18 de dezembro de 2014

Medina contra Dusty Payne: a hora está chegando!

Com a expectativa do evento retomar entre hoje e amanhã em Pipeline, os diferentes cenários começam a se traçar na corrida pelo título mundial. No entanto, parece ser consensual: se Gabriel Medina vencer a sua bateria contra o havaiano Dusty Payne, dá um passo fundamental no caminho para o título - desde logo porque se vencer, Kelly Slater fica já fora da corrida. E mais do que isso, se Fanning perder e Medina ganhar, o surfista de Maresias é campeão.
Divulgação ASP
Vencer Dusty Payne não será uma tarefa fácil por vários motivos. Assim que o swell entrar, previsivelmente de Norte nos próximos dias, é provável que Backdoor passe a ser o pico mais usado, e isso tem as suas implicações. No caso de Medina significa que terá de surfar em backside (é uma direita, e o surfista é goofy). Os registos históricos mostram que nunca houve um campeão do Pipe Masters que surfou de backside, em Backdoor. Além disso, há a performance que Dusty Payne vem apresentando, que ao fim de dois eventos deu uma volta brutal em cima dos adversários que já se davam como ganhos. D-Payne chega a este confronto com a moral elevadíssima, líder da Triplíce Coroa e mostrar um surf temível em Pipe. Será que vai estar mais relaxado e menos intenso por já ter assegurado uma vaga no WCT do próximo ano? Ou será que vai entrar com tudo para garantir a vitória? Veremos.

Adriano de Souza partilhou o seu ponto de vista sobre este heat nas redes sociais. “Ele terá uma disputa muito dura com o Dusty Payne, e caso consiga passar, eu consigo vê-lo mais tranquilo (pq sei que ele ganhará moral) nas quartas de finais. Com isso ele eliminaria um grande concorrente que seria o Kelly, pois esse não teria mais chances de ser campeão. E chegando as quartas, o Mick teria que ser campeão da etapa, que com certeza tem chances pq ele é fera, porém Pipeline é sempre uma competição muito difícil e com muitos concorrentes de alto nível”.
Parte da pressão para Medina será também o fato de ser o primeiro dos três a competir, mas se vencer, essa pressão passará a dobrar para Fanning e Slater. O australiano também não terá tarefa fácil frente ao francês Jeremy Flores, mais do que capaz de brilhar num palco como Pipe ou Backdoor. Slater, por sua vez, vai enfrentar o compatriota de Gabriel, Alejo Muniz, e é o claro favorito no que parece - em teoria - o heat mais acessível dos três candidatos. Nada garantido, Alejo mostrou na primeira etapa que sabe encontrar tubos em Backdoor, e arrancou um 9.17 na bateria que venceu frente a Filipe Toledo e Nat Young - e precisa de atingir pelo menos as quartas de final para se manter no WCT do próximo ano. Kelly Slater tem tido algum azar em momentos chave, será que aquela bateria da etapa 2 em que Kelly deu espetáculo em condições extremas serviu para mudar o rumo da fortuna?

Aguardemos - ansiosamente - o recomeço da competição em Pipeline, para ver quem será o próximo campeão do mundo! A partir das 17h30 não percas a chamada no North Shore.

Fonte SurfTotal

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