vez surfando muito bem em Sunset Beach para salvar a pátria nas oitavas de final da Vans World Cup of Surfing. Ele superou até um top-10 do WCT, Josh Kerr, que acabou impedindo uma segunda dobradinha brasileira de Lucas com o paulista David do Carmo em Sunset Beach. Nas quartas de final, Lucas Silveira não achou boas ondas para repetir suas atuações anteriores e caiu junto com o irlandês Glenn Hall, para o havaiano Sebastian Zietz e o australiano Garrett Parkes. Com o 13.o lugar na Vans World Cup, o carioca saltou da 105.a para a 76.a posição no ranking, entrando no grupo dos 100 primeiros que podem disputar as principais etapas do Qualification Series em 2015.
Já na briga pelas últimas vagas no G-10, o brasileiro Tomas Hermes e o australiano Jack Freestone ficaram acompanhando os resultados dos que poderiam tira-los da zona de classificação para o WCT. O primeiro a sair foi Jack Freestone, quando o neozelandês Ricardo Christie passou para as quartas de final no sexto confronto da sexta-feira no Havaí, vencido por Sebastian Zietz. E Tomas Hermes permaneceu em último no G-10 até as semifinais, com o havaiano Dusty Payne tirando a sua vaga com vitória na primeira bateria.

Na outra semifinal, o australiano Garrett Parkes também poderia ultrapassar o brasileiro se passasse para a final, mas perdeu e aumentou a chance de Tomas Hermes ainda disputar o WCT no ano que vem. Ele agora vai depender do resultado do Billabong Pipe Masters, que decide o título mundial entre Gabriel Medina, Mick Fanning e Kelly Slater, a partir de segunda-feira em Banzai Pipeline. A torcida de Tomas será para que os australianos Matt Wilkinson ou Adam Melling entre no grupo dos 22 primeiros colocados no ranking que são mantidos na elite dos top-34, tirando algum dos havaianos Sebastian Zietz ou Fredrick Patacchia, que estão entre os quatro últimos desta lista.
Dusty Payne (HAV)
O neozelandês Ricardo Christie também terá que conviver com esta expectativa. Ele acabou eliminado na última quarta de final pelo campeão Michel Bourez e por Matt Wilkinson, ficando numa perigosa última posição no G-10. O surfista da Nova Zelândia e o penúltimo colocado, Brett Simpson, dos Estados Unidos, também terão de aguardar o resultado do Billabong Pipe Masters para festejarem suas classificações para o primeiro WCT da Era World Surf League (WSL). Eles precisam torcer para que o brasileiro Jadson André e o australiano Julian Wilson não saiam dos top-22 em Pipeline, para não terem que usar as vagas do Qualification Series por estarem entre os primeiros colocados.

O Brasil ficou no topo do ranking com Filipe Toledo, mas apenas dois se classificaram pelo G-10 do QS, o paulista Wiggolly Dantas em quarto lugar e o potiguar Italo Ferreira em sétimo. Além deles, o WCT poderá ter mais três novatos em 2015, o australiano Matt Banting (2.o no ranking) e o havaiano Keanu Asing (9.o) já garantidos e o neozelandês Ricardo Christie (16.o), caso não saia da lista no Billabong Pipe Masters. O havaiano Dusty Payne (10.o) será outra novidade, mas ele já fez parte da elite até 2013 e estará retornando no ano que vem.
Lucas Silveira (RJ)
Os outros quatro que completam o G-10 são os australianos Adam Melling (6.o lugar) e Matt Wilkinson (8.o), o francês Jeremy Flores (11.o) e o norte-americano Brett Simpson (13.o). Eles disputaram o WCT este ano, porém não conseguiram ficar no grupo dos 22 primeiros colocados que são mantidos e garantiram suas permanências pelo ASP Qualification Series. Dos quatro, o único que ainda tem sua vaga ameaçada é Brett Simpson, que vai depender dos resultados do brasileiro Jadson André e do australiano Julian Wilson no Pipe Masters. Para Simpson, a torcida é para que pelo menos um deles não saia dos top-22, pois assim ele permanece no G-10.

Por João Carvalho / Foto Ed Sloane / ASP

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