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29 de dezembro de 2014

Marcelo Bibita é o surf na crista da onda

No mesmo dia em que Gabriel Medina sagrou-se campeão mundial de Surf e presenteou o Brasil com o primeiro título da história, do outro lado do continente, em terras tupiniquins, Marcelo Bibita, um outro surfista, do tempo em que acompanhar a moda era estar “na crista da onda”, também teve um nobre motivo para comemorar. Sua foto foi estampada na capa da Beach Show, a principal revista especializada em surf e esportes afins do Nordeste, que lançou uma edição especial de comemoração da 60ª Edição, e, na capa, o longboarder conhecido internacionalmente por suas incursões nas pororocas brasileiras e estrangeiras.
Para muitos a importância da publicação para o Brasil se configura no fato da Revista Beach Show se configurar como um retrato e mais do que isso, um documento escrito que aponta as mudanças e transformações que o surf brasileiro e em especial o nordestino sofreu nos 14 anos de sua existência. E o fato do ineditismo do destaque maior na revista, a tão desejada por todo e qualquer surfista, a Capa, aumenta a importância desta edição, que por vários motivos é histórica.

Para Marcelo Bibita, verdadeiro Embaixador do Longboard, cearense da Amazônia para o Mundo, esse reconhecimento se deu a partir de um longo trabalho que vem sendo desenvolvido com dedicação, altruísmo e honestidade com o esporte e com todos os amigos e parceiros que caminham ao seu lado ao longo dessa trajetória que em seu aniversário de 50 anos, comemorado em 14 de julho de 2014, atingiu seu maior estágio de maturidade.
Bibita / Foto Chico Bala
“O ano de 2014 foi muito especial por diversos fatores. Conquistei novos degraus a nível profissional, acredito ter conseguido ajudar algumas pessoas, passei quatro temporadas em Fernando de Noronha onde pude aprimorar a técnica de surfar em ondas fortes, rápidas, grande e potentes, contabilizando mais de 60 dias no arquipélago, completei 50 anos na fase que eu considero ser o auge de minha saúde e o mais importante de tudo, fazendo diversos planos para o futuro como surfar em Pipeline e Sunset, no Havaí e voltar à Indonésia, dentre outros planos para 2015... Fechar o ano com uma homenagem dessa natureza é pra comemorar e agradecer muito à Deus, aos familiares, amigos e principalmente à Rose Nobre, das Lojas Pranchão, que não tem medido esforços para colaborar decisivamente na concretização de todos os meus projetos ”, declarou Marcelo.

Por George Noronha

28 de dezembro de 2014

Etapas da WSL para 2015

Quiksilver Saquarema / Foto Daniel Smorigo/ASP
Fev 06-08 - Longboard masculino e feminino - Rip Curl Longboard Pro - US$ 12.500 e 1.000 pontos / San Bartolo, Lima - Peru;
Fev 12-14 - Longboard masculino e feminino - Huanchaco Longboard Pro - US$ 12.500 e 1.000 pontos / Playa El Elio, Huanchaco, Trujillo - Peru;
Fev 27-01 - Pro Junior feminino - Rip Curl Copa Cyzone - US$ 2.500 e 1.000 pontos / San Bartolo, Lima - Peru;
Mai 04-10 - QS 10000 - Quiksilver Saquarema Prime - US$ 250.000 e 7.000 pontos / Praia de Itaúna, Saquarema, Rio de Janeiro - Brasil;
Ago 04-09 - QS 1500 - Maui and Sons Arica World Star Tour - US$ 50.000 e 1.000 pontos / El Gringo, Arica - Chile;
Ago 06-09 - Pro Junior masculino e feminino - Red Nose Pro Junior - US$ 12.500 e 1.000 pontos / Praia do Pontal, Baía Formosa, Rio Grande do Norte - Brasil;
Ago 19-23 - QS 3000 Feminino - Rip Curl Women´s Pro San Bartolo - US$ 30.000 e 2.000 pontos / -Tercer Molle, San Bartolo, Lima - Peru;
Ago 27-30 - QS 3000 Feminino - Maui and Sons Pichilemu Women´s Pro - US$ 30.000 e 2.000 pontos / Punta de Lobos, Pichilemu - Chile;
Set 09-13 - Pro Junior masculino e feminino - Chicama Pro Junior Classic - US$ 12.500 e 1.000 pontos / Puerto Chicama - Peru;
Out 20-25 - QS 3000 masculino e feminino - Mahalo Surf Eco Festival - US$ 130.000 e 2.000 pontos / Praia da Tiririca, Itacaré, Bahia - Brasil;
Out 27-01 - QS 6000 - Oceano Santa Catarina Pro - US$ 150.000 e 4.000 pontos / Praia da Joaquina, Florianópolis, Santa Catarina - Brasil;
Nov 02-09 - QS 10000 - O´Neill SP Prime - US$ 250.000 e 7.000 pontos / Praia de Maresias, São Sebastião, São Paulo - Brasil.

Por João Carvalho

27 de dezembro de 2014

WSL apresenta as novidades para 2015

O título mundial de Gabriel Medina foi o último da história da sigla ASP de Association of Surfing Professionals, que a partir de 2015 vai para WSL de World Surf League, que já apresenta várias novidades para a próxima temporada. A premiação das etapas do WSL World Championship Tour que decidem o título mundial aumentou de 500 mil dólares para 525 mil dólares e a do feminino subiu de 250 mil para 262,5 mil dólares. Mas, as maiores mudanças foram no circuito classificatório para a divisão de elite, que passará a ser chamado de WSL Qualifying Series e terá novas nomenclaturas das etapas. A World Surf League também continuará definindo os campeões mundiais da categoria Pro Junior e das modalidades Longboard e Big Wave em ondas gigantes.
El Gringo no Chile / Foto Adam Smith
O novo WSL Qualifying Series vai diminuir os antigos sete níveis de pontuações classificados por estrelas desde 1992, para apenas cinco níveis utilizando uma nova terminologia que visa simplificar o mecanismo do QS para o público, mídia, mercado e atletas. O objetivo é garantir que os melhores surfistas se classifiquem para a elite dos top-34 que disputa o título mundial no World Championship Tour. As etapas com nível 1 estrela passarão a se chamar "QS 1000", as de 2 e 3 estrelas se fundiram em "QS 1500", o mesmo acontecendo com as de 4 e 5 estrelas em "QS 3000", com as de 6 estrelas mudando para "QS 6000" e as com status Prime para "QS 10000".

"QS 1000"- premiação de US$ 10.000 no masculino, US$ 5.000 no feminino e 500 pontos no ranking;
"QS 1500" - premiação de US$ 50.000 no masculino, US$ 15.000 no feminino e 1.000 pontos;
"QS 3000" - premiação de US$ 100.000 no masculino, US$ 30.000 no feminino e 2.000 pontos;
"QS 6000" - premiação de US$ 150.000 no masculino, US$ 40.000 no feminino e 4.000 pontos;
"QS 10000" - premiação de US$ 250.000 a 400.000 no masculino, US$ 80.000 a 150.000 no feminino e 7.000 pontos.
Mahalo Eco Festival / Foto Fabriciano Jr./Dendê
"Nosso objetivo com o Qualifying Series é sempre buscar garantir que os melhores surfistas avancem para o mais alto nível do Circuito Mundial, que é o World Championship Tour", disse o Comissário da ASP, Kieren Perrow. "As mudanças que estão sendo feitas para o próximo ano foram projetadas para melhorar o processo de classificação já em vigor e tentar envolver ainda mais os nossos atletas, fãs, mídia e promotores dos eventos nesta nova experiência".

Campeões regionais - Além das mudanças acima citadas, a World Surf League também vai valorizar os circuitos dos sete escritórios regionais que organizam as etapas do Qualifying Series, que a partir de 2015 passarão a se chamar WSL South America, WSL North America, WSL Hawaii, WSL Australia, WSL Europe, WSL Africa e WSL Japan. Os campeões regionais da Austrália, Europa, África, Japão, Havaí, América do Norte e da América do Sul, como Alex Ribeiro e Jacqueline Silva que conquistaram os títulos sul-americanos de 2014, terão pré-classificação garantida em todos os eventos do WSL Qualifying Series na temporada seguinte.
O´Neill SP Prime / Foto Daniel Smorigo/ASP
Pro Junior - A World Surf League também vai promover mudanças significativas na categoria Pro Junior, que já coroou grandes campeões até do WCT como o havaiano Andy Irons (in memoriam), o australiano Joel Parkinson e agora Gabriel Medina, além do também brasileiro Adriano de Souza que foi o mais jovem a festejar um título mundial na história da ASP, com apenas 16 anos de idade em 2003. As vagas para o WSL World Junior Championship continuarão sendo definidas nas seletivas dos sete escritórios regionais e o ano de 2015 será o último da categoria Pro Junior para surfistas com até 20 anos de idade, pois a partir de 2015 este limite vai baixar para 18 anos.

"O ASP World Junior Championship é o evento da categoria Junior de maior prestígio no planeta e o calibre dos campeões das edições passadas comprova isso", destaca Kieren Perrow. "Nós gastamos um tempo significativo discutindo tendências dentro do mundo do surfe, o desempenho do atleta, o percurso da sua carreira, que determinaram uma proposta evolutiva para o Programa Pro Junior da World Surf League nos próximos dois anos e essas mudanças certamente irão beneficiar o desenvolvimento do esporte".
Oceano SC Pro / Foto Daniel Smorigo/ASP
As etapas da categoria Pro Junior e da modalidade Longboard organizadas pelos escritórios regionais para selecionar os representantes dos continentes para disputarem o título mundial da World Surf League terão apenas um nível de premiação a partir de 2015, com todas valendo 1.000 pontos para os rankings regionais. Tanto no Pro Junior como no Longboard, a premiação será de 10.000 dólares para a categoria masculina e de 2.500 dólares para a feminina.

Os valores das inscrições nos eventos também já foram anunciados pela World Surf League. Continuando no Pro Junior e no Longboard, o valor a ser pago para participar das seletivas regionais será de 125 dólares para o masculino e 75 dólares para o feminino. Já nas etapas do WSL Qualifying Series, as do QS 1000 e QS 1500 serão de 200 dólares para o masculino e 100 dólares para as meninas, as do QS 3000 e QS 6000 serão de 250 dólares para os homens e os mesmos 100 dólares no feminino, enquanto as do QS 10000 serão 325 dólares para as duas categorias.

Por João Carvalho

26 de dezembro de 2014

Jovem surfista é vítima da enchente em Maresias

A talentosa surfista Pâmella Mel, de nove anos, conhecida como uma promessa da nova geração do surf feminino brasileiro, foi uma das vítimas da enchente que alagou a cidade de Maresias essa semana. A atleta mudou-se para o município há pouco mais de quatro meses para evoluir nas ondas, já que é apaixonada pelo esporte e quer ser surfista profissional. Com as fortes chuvas na região, o muro de sua casa acabou sendo derrubado e sua casa ficou alagada.
“Perdemos quase tudo. Meu pai ficou a madrugada toda tentando recuperar os móveis, as roupas, os colchões, tudo, mas não adiantou. Estamos muito tristes”, comentou  Pâmella Mel, que já participou de quase 50 campeonatos em três anos de surf. A família da atleta está aceitando doações e elas podem ser entregues na Academia Drik, que fica na rua Aldo Pedro da Silva, 123, em Maresias.

Por Michele Barcena

Vamos ajudar Maresias

Uma das praias mais badaladas do litoral norte de São Paulo e, sem dúvida, uma das melhores quando se fala em surf, Maresias, em São Sebastião, está sofrendo com a forte enchente, ocorrida no último dia 23, com centenas de desabrigados. Uma campanha criada na capital está arrecadando roupas, colchões, fraldas, leite, água, comida não perecível para essas vítimas das fortes chuvas.
“Conseguimos dois caminhões da ONG Social Skate para levar as doações neste domingo para Maresias. Temos dois pontos de coleta, na loja Yasue, e na Surfavel, ambas na Zona Norte de São Paulo. A situação exige que nós que sempre curtimos Maresias, nos mobilizemos para ajudar. Busquei apoio de amigos e a resposta foi imediata”, afirma Irineu Santos, que há duas décadas trabalha com surf. As doações podem ser feitas nesta sexta-feira e sábado, na loja Yasue, à Rua Leôncio de Magalhães, 719, no Jardim São Paulo, até às 19h, e na Surfavel, à Rua Dr. Cezar, 133, em Santana, até às 17h.

Outro grande exemplo partiu do campeão brasileiro de surf profissional de 2013, David do Carmo, que sensibilizado com a situação decidiu doar parte da premiação que ganhou com a vitória na etapa de do Paulista Profissional, em Maresias este ano. “Todos temos de ajudar de alguma forma”, ressaltou.

Morador de Maresias, o novo campeão mundial do WCT, Gabriel Medina também se engajou na campanha, pedindo ajuda para seus fãs e prometeu doar uma prancha autografada para colaborar. "A situação aqui em São Sebastião está difícil! Muitas famílias desabrigadas e que perderam tudo! Precisamos da ajuda de vocês! Quem quiser ajudar, estamos precisando de tudo: eletrodomésticos usados, cobertores, alimentos, higiene pessoal e limpeza... Enfim, tudo será bem-vindo!", postou Medina, que também pediu contribuições financeiras para os atingidos pela chuva.

Fonte FMA Notícias

25 de dezembro de 2014

Isabela Sousa no deserto chileno

A tricampeã mundial de Bodyboarding Isabela Sousa competiu este ano na etapa do mundial nas geladas ondas chilena. No evento a atleta subiu ao pódio e garantiu a terceira colocação para o Brasil. Além de competir, Isabela aproveitou a vibe com os amigos bodyboarders, Eder Luciano (SC) e Roberto Bruno (CE), onde curtiram as boas condições das ondas, mostrando um pouco das belas paisagens do deserto chileno e a rotina da atleta nos dias que passou em Antofagasta.
“Gosto do Chile, é um lugar que eu quero voltar todo ano, pois a onda favorece muito para a prática do bodyboard, que é excelente para manter o ritmo para as competições sem contar que Antofagasta tem uma beleza exuberante e um pôr do sol alucinante.” Disse Isabela. Todas as aventuras está no novo vídeo. Apertem o play e confira.

Por Alex Sousa / Foto Lima Jr.

24 de dezembro de 2014

Bruno Fontes é vice-campeão da Copa Brasil de Vela

Em uma semana inspirada, Bruno Fontes retomou seu melhor nível de competição e no último sábado (20) encerrou a Copa Brasil de Vela com o vice-campeonato. No último dia de competição, na Baía de Guanabara, Bruno manteve a posição da fase de classificação, encerrando a temporada em grande forma. “Estou me sentindo muito feliz e aliviado com esse resultado. Fiz minha melhor preparação da temporada e sinto que o campeão que havia dentro de mim voltou”, disse Bruno. “Eu entrei no último dia buscando o título, mas essa medalha será muito importante e me dará confiança para fazer um ano de 2015 ainda melhor”, concluiu.
O resultado de Bruno Fontes tem um peso ainda maior, pois a Copa Brasil contou com atletas de renome do cenário mundial e que estarão em 2016 nos Jogos Olímpicos. Por ser realizado na Baía de Guanabara, sede das Olimpíadas, muitos atletas estrangeiros marcaram presença na etapa. “Consegui achar meu melhor nível de competição na última etapa do ano e foi muito bom, pois consegui bater atletas forte do circuito mundial e que vinham me vencendo nas últimas competições. Vou descansar um pouco agora, mas já retorno em breve aos treinamentos, pois em janeiro tem Copa do Mundo de Vela em Miami”, encerrou.

Classificação final
1. Robert Scheidt (BRA) - 30 pp
2. Bruno Fontes (BRA) - 45 pp
3. Rutger Van Schaardenburg (HOL) - 48 pp
4. Jean Baptiste Bernaz (FRA) - 54 pp
5. Charlie Buckingham (EUA) - 65 pp
6. Elliot Hanson (GBR) - 67 pp
7. Francesco Marrai (ITA) - 80 pp
8. Christopher Barnard (EUA) - 90 pp
9. Lorenzo Chiavarini (GBR) - 95 pp
10. Gustavo Lima (POR) - 110 pp

Por Danilo Caboclo / Foto Fred Hoffmann/CBVela







Promifae investe no Surf de Santos em 2015

A estrutura para as categorias de base já está garantida para 2015, em Santos. A Associação Santos de Surf (ASS) como entidade de utilidade pública, comemorou a aprovação e captação de recursos no Promifae, o Programa Municipal de Incentivo Fiscal e Apoio ao Esporte, criado pela Prefeitura de Santos, com a finalidade de captar recursos para a execução de projetos esportivos, com a isenção de impostos municipais para pessoas físicas ou jurídicas. São três projetos, que rapidamente garantiram parceiros, a Atlantis Terminais, a Mavimar e a Embraport, todas empresas do ramo de logística.
Foto Fábio Maradei
Os patrocínios garantirão, em primeiro lugar, o Circuito Santos Surf 2015, voltado às categorias de base, da petit até a júnior; a participação da equipe santista no Hang Loose Surf Attack, o Circuito Paulista, com inscrições, transporte, alimentação e hospedagem aos atletas e comissão técnica; e o treinamento dos competidores e fornecimento de uniformes para competições. “O surf de base em 2015 já está garantido. São empresas que querem investir na comunidade e conseguiram enxergar na Associação uma entidade séria, com responsabilidade social, ambiental e cultural. Fechamos um ciclo de estratégia para conseguir que Santos melhore ainda mais os seus resultados no Paulista”, disse o presidente da ASS, Marcos Andrade.

O secretário municipal de Esportes, Alcídio Mello, o Cidão, foi enfático sobre os apoios conquistados através do Promifae. “Mostra capacidade e comprometimento”, ressaltou. “Parabéns pela competência de objetivar os resultados e trabalhar com seriedade para conquistá-los. O nome disso é sucesso!”, completou o secretário adjunto de Esportes, Gelásio Fernandes.

Fonte FMA Notícias / Foto Fábio Maradei

23 de dezembro de 2014

Alex Ribeiro e Jacqueline Silva na galeria dos campeões

O paulista Alex Ribeiro e a catarinense Jacqueline Silva conquistaram os últimos títulos sul-americanos da temporada 2014 do ASP South America Surf Series, que no ano passado foram vencidos pelo agora campeão mundial Gabriel Medina e a peruana Anali Gomez. A liderança nos rankings que definiram os melhores surfistas profissionais do continente nas etapas do ASP Qualification Series realizadas na América do Sul esse ano foi decidida durante a "perna brasileira" de fim de ano. Primeiro foi Jacqueline Silva que garantiu o título ao chegar nas semifinais do ASP 4-Star Mahalo Surf Eco Festival em Itacaré, antes mesmo da última etapa feminina que aconteceria no Chile. Já Alex Ribeiro venceu a etapa da Bahia e na semana seguinte foi consagrado campeão sul-americano profissional durante o O´Neill SP Prime na Praia de Maresias, em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo.
Jacqueline Silva (SC) / Foto Fabriciano Jr./Dendê
Alex foi barrado logo na primeira fase pelo francês Joan Duru e o australiano Mitch Crews e ficou na praia aguardando os resultados dos dois únicos surfistas que poderiam lhe tirar o título. O cearense Michael Rodrigues, que venceu o ASP 6-Star Oceano Santa Catarina Pro na abertura da "perna brasileira" na Praia da Joaquina, em Florianópolis, caiu no segundo confronto do segundo dia do O´Neill SP Prime, que classificou o havaiano Keanu Asing e o norte-americano Tim Reyes. Mas, o paulista Jessé Mendes estreou com vitória na penúltima bateria da primeira fase e continuava com chances matemáticas de título sul-americano.

Só que para superar os 2.509 pontos de Alex Ribeiro, Jessé precisava da vitória na Praia de Maresias e não passou pela bateria que fechou a segunda fase. Ele perdeu para o italiano Leonardo Fiovaravanti a briga pela segunda vaga no confronto vencido pelo campeão da etapa que fechou a "perna brasileira" no litoral norte de São Paulo, Filipe Toledo. Com a derrota, Jessé Mendes terminou em terceiro lugar no ranking e Alex Ribeiro pôde comemorar o título de campeão sul-americano profissional de 2014. "Estou muito feliz por mais este título. Eu já fui campeão sul-americano Pro Junior e agora ser campeão sul-americano profissional é gratificante pelo nível dos nossos atletas aqui da América do Sul. Estou muito contente que deu tudo certo para mim, mesmo perdendo de cara aqui em Maresias", disse Alex Ribeiro. "Eu acabei liberando o caminho para o Michael (Rodrigues) e para o Jessé (Mendes) poderem me tirar o título, mas eles perderam também, ninguém conseguiu me passar e estou superfeliz, agora é só comemorar".
Alex Ribeiro (SP) / Foto Fabriciano Jr./Dendê
Alex Ribeiro foi o único a conquistar duas vitórias nas seis etapas do ASP Qualification Series realizadas pela ASP South America esse ano na América do Sul. Ele liderou o ranking desde a primeira etapa da temporada 2014, quando venceu o ASP 3-Star Rip Curl Pro Stamina em Mar del Plata, na Argentina. Depois ficou em nono lugar no Quiksilver Saquarema Prime na "Cidade do Surf" da Região dos Lagos do Rio de Janeiro, não competiu no ASP 3-Star Maui and Sons Arica World Star Tour no Chile, mas somou o 25.o lugar no ASP 6-Star Oceano Santa Catarina Pro e festejou sua segunda vitória no ano no ASP 4-Star Mahalo Surf Eco Festival em Itacaré, no sul da Bahia.

Já a catarinense Jacqueline Silva garantiu o título sul-americano somando dois terceiros lugares nas semifinais do Rip Curl Pro San Bartolo no Peru e no Mahalo Surf Eco Festival na Bahia, Brasil. Além dos 563 pontos destas duas etapas com nível 4 estrelas, ela atingiu insuperáveis 1.759 pontos com os 633 do nono lugar no ASP 5-Star Oceano Santa Catarina Pro na Praia da Joaquina, em Florianópolis, onde mora a surfista que por muitos anos defendeu o Brasil na elite mundial do WCT e foi bicampeã do ranking WQS em 2001 e 2007. "Infelizmente, a falta de patrocínio me prejudicou bastante esse ano e não deu para eu ir para o Chile participar da última etapa, mas as meninas que poderiam me tirar o título também não foram, então acabei me tornando campeã sul-americana com o terceiro lugar na Bahia", disse Jacqueline Silva. "É um título que representa bastante para mim. Eu não fiz um bom ano talvez pela dificuldade de não ter patrocínio. Você fica sem saber se vai ter dinheiro para a próxima etapa, porque acabei dependendo das premiações pra sobreviver e isso mexe muito com o nosso psicológico. Mesmo assim, ser campeã sul-americana foi como um prêmio, pois é um título novo para mim e esta conquista me deu até um novo ânimo para prosseguir na carreira".
Alex Ribeiro (SP) / Foto Fabriciano Jr./Dendê
Alex Ribeiro e Jacqueline Silva completaram a lista dos campeões sul-americanos profissionais da ASP South America na temporada 2014. Os primeiros foram conhecidos logo no início do ano, com o peruano Piccolo Clemente e a brasileira Atalanta Batista faturando os títulos na única etapa de Longboard realizada na América do Sul esse ano, o Huanchaco Longboard Pro na Playa El Elio, em Huanchaco, no Peru. Na decisão masculina, o campeão mundial de 2013, Piccolo Clemente, bateu o campeão mundial de 2007, Phil Rajzman, do Brasil, enquanto na feminina a pernambucana Atalanta Batista ganhou a final brasileira contra a paranaense Thiara Mandelli. Em cinco edições do Huanchaco Longboard Pro, o peruano Piccolo Clemente foi finalista em quatro delas e já havia sido campeão em 2011. Já as meninas competiram pela primeira vez na Playa El Elio de Huanchaco, com a tricampeã brasileira Atalanta Batista confirmando o favoritismo nacional com o primeiro título de campeã sul-americana da sua carreira.

Depois do Longboard, os próximos campeões sul-americanos definidos foram os do circuito da categoria Pro Junior, para surfistas com até 20 anos de idade, que neste ano teve duas etapas masculinas e três femininas, sendo duas no Peru e uma no Brasil. Com a vitória no Red Nose Pro Junior que estreou nas ondas do Pontal de Baía Formosa, o paulista Deivid Silva largou na frente do ranking masculino ao derrotar o surfista local da cidade do extremo sul do Rio Grande do Norte, Italo Ferreira, uma das novidades do Brasil na elite mundial do WCT em 2015. Depois, Deivid confirmou o título no Chicama Classic Pro Junior no Peru, vencido pelo peruano Lucca Mesinas Novaro.
Campeões Longboard / Foto Renato Moreno
Já na categoria feminina, a peruana Miluska Tello liderou o ranking desde a sua vitória na etapa que abriu o ASP South America Pro Junior Series 2014 em San Bartolo. Ela também venceu a outra prova peruana em Chicama para sacramentar o título de melhor surfista da categoria para surfistas profissionais com até 20 anos de idade. Miluska Tello tinha sido vice-campeã sul-americana na única prova do ano passado, mas vingou essa derrota na decisão contra a mesma Melanie Giunta que lhe venceu em Lobitos, também no Peru.

Por João Carvalho

O fenômeno Medina!


Fonte Rip Curl

Bruno na liderança da Copa Brasil de Vela

Num dia de bons ventos na Baía de Guanabara o velejador Bruno Fontes teve um dia ainda melhor do que a estreia e passou a liderar a Copa Brasil de Vela com 12 pontos perdidos, um a frente de Robert Scheidt e doze a frente de Jean Baptiste Bernaz (França) e Rutger Van Schaardenburg (HOL). “O vento melhorou e eu consegui velejar muito bem no segundo dia. Apesar de não ter largado da maneira que queria acertei alguns pontos na parte técnica. Mesmo assim, não estamos nem na metade da competição e todos seguem com chances. As disputas estão abertas e o principal é manter a regularidade”, afirma Bruno que na quarta feira (17) conquistou um 1º, um 3º e um 4º lugar.
Com cinco opções de raias nas disputas, a Copa Brasil de Vela é disputada no mesmo local das Olimpíadas de 2016, sendo três delas dento da Baía de Guanabara e as demais do lado de fora. Desta forma, a comissão de regatas pode optar em qual delas cada classe compete durante os dias de evento e na quarta-feira a Laser Standard, na qual Bruno Fontes compete, foram realizadas na Praia de Copacabana.

Por se tratar de um evento que ocorre no mesmo local das Olimpíadas de 2016, os estrangeiros comparecem em peso, elevando ainda mais o nível do campeonato. “A briga na liderança está muito boa e será assim até o fim. Eu e o Robert estamos próximos, mas ainda tem o holandês e o francês. Todo cuidado é pouco em uma competição desse nível. Eu fiz uma das melhores preparações do ano e meu objetivo é conquistar um grande resultado aqui, mas para que isso ocorra eu preciso estar concentrado e sempre velejando entre os líderes”, encerra.

Classificação após seis regatas e um descarte
1. Bruno Fontes (BRA) – 12 pp
2. Robert Scheidt (BRA) - 13 pp
3. Jean Baptiste Bernaz (FRA) - 24 pp
4. Rutger Van Schaardenburg (HOL) - 24 pp
5. Elliot Hanson (GBR) - 26 pp
6. Francesco Marrai (ITA) - 32 pp
7. Giovanni Coccoluto (ITA) - 33 pp
8. Christopher Barnard (EUA) - 34 pp
9. Charlie Buckingham (EUA) - 34 pp
10. Lorenzo Chiavarini (GBR) - 38 pp

Por Danilo Caboclo / Foto Fred Hoffmann/CBVela

ASS agora é entidade de utilidade pública

Os surfistas de Santos nunca mais esquecerão o dia 16 de dezembro de 2014. Data que ficará marcada como simbolo de um grande avanço ao surf de Santos. Foi o dia em que o prefeito Paulo Alexandre Barbosa sancionou a lei 3079/2014, que transformou a Associação Santos de Surf (ASS) como entidade de utilidade pública. A partir de agora, a ASS passa a ter maior representatividade e responsabilidade perante a sociedade e ao Poder Público, em relação à promoção da educação, esporte e cultura.
Prefeito assina com Sadão Nakai e Roberto Santini / Foto Fabio Maradei
O prefeito destacou a importância e tradição que o surf tem na Cidade e o seu fortalecimento com essa nova fase da ASS. “O surf faz parte da história de Santos. A Associação Santos Surf, que já faz um trabalho extremamente importante, agora passa a ter mais condições de realizar o seu trabalho, os eventos e terá todo o apoio do Poder Público para que os projetos possam se consolidar e o esporte seja cada vez mais valorizado na nossa Cidade”, disse.

No encontro ligado ao surf, o nome de Gabriel Medina não poderia deixar de ser destaque e todos na mesa demonstraram confiança na conquista do primeiro título mundial profissional por um brasileiro. “Ele é resultado de tudo que foi construído nos últimos anos, desde que o surf era marginalizado e conseguiu se estruturar. Toda a comunidade se sente vitoriosa. Está lá por mérito e talento dele, mas todos se sentem vitoriosos”, comentou Santini. “Agora, a ASS como entidade de utilidade pública é mais um passo para esse crescimento, para a valorização da modalidade, de inclusão social”, acrescentou Santini. Ainda nessa área, o prefeito anunciou que o projeto para o novo Museu do Surf deve estar pronto ainda no primeiro semestre de 2015, com autoria do arquiteto Ruy Ohtake. “É um equipamento que a Cidade tinha e vamos recuperar. Isso vai fortalecer ainda mais o surf”, falou.

O presidente da ASS agradeceu, também, o apoio da Secretaria de Esportes, representada pelo secretario adjunto Gelásio Fernandes e o coordenador de atividades, Luke Franco, principalmente na realização do Circuito Santos Surf, que inovou este ano, sendo exclusivo para santistas e com inscrições gratuitas. O evento, realizado em parceria com a Prefeitura, teve patrocínio da Sthill, com o objetivo claro de revelar e fomentar novos valores da Cidade nas ondas. “Os resultados apareceram. Santos ficou entre as quatro melhores cidades no Paulista, tivemos o campeão estadual petit (Yuri Beltrão) e o terceiro melhor da estreante (Vinicius Parra). Isso já foi um grande presente e temos muito a crescer. Agora, com mais responsabilidade”, argumentou Fábio Kodama, lembrando que a atual diretoria foi empossada este ano.

Fonte FMA Notícias

Paulistas dominam o Rip Curl Grom Search

O Rip Curl Grom Search foi criado em 1998 na Austrália e a 1ª edição foi disputada na praia de JunJac. O evento vem ganhando força a cada ano e já conta com disputas nos Estados Unidos, África do Sul, Indonésia, Nova Zelândia e Europa. O Brasil começou a realizar o evento em 2000 e já reuniu mais de 2,5 mil surfistas por toda a costa. Em ação, quatro categorias: a mirim e a feminina, para atletas com até 16 anos e valendo as vagas ao Rip Curl Grom Search International; a iniciante (no máximo 14 anos); e a grommet (limite de 12 anos).
Samuel Pupo
Desde 2004, o evento ganhou status de Circuito (antes eram feitas etapas isoladas). Em 11 anos de disputas, os paulistas levaram 25 dos 44 títulos, criando uma hegemonia na grommet, só quebrada em 2013, mas recuperada no início deste ano. O maior vencedor é Filipe Toledo, de Ubatuba, filho do bicampeão brasileiro pro, Ricardo Toledo, e integrante no WCT, com cinco títulos em três categorias. Ele faturou dois canecos entre os mais novos, outros dois na iniciante e fechou sua excelente participação comemorando mais uma conquista na mirim. O mais novo fenômeno da modalidade, Samuel Pupo vem chegando perto e aos 14 anos já soma quatro conquistas, uma na grommet, duas na iniciante e outra na mirim, as duas últimas no início de 2014.

Na edição inicial do novo formato os campeões foram o catarinense Giancarlo Zampieri, na mirim; o paranaense Rafael Teixeira, na iniciante; o paulista Nathan Brandi, na grommet; e outro destaque do Paraná, Bruna Schmitz, na feminina. No ano seguinte, Bruninha repetiu a dose entre as meninas e nas três categorias masculinas os títulos ficaram com paulistas. Wesley Moraes faturou a mirim, Miguel Pupo a iniciante e Sidney Guimarães a grommet.
Em 2006, o paranaense Peterson Crisanto, o Urso, fez bonito levando a mirim e a iniciante de uma só vez. A paraibana Diana Cristina, uma das maiores revelações da categoria, comemorou entre as meninas, e Filipe Toledo iniciou a sequência de títulos com 100% de aproveitamento na grommet. O circuito de 2007 teve Filipinho faturando o bicampeonato entre os mais novos. Na mirim, o campeão foi o também paulista Miguel Pupo, filho de outro grande nome do surf nacional, Wagner Pupo. Na feminina, a catarinense Gabriela Leite foi imbatível, enquanto que na iniciante, mais um paulista ergueu a taça. Jessé Mendes ficou com o título no desempate contra Gabriel Medina.

O paranaense Victor Valentim foi campeão mirim de 2008, numa disputa acirrada contra o paulista Nathan Brandi. Na feminina, quem levou a melhor foi a paulista Juliana Meneghel, também numa decisão emocionante contra Kaena Brandi (irmã de Nathan). Filipe Toledo festejou pelo terceiro ano seguido no Rip Curl Grom Search, desta vez na iniciante, enquanto que na grommet, mais um título para São Paulo, com Edgard Groggia. No ano seguinte, o paulista Gabriel Medina, fenômeno do surf mundial e integrante da equipe Rip Curl, foi o melhor na mirim. Isabela Lima, do Rio de Janeiro, levou a feminina, com Filipinho Toledo em mais um titulo na iniciante e o paulista, Victor Bernardo, o número 1 da grommet.
Kayane Reis/RJ
O campeonato de 2010 teve domínio total dos paulistas. Deivid Silva faturou a mirim; Vitória Pereira, a feminina; Igor Morais, a iniciantes; e Vitor Mendes, a grommet. Em 2011, mais títulos dos atletas de São Paulo e novamente Filipe Toledo no lugar mais alto do pódio, desta vez na mirim, numa demonstração de superação, por competir lesionado. Entre as meninas, novo título para as cariocas, com Carol Fernandes. Igor Morais garantiu o bicampeonato na iniciante e Samuel Pupo, irmão de Miguel Pupo, foi o melhor da grommet, no desempate com o carioca João Vitor Chumbinho. Em 2012, apenas Samuel Pupo garantiu o primeiro lugar aos paulistas, com o bi da grommet. Lucas Silveira e Karol Ribeiro fizeram dobradinha do Rio de Janeiro na mirim e feminina, enquanto que o catarinense Gustavo Ribeiro ganhou na iniciante.

2013 foi a vez de Santa Catarina dominar, com os três títulos masculinos, com Matheus Herdy levando na grommet e na iniciante e Gustavo Ramos na mirim. A superioridade foi tamanha que os atletas daquele estado também ficaram com os vices. Ian Tavares foi o segundo na mirim, enquanto que Lucas Vicente, a exemplo de Matheus Herdy, chegou nos outros dois pódios, terminando com o mesmo número de pontos do campeão na iniciante. Entre as meninas, mais uma conquista para o Rio de Janeiro, agora com Kayane Reis. No último circuito, no início deste ano, Samuel Pupo, de São Sebastião/SP, foi o dono da festa, levando os títulos da mirim e da iniciante. Kayane Reis, de Saquarema/RJ, sagrou-se bicampeã feminina, enquanto que Eduardo Motta, de Guarujá/SP, faturou a grommets. Samuca e Kayane representarão o Brasil na final internacional, agora em 2015. Para saber mais sobre o evento, acesse www.ripcurl.com.br.

Por Fábio Maradei

SC abre a temporada do Rip Curl Grom Search 2015

Os surfistas da nova geração do surf brasileiro já têm data para o primeiro evento importante de 2015. Nos dias 7 e 8 de fevereiro, a Praia da Ferrugem, em Garopaba/SC, recebe a abertura do Rip Curl Grom Search, destinado a competidores com até 16 anos de idade e classifica os campeões das categorias mirim e feminina para grande final internacional, em algum lugar do Mundo, reunindo atletas dos Estados Unidos, Austrália, África do Sul, Indonésia, Nova Zelândia e Europa.
Os brasileiros tops do Circuito Mundial de Surf Profissional, entre eles o líder Gabriel Medina, e também Adriano de Souza, Alejo Muniz, Filipe Toledo, Miguel Pupo, além do sul-africano Jordy Smith e a havaiana Alana Blanchard, entre muitos outros, iniciaram suas carreiras no Rip Curl Grom Search. Medina, inclusive, é o único brasileiro campeão da final internacional, realizada em 2010, na Austrália.

Em sua 16ª edição consecutiva no Brasil, o campeonato terá duas etapas, tradicionalmente realizadas no verão, com a final exatamente um mês depois, nos dias 7 e 8 de março, na praia do Tombo, em Guarujá/SP. Com o slogan “Muito mais do que um campeonato de surf”, a competição, homologada pela Confederação Brasileira de Surf, conta com vários atrativos além das ondas, com muita diversão e conscientização socioambiental durante um final de semana inteiro.

Segundo Fernando Gonzalez, do marketing da Rip Curl no Brasil, o evento segue com os objetivos e valores, para revelar e formar novos talentos, garantindo alto nível técnico, sem deixar nunca de lado o espírito de camaradagem e de confraternização entre todos.
“O Circuito tem um ambiente competitivo, mas também a proposta de revelar novos talentos, aliado ao espírito de amizade, diversão”, comenta. “Queremos continuar proporcionando um ambiente que reflita o slogan Muito mais do que um campeonato de surf, com um grupo de parceiros que estejam alinhados com a visão do evento”, acrescenta Fernando Gonzalez. Para saber mais sobre o evento, acesse www.ripcurl.com.br.

Ranking Final de 2014

Mirim (Até 16 anos)
1 Samuel Pupo/SP - 1900
2 Weslley Dantas/SP – 1.729
3 Douglas Silva/PE – 1.710
4 Theo Fresia/RJ – 1.431
Feminina (Até 16 anos)
1 Kayane Reis/RJ – 1.900
2 Açucena Vaz/SP – 1.629
3 Luara Thompson/RJ – 1.620
4 Karol Ribeiro/RJ – 1.556
Iniciante (Até 14 anos)
1 Samuel Pupo/SP – 2.000
2 Kauê Germano/SP – 1.556
2 Pedro Dib/SP – 1.466
4 Leonardo Barcelos/SC – 1.385
4 Vinicius Barcelos/SC – 1.385
Grommet (Até 12 anos)
1 Eduardo Motta/SP – 2.000
2 Vinicius Parra/SP – 1.556
3 Wallace Vasco/SC – 1.466
3 Kauê Germano/SP – 1.466

Por Fábio Maradei

21 de dezembro de 2014

Escola de surf abre temporada em Bertioga

A Nicoboco Surf School abriu sua temporada de férias. Interessados em aprender a deslizar sobre as ondas têm até o Carnaval para se inscrever em dois endereços. Há uma base montada em frente ao Condomínio Hanga Roa, localizado na Rodovia Rio-Santos, Km 216, Vista Linda, e outra na Riviera de São Lourenço, Módulo 6, ambas em Bertioga, litoral norte de São Paulo.
Administrada pelos irmãos freesurfers Luis e Felipe Magalhães, as aulas acontecem todos os dias da semana, das 9 às 18 horas. “A função da escola é criar cidadãos através do surf. Aqui ensinamos o respeito à natureza e ao próximo", afirma Luis que atende alunos a partir dos 4 anos de idade.

Além de aprenderem os fundamentos do surf, os participantes terão à disposição um table board, para melhorar o equilíbrio fora d’água, além de aulas de pilates, slacklining (corda bamba) e Stand UP Paddle. O preço varia de acordo com o pacote escolhido pelo aluno. A aula avulsa sai por R$ 60 e é uma ótima alternativa para visitantes que estejam passando um dia na cidade. Mais informações pelo telefone (13) 99723-5019

Por Marcos André e Araújo

20 de dezembro de 2014

Medina conquista o último título mundial do WCT

O título mundial de Gabriel Medina foi o último da história da Association of Surfing Professionals (ASP), entidade que em 1983 substituiu a International Professional Surfers (IPS) que organizou o circuito desde o seu início em 1976 até 1982. A partir de 2015, a ASP muda de nome para World Surf League com a sigla WSL. O primeiro campeão do Brasil agora pode inaugurar uma nova Era e já marcou isso sendo o primeiro surfista a conquistar o título com 20 anos de idade desde Kelly Slater em 1992, quando Medina ainda não tinha nem nascido, pois só veio ao mundo em 22 de dezembro do ano seguinte.
O último título é do Medina / Foto Kirstin Scholtz / ASP
O Billabong Pipe Masters também definiu a relação final dos top-34 que vão disputar o primeiro título mundial da World Surf League no ano que vem. No entanto, ninguém conseguiu ingressar no grupo dos 22 primeiros colocados no ranking que são mantidos na elite. Quem mais carregou a esperança de conseguir isso foi o brasileiro Alejo Muniz, no entanto ele necessitava da vitória no Havaí para permanecer no WCT. Ele até se destacou ao derrotar o onze vezes campeão mundial Kelly Slater e o tricampeão Mick Fanning surfando ótimos tubos no Backdoor, mas parou no australiano Adrian Buchan nas quartas de final e terminou em 26.o lugar no ranking final do Samsung Galaxy ASP World Championship Tour 2014.

Além de Alejo Muniz, quem também ficou de fora do grupo que vai disputar o título mundial no ano que vem foi o carioca Raoni Monteiro. Mas, o número de sete brasileiros que disputou o último WCT da ASP será o mesmo no primeiro circuito da World Surf League, com o paulista Wiggolly Dantas e o potiguar Italo Ferreira sendo as duas novidades classificadas pelo G-10 do Qualification Series para substituí-los na seleção verde-amarela de 2015. Eles serão os reforços na equipe comandada pelo novo campeão mundial Gabriel Medina, os também paulistas Adriano de Souza, Filipe Toledo e Miguel Pupo e o potiguar Jadson André.

O inédito título de Gabriel Medina no WCT consagrou uma temporada verde-amarela no Circuito Mundial deste ano. O também paulista Filipe Toledo foi o número 1 do ASP Qualification Series e a cearense Silvana Lima confirmou o seu retorno a elite das top-16 do WCT também em primeiro lugar neste mesmo ranking da categoria feminina. O Brasil ainda ficou muito próximo de conquistar mais dois títulos mundiais em 2014, com o carioca Phil Rajzman no Longboard e o paulista Deivid Silva no Pro Junior. Ambos foram vice-campeões nas finais contra o australiano Harley Ingleby e o português Vasco Ribeiro, respectivamente. Nos pranchões, a carioca Chloe Calmon também conseguiu um feito inédito para o Brasil com o terceiro lugar conquistado nas semifinais do Mundial de Longboard na China.

Por João Carvalho  

Gabriel Medina conquista o 1º título mundial do Brasil

Gabriel Medina é o novo campeão mundial da ASP World Championship Tour, conquistando no Havaí o primeiro título do Brasil nos 38 anos da história do circuito iniciado em 1976. Com apenas 20 anos de idade, o novo fenômeno do esporte recebeu a troféu de melhor surfista do mundo do tricampeão Mick Fanning, 33, depois de uma final eletrizante do Billabong Pipe Masters em memória a Andy Irons, com outro representante da nova geração, Julian Wilson, 26. Medina liderava com uma nota 10 num tubaço fantástico no Backdoor, mas no último minuto o australiano também surfou um sensacional para virar o placar para incríveis 19,63 a 19,20 pontos e ganhar a coroa de Pipe Master, além do caneco de campeão da Tríplice Coroa Havaiana.
Gabriel Medina (BR) / Foto Kirstin Scholtz / ASP
No entanto, isto não diminuiu a festa brasileira nas areias do templo sagrado do esporte, com a multidão carregando Medina nos ombros até o pódio. Para não depender dos resultados dos seus dois únicos concorrentes ao título, ele precisava ser finalista do Billabong Pipe Masters em memória a Andy Irons e atingiu a meta. Na sexta-feira de tubos de 6-8 pés tanto nas esquerdas de Pipeline como nas direitas do Backdoor, Gabriel Medina já tirou Kelly Slater da briga quando derrotou o havaiano Dusty Payne, que liderava o ranking da Tríplice Coroa Havaiana. Mick Fanning ainda continuou no páreo ao superar o francês Jeremy Flores com um tubo surfado no minuto final, mas Slater acabou eliminado em 13.o lugar na terceira fase também nos últimos segundos por um tubaço do brasileiro Alejo Muniz. E foi o catarinense que acabou confirmando o título mundial para Gabriel Medina ao barrar o seu outro concorrente, Mick Fanning, na repescagem para as quartas de final.

"Este é o dia mais feliz da minha vida. É incrível que a gente tem um sonho e hoje se tornou realidade, então não estou mais sonhando, é verdade, mas ainda nem consigo acreditar", disse Gabriel Medina. "Sei que este não era um sonho só meu, mas da minha família também e de todos os brasileiros. Muitos caras tentaram, o Fábio Gouveia e o Teco Padaratz que abriram as portas do circuito mundial para nós, o Adriano de Souza, mas não sei porque que Deus me escolheu para conseguir isso e só tenho que agradecer a Ele e a todos que torceram por mim, que sei que são muitos. Eu amo surfar e se não tivesse dinheiro em jogo eu iria surfar porque amo fazer isso e este título não é só meu, é para todos nós brasileiros".
Medina em Pipeline / Foto Kirstin Scholtz / ASP
Com a passagem de Medina para a quarta fase, o australiano Mick Fanning já precisava da vitória no Pipe Masters para impedir o primeiro título do Brasil na história do WCT, mas perdeu para Alejo Muniz e terminou em nono lugar como vice-campeão mundial de 2014. Medina já estava na água disputando a quarta de final verde-amarela com o também paulista Filipe Toledo quando ouviu o anúncio e saiu para festejar o título, mas voltou ao mar e ainda venceu a bateria. Depois passou por Josh Kerr para se tornar o segundo brasileiro a ser finalista em Pipeline, repetindo o feito do carioca Pepê Lopes no primeiro ano do Circuito Mundial, que ficou em sexto lugar naquela final de 1976 composta por seis competidores.

A decisão foi emocionante do início ao fim. Começou com Julian Wilson saindo de um tubo incrível no Backdoor que recebeu nota máxima de dois dos cinco juízes, com a média ficando em 9,93. Mas, Medina logo deu o troco em outro tubaço ainda mais fantástico, sumindo na cortina d´água e reaparecendo com o spray já com os braços para cima para ganhar nota 10 unânime. Depois pegou um nas esquerdas de Pipeline que valeu nota 8 e liderou toda a bateria, até a série que entrou no último minuto. O australiano achou outro tubão nas direitas do Backdoor e saiu em pé vibrando com a onda que poderia lhe dar a vitória, mas Medina também pegou uma bomba nas esquerdas de Pipeline, sumiu lá dentro e surgiu depois da baforada do spray também festejando com os punhos cerrados para a vibração da praia.
Campeão mundial de surf de 2014, Gabriel Medina / Foto Kelly Cestari / ASP
Os dois saíram do mar sem saber das notas, mas certos de que seriam altas. A primeira a ser divulgada foi a 9,70 de Julian Wilson que já superava os 18,00 pontos de Medina, que ficou precisando de 9,63 pontos para confirmar a primeira vitória brasileira no Pipe Masters. Ele já era carregado pelos ombros da torcida quando saiu a nota 9,20, mas a derrota não diminuiu a festa verde-amarela nas areias de Pipeline. Se vencesse, Gabriel Medina seria o primeiro surfista da história a ganhar as etapas nas esquerdas mais desafiadoras do Circuito Mundial, pois neste ano já havia faturado o título nas ilhas Fiji e também nos temidos tubos de Teahupoo, no Taiti. Ainda assim, conquistou o melhor resultado de um brasileiro no templo sagrado do esporte na ilha de Oahu, com o vice-campeonato no Billabong Pipe Masters.

"Foi um ano incrível. Eu já nem consegui acreditar que tinha vencido em Snapper Rocks (na Gold Coast, Austrália), nem quando ganhei em Fiji e depois em Teahupoo numa final contra o Slater. Mas, eu queria vencer aqui em Pipeline também, só que o Julian (Wilson) me tirou o título ali no final, mas tudo bem, estou muito feliz do mesmo jeito porque o sonho já estava realizado, que era ser campeão mundial", disse Gabriel Medina. "Eu me sinto muito honrado de estar aqui, eu amo surfar Pipeline e Backdoor e poder fazer isso com os melhores surfistas do mundo é indescritível, ainda mais disputando um título mundial contra caras como o (Kelly) Slater e o Mick (Fanning), que sempre foram uma inspiração para mim desde quando eu era um garoto e nem sonhava estar aqui".

Por João Carvalho

O primeiro a gente nunca esquece

O título mundial de Medina aponta para um horizonte de mudanças bastante positivas ao surf brasileiro. A cadeia produtiva do surf nacional vai aumentar cada vez mais, isso se dará devido a uma maior aproximação da grande mídia, que atrairá mais simpatizantes e novos adeptos. A economia vai crescer, e a indústria surf se auto sustentará. Aliás, assim tem sido a tônica entre os empresários, que faturam grandes cifras e empregam muitas pessoas como vendedores, representantes, costureiras etc, além, de anunciarem nas mídias diversas, fomentando o lucro às agências de publicidade, fotógrafos, cinegrafistas, jornalistas, webdesigners e até mesmo em campeonatos, quando beneficiam as entidades ao contratarem seus árbitros e comissão técnica.
Daniks em Jaws - Havaí
Ufa, você deve ter pensado, e não é que o surf gera toda uma riqueza interna mesmo! Verdade! Isso é bom e vai crescer, mas nada vai muito adiante se os surfistas profissionais continuarem sem patrocínios, e com cada vez mais menos eventos e menos premiações a serem disputados.
A verdade real é que os surfistas profissionais, que são as estrelas de tudo isso, sequer são reconhecidos como profissionais pelo governo, passamos toda uma juventude competindo, passando riscos, muitas vezes se auto custeando, e não podemos nos aposentar como surfistas profissionais.

O surf na vida de um atleta é passageiro, é rápido, precisamos de aposentadoria precoce, pois é atividade de risco e ligada ao exercício físico. Com a vitória do Gabriel Medina, acredito nesta mobilização e vejo um futuro de aposentadoria ao reconhecerem o surf como um esporte de status profissional. Além disso, visualizo um horizonte de muitas empresas querendo investir em publicidade com imagens de surf (ondas quebrando, pranchas em tetos de carros, etc) e surfistas. Hoje em dia, isso já é frequente, mas vai aumentar e o atleta não vê a cor do dinheiro que deveria lhe remunerar por isso.

Portanto, acredito que esteja próximo o dia em que tudo será organizado ao ponto do atleta ter um piso salarial mínimo, com direito a uma aposentadoria precoce, com todas as suas vantagens trabalhistas, e que o uso indevido de imagens ligadas aos surfistas e tudo que direcione a exploração da categoria tenha um peso de indenização que satisfaça aqueles que acreditam no esporte e fazem dele o seu meio de vida. No mais, Parabéns e obrigado Gabriel!

Daniks Fischer - ex-surfista profissional/ big rider - colunista InnerSport

Uma aventura prol da cura

A Protrek, marca de relógios da japonesa Casio, irá apoiar oito remadores que tem como objetivo cruzar o Oceano Atlântico, bater recordes Guinness e ainda ajudar na pesquisa da cura do câncer. É o projeto RemaCaê. A equipe, que treinou muito na Inglaterra, partiu para as Ilhas Canárias no dia 17 de janeiro . O desafio tem que ser concluído em menos de 31 dias e 5 horas. “O time está fechado e é bem forte, estamos muito animados”, conta Caetano Penna Franco Altafin Rodrigues da Cunha, o Caê, que integra o grupo.
Esta não é a primeira vez que a Protrek embarca em uma empreitada com jovens promissores, que buscam transformações por meio do esporte. Em 2013, a marca apoiou a médica e aventureira Karina Oliani e viu ela se transformar na mulher brasileira mais jovem a chegar ao topo do Everest, no dia 17 de maio às 7h38 (horário de Nepal). “Para nós é muito gratificante poder participar de alguma maneira destas iniciativas, que divulgam o esporte como fator de mudança e inspiram muitas pessoas”, afirma Patrícia Bacan, gerente de marketing de relógios da Casio.

É por meio de financiamento coletivo que o projeto RemaCaê pretende ajudar o o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into) na pesquisa da cura do osteosarcoma, espécie de tumor maligno dos ossos. Segundo Caê, a inspiração nasceu ao ver a luta de crianças e adolescentes pela vida após terem recebido este diagnóstico.
Além da preparação para iniciar a travessia, o grupo também conta histórias destas pessoas em um blog. “Vamos mostrar o que vivem estes bravos navegantes e suas lições de amor à vida e ao próximo, como forma de divulgação dessa causa tão importante que nos inspirou a atravessar um oceano”, explica o remador, que também é advogado e empreendedor.

Por Ana Coelho

19 de dezembro de 2014

Bruno Fontes avança na Medal Race em segundo

Na sexta-feira (19) o velejador Bruno Fontes retornou a Baía de Guanabara para o encerramento da fase de classificação da Copa Brasil de Vela. Como vem acontecendo durante a semana toda, Fontes teve um ótimo desempenho passando a Medal Race em segundo lugar. Para chegar a disputa de medalha, Bruno Fontes conquistou um 2º e 7º lugares nas duas regatas dessa sexta-feira. Com 31 pontos perdidos, Bruno está apenas sete atrás de Robert Scheidt, líder com 24 pontos perdidos. “Mais um dia de boas velejadas. A primeira parte está concluída e agora é a decisão. Será uma regata curta e para vencer é preciso arriscar. Vou fazer o que tenho feito durante toda a semana. Estou focado e decidido em buscar um grande resultado aqui”, disse Bruno Fontes.
As duas regatas que definiram os dez melhores que seguiram para a Medal Race aconteceram na raia do Pão de Açúcar com ventos médios. “A primeira regata do dia foi uma das mais disputadas da minha vida. Definimos no photo finish. A segunda eu consegui largar muito bem, mas no fim acabei perdendo um pouco de contato com os líderes”, disse. Neste sábado, apenas uma regata acontece e Bruno já tem a medalha de bronze garantida. No entanto, o desejo do velejador é ainda maior. “Amanhã (sábado) é ir para o tudo ou nada. Quero muito esse resultado e seja o que Deus quiser. Farei o meu melhor”, enfatiza Bruno, que precisa chegar quatro posições a frente de Robert.

A Medal Race tem pontuação dobrada e não pode ser descartada, sendo assim, Bruno precisa tirar os sete pontos. “Não será fácil, mas não posso pensar nisso agora. O primeiro passo é fazer uma boa regata e tentar vencer e depois ver o que acontece”, encerra.

Classificação após dez regatas e um descarte
1. Robert Scheidt (BRA) – 24 pp
2. Bruno Fontes (BRA) – 31 pp
3. Rutger Van Schaardenburg (HOL) – 36 pp
4. Jean Baptiste Bernaz (FRA) – 52 pp
5. Charlie Buckingham (EUA) – 55 pp
6. Elliot Hanson (GBR) – 59 pp
7. Christopher Barnard (EUA) – 72 pp
8. Francesco Marrai (ITA) – 76 pp
9. Lorenzo Chiavarini (GBR) – 79 pp
10. Gustavo Lima (POR) – 90 pp

Por Danilo Caboclo / Foto Fred Hoffmann/CBVela

18 de dezembro de 2014

Medina contra Dusty Payne: a hora está chegando!

Com a expectativa do evento retomar entre hoje e amanhã em Pipeline, os diferentes cenários começam a se traçar na corrida pelo título mundial. No entanto, parece ser consensual: se Gabriel Medina vencer a sua bateria contra o havaiano Dusty Payne, dá um passo fundamental no caminho para o título - desde logo porque se vencer, Kelly Slater fica já fora da corrida. E mais do que isso, se Fanning perder e Medina ganhar, o surfista de Maresias é campeão.
Divulgação ASP
Vencer Dusty Payne não será uma tarefa fácil por vários motivos. Assim que o swell entrar, previsivelmente de Norte nos próximos dias, é provável que Backdoor passe a ser o pico mais usado, e isso tem as suas implicações. No caso de Medina significa que terá de surfar em backside (é uma direita, e o surfista é goofy). Os registos históricos mostram que nunca houve um campeão do Pipe Masters que surfou de backside, em Backdoor. Além disso, há a performance que Dusty Payne vem apresentando, que ao fim de dois eventos deu uma volta brutal em cima dos adversários que já se davam como ganhos. D-Payne chega a este confronto com a moral elevadíssima, líder da Triplíce Coroa e mostrar um surf temível em Pipe. Será que vai estar mais relaxado e menos intenso por já ter assegurado uma vaga no WCT do próximo ano? Ou será que vai entrar com tudo para garantir a vitória? Veremos.

Adriano de Souza partilhou o seu ponto de vista sobre este heat nas redes sociais. “Ele terá uma disputa muito dura com o Dusty Payne, e caso consiga passar, eu consigo vê-lo mais tranquilo (pq sei que ele ganhará moral) nas quartas de finais. Com isso ele eliminaria um grande concorrente que seria o Kelly, pois esse não teria mais chances de ser campeão. E chegando as quartas, o Mick teria que ser campeão da etapa, que com certeza tem chances pq ele é fera, porém Pipeline é sempre uma competição muito difícil e com muitos concorrentes de alto nível”.
Parte da pressão para Medina será também o fato de ser o primeiro dos três a competir, mas se vencer, essa pressão passará a dobrar para Fanning e Slater. O australiano também não terá tarefa fácil frente ao francês Jeremy Flores, mais do que capaz de brilhar num palco como Pipe ou Backdoor. Slater, por sua vez, vai enfrentar o compatriota de Gabriel, Alejo Muniz, e é o claro favorito no que parece - em teoria - o heat mais acessível dos três candidatos. Nada garantido, Alejo mostrou na primeira etapa que sabe encontrar tubos em Backdoor, e arrancou um 9.17 na bateria que venceu frente a Filipe Toledo e Nat Young - e precisa de atingir pelo menos as quartas de final para se manter no WCT do próximo ano. Kelly Slater tem tido algum azar em momentos chave, será que aquela bateria da etapa 2 em que Kelly deu espetáculo em condições extremas serviu para mudar o rumo da fortuna?

Aguardemos - ansiosamente - o recomeço da competição em Pipeline, para ver quem será o próximo campeão do mundo! A partir das 17h30 não percas a chamada no North Shore.

Fonte SurfTotal

Pupo assina a loja da Rip Curl no litoral norte de SP

Assim como aconteceu com o fenômeno Gabriel Medina, na praia de Maresias, a Rip Curl acaba de abrir mais uma loja, agora com ‘assinatura’ da revelação Samuel Pupo. Instalada em frente à praia de Boiçucanga, também em São Sebastião, tem no comando a família Pupo, e atuará só com produtos da marca e as pranchas OHP surfboards. “A nossa parceria com a Rip Curl tem sido assim. Uma empresa que apoia o atleta e respeita a família. E assim, nos sentimos parte da família Rip Curl”, comenta Wagner Pupo, ex-surfista profissional, pai de Samuel Pupo e também do top do WCT, Miguel Pupo. “A união faz a força e Ohana Pupo e Ohana Rip Curl juntos montamos uma verdadeira surf shop do Litoral norte de São Paulo”, destaca Jeane Pupo. “Quando surgiu a ideia, não pensamos duas vezes, arregaçamos as mangas e começamos a trabalhar, com todo o apoio da equipe Rip Curl”, acrescenta Jeane.
A loja foi inaugurada no último dia 12, com um coquetel, sob a responsabilidade da chef Dutra e Michele, da Salamandra Eventos. “Foram dois meses corridos, mas valeu a pena”, complementa Jeane Pupo, lembrando que sua outra filha e também surfista, atual campeã brasileira universitária, Dominik Pupo, gerenciará o local. “Inclusive as encomendas da OHP serão feitas na loja e o diferencial é que a loja foi montada para receber os surfistas e simpatizantes do esporte”, ressalta Dominik. Para o CEO da Rip Curl, Felipe Silveira, essa nova parceria retrata bem a aproximação da marca com seus atletas. “Já temos esse vínculo com o atleta e agora estamos estendendo esta parceria à família Pupo, através da loja, que tem identidade total com o surf”, diz.

Aos 14 anos, Samuel Pupo, o Samuca, é o mais novo talento do surf brasileiro. Tem nada menos que sete títulos paulistas e este ano garantiu o caneco do Rip Curl Grom Search tanto da categoria iniciante, quanto da mirim, assegurando vaga na final internacional do evento em 2015. “É muito legal ter todo esse apoio do patrocinador. Saber que ele acredita no meu potencial”, fala Samuca.
A Ohana Pupo fica na Rua Itabira, 21, loja 7, esquina com a Rua Walkir Vergani, em Boiçucanga. Contatos pelo telefone (12) 38652881 e pelo e-mail ripcurlsamuelpupo@gmail.com.

Por Fábio Maradei / Fotos Divulgação

17 de dezembro de 2014

Pedrinha vence na categoria Open, em Torres

O surfista Josias Pedrinha sagrou-se campeão Open do Iesa Renault válido como penúltima etapa do Circuito Gaúcho Amador. A competição foi realizada na Prainha, em Torres (RS) durante os dias 11, 12, 13 e 14 de dezembro, junto da última etapa do Brasileiro de Surf Profissional, vencida por David do Carmo, seguido por Ítalo Ferreira, Thiago Guimarães e Odirlei Coutinho. Na categoria Open, Josias Pedrinha conquistou o topo do pódio ao derrotar Gustavo Ribeiro que somou apenas 11,25 pontos em suas duas melhores ondas, enquanto o terceiro colocado Ki Fornari atingiu 8,90 pontos, e Felipe Kita Martins ficou em quarto com 2,25 pontos. Pedrinha somou ao todo 15,50 pontos na final.
Josias Pedrinha é o grande campeão do Iesa Renault Actor de Surf 2014
“Estou feliz pela vitória e pelos resultados ao longo destes anos. Vim para Torres em busca de um bom resultado na categoria Profissional, mas sem deixar de lado a categoria Open Amadora. Graças a Deus deu tudo certo e consegui o título da categoria Open, e agora vou investir na minha carreira profissional. Vinha treinando e buscando meu espaço, quero competir em pelo menos seis WQS em 2015, mas para isso preciso correr atrás de patrocínio, sei do meu potencial e quero mostrar a todos o que sou capaz. Trabalho de forma séria e com muita humildade para atingir os meus objetivos e sei que vou conseguir. Agradeço ProSide, FR Surfboards, WebSul, Natural Fit, Restaurante do Cláudio e a ASTRI”, finalizou Pedrinha.

Entre as meninas a campeã foi Brenda Rodrigues, que conseguiu 9,25 pontos, seguida por Gabriela Prado (6,65), Eduarda Giordani (3,00) e Yasmin Dias (1,60). O melhor Iniciante foi Gustavo Borges com 10,05 pontos, seguido por Mathes Pereira (6,55), Kaique Garcia (4,05) e Pedro Sturza (1,95). Na Júnior Pedro Mendes levou a melhor ao somar 12,75 pontos. O segundo colocado foi Anderson Júnior (9,75), seguido por Nathan Kawani (8,45), e Vitor Leffa (6,05).
O melhor na Longboard foi Jairo Lumertz com 10,25 pontos, enquanto Fabio Machado somou 6,65 ocupando a segunda colocação, seguido por Cristiano Figo (6,40) e Claudio Touguinha (4,65). Ki Fornari foi campeão da categoria Master com 13,40 pontos. O vice campeão foi Jairo Lumertz com 8,40 pontos, seguido por Marcel De Rose (7,10) e Marcelo Lemos (5,10). Na Mirim o melhor foi Luy Arman com 10,25 pontos, enquanto Raul Reis ocupou a segunda colocaçãoo com 9,05, Anderson Júnior a terceira com 6,75, e Lucas Alves com 3,50.

Emerson Peres levou a melhor e subiu no ponto mais alto do pódio com 12,25 pontos na categoria Sênior. O segundo colocado foi Felipe Kita Martins com 10,00 pontos, seguido por Jonas Brocca (7,50) e Fernando Alves (5,60). Entre os Grommets o melhor é Quesllom Elz com 6,35 pontos. O segundo foi Kaique Garcia com 5,70 ponos, seguido por Weslley Souza (3,95) e Yasmin Dias (3,70). O surfista Rodrigo Campos foi o melhor atleta da categoria Deficientes Auditivos (6,45), seguido por Sérgio Campos (3,70), Ramarone Vieira (0,5), e Vinícius Judes, que não pegou nenhuma onda.
Ainda no sábado (13), em uma bateria disputada onda a onda entre os Profissionais, o surfista David do Carmo destacou-se ao somar 18.80 pontos em suas duas melhores ondas, enquanto campeão nacional Ítalo Ferreira somou 18.10 ficando com a segunda colocação. O terceiro colocado foi Thiago Guimarães com 16.10 pontos, e Odirlei Coutinho foi o quarto com 10.05. Os gaúchos melhores colocados na competição foram Rodrigo Pedra Dornelles e Felipe Kita Martins, que caíram na fase de quartas de finais. O grande Campeão Nacional Profissional em 2014 é o potiguar Ítalo Ferreira, que agora passa a integrar a elite do Surf Mundial (WT) ao lado de grandes nomes, como Gabriel Medina, Adriano de Souza, o Mineirinho, dentre outros.

Por Gabriel de Mello / Fotos Harleyson Almeida

Nos bastidores de uma grande marca

Nada melhor do que conhecer a fundo como é feito o produto para poder vendê-lo com propriedade. A surfwear AntiQueda está “abrindo as portas” da confecção para vendedores convidados de redes de lojas clientes da marca. O objetivo é apresentar todo o processo produtivo para que os profissionais estejam mais próximos da empresa. “A ideia é fidelizar nossos parceiros”, afirma o diretor de marketing da AntiQueda, Paulo Sérgio Nogueira Lopes, o Paulinho.
Na visita, os participantes conhecem cada detalhe do processo industrial e comercial da surfwear, que conta com 90 funcionários em sua sede, em Santos, e gera cerca de 500 empregos indiretos. Desde a criação dos produtos, até a área industrial, como o corte do tecido. Conhecem os diferentes setores, até mesmo nos insumos, como escolha de botões e etiquetas.

Em cada setor, recebem explicações, observam o trabalho e podem tirar dúvidas. “No desenvolvimento de produtos, nossos designers pesquisam tendências no exterior e no Brasil, sempre unindo a parte criativa e comercial”, explica Paulinho, também ressaltando a automação, com destaque para a modelagem, gerando eficiência e produtividade. “Reduzindo desperdícios”, relata o diretor da AntiQueda, lembrando que umas das preocupações é com a sustentabilidade.
O encontro ainda conta com um coffee break e todos ganham um kit. “Eles acompanham a produção da camisa que ganharão no final. O retorno é excelente, porque eles têm mais propriedade ao falar da marca, do produto. Há uma aproximação”, complementa Paulinho. “Já trouxemos vendedores de várias lojas e a ideia é expandir esse trabalho. Criamos até um vídeo para apresentar a clientes de longe”, revela.

O diretor comercial da marca, Marcelo Kassardjian, reforça a questão da sustentabilidade. Ele conta que o projeto do edifício próprio da empresa, em Santos, abrange esse tema. “Reaproveitamos a água, há muitas janelas, ótima ventilação, boa luminosidade. Assim não precisamos tanta iluminação artificial”, argumenta.

Por Fabio Maradei

Brasileiro é indicado a prêmio esportivo internacional

O atleta baiano Bruno Jacob, top 10 no ranking mundial de Freeride (modalidade em que os pilotos utilizam as ondas para realizar manobras com as motos aquáticas), acaba de ser indicado entre os melhores do mundo pela respeitada revista americana Pro Rider Watercraft Magazine. Único sul americano entre os indicados, o atleta este concorrendo na categoria Freeride. “Estou muito feliz pela indicação. É o reconhecimento de um trabalho que foi feito durante esse ano e de bons resultados que conquistamos para o Brasil. Obrigado aos meus patrocinadores, minha família e amigos que estão sempre ao meu lado. Parabéns a toda minha equipe”, declara Bruno Jacob.
Para participar da votação, basta acessar o link, clicar no nome do atleta e posteriormente no quadrado branco, abaixo da relação dos nomes dos indicados. A votação acontecerá no dia 15.

Esse ano, o piloto baiano de 27 anos representou o Brasil em diversas competições internacionais e registrou resultados muito expressivos. Entre os principais destaques, conquistou a medalha de bronze no Rip´n Ride Austrália, o mais radical campeonato de Freeride do planeta e terminou o Circuito Mundial entre os top 10, sendo o melhor piloto da América do Sul na competição.

Por Michele Barcena / Fotos Pedro Ramalho

16 de dezembro de 2014

Billabong Pipe Masters adiado no Havaí

A combinação do vento e da direção do swell (ondulação) vem impedindo a continuação do Billabong Pipe Masters na ilha de Oahu, no Havaí. A terceira fase que já pode decidir o título mundial para Gabriel Medina, caso Mick Fanning e Kelly Slater não vençam suas baterias, vem sendo adiada desde sábado e não foi diferente na segunda-feira. As grandes ondas do fim de semana em Pipeline ficaram insurfáveis, com ventos fortes deixando o mar mexido e muito perigoso, então agora o foco é a previsão que indica um novo swell não tão grande para os últimos dias do prazo da etapa final do Samsung Galaxy ASP World Championship Tour 2014, que termina neste sábado no Havaí.
Gabriel Medina (BR)
A comissão técnica do Billabong Pipe Masters volta a se reunir as 7h30 da terça-feira no Havaí, 15h30 pelo fuso horário de Brasília, para avaliar as condições do mar e anunciar uma próxima chamada, caso elas não estejam favoráveis para realizar a segunda rodada eliminatória que pode definir o campeão mundial da temporada. Por isso, as análises serão bastante criteriosas, até porque a grande estrela do surfe havaiano na atualidade, John John Florence, vice-campeão na final contra Kelly Slater no ano passado, está escalado para abrir a terceira fase com o australiano Adam Melling.

Dos três concorrentes ao título mundial, o líder Gabriel Medina será o primeiro a se apresentar, na sexta bateria contra o igualmente líder da Tríplice Coroa Havaiana, Dusty Payne. Se o brasileiro vencer este duelo, já acaba com a chance de Kelly Slater colecionar seu 12.o troféu de campeão do ASP World Tour. O maior ídolo do esporte vai fechar a terceira fase enfrentando o brasileiro Alejo Muniz. Já o principal adversário de Gabriel Medina, o australiano Mick Fanning, está na nona bateria com o francês Jeremy Flores, que já tem uma coroa de Pipe Masters no currículo.
Além de Gabriel Medina e Alejo Muniz, mais três brasileiros vão disputar as vagas da terceira fase para as duas rodadas classificatórias para as quartas de final do Billabong Pipe Masters. Um já está garantido, pois os paulistas Miguel Pupo e Filipe Toledo farão um duelo verde-amarelo na quinta bateria, logo após o potiguar Jadson André enfrentar o australiano Josh Kerr. Serão três baterias consecutivas envolvendo surfistas do Brasil, pois estas duas antecedem a do Gabriel Medina com Dusty Payne.

Por João Carvalho / Fotos Kirstin Scholtz / ASP

Bruno Fontes encerra o ano na Copa Brasil de Vela

A temporada 2014 chega ao fim e a partir dessa terça (16), inicia-se a última competição do ano. A Copa Brasil de Vela acontece em Niterói, na Praia de São Francisco, e o velejador Bruno Fontes tem pela frente mais um importante compromisso dentro do ciclo olímpico. O evento acontece na Baía de Guanabara, sede dos Jogos Olímpicos de 2016, com presença dos melhores velejadores do país, além de muitos estrangeiros que estarão na capital carioca para conhecer melhor a raia das Olimpíadas. “O ano está acabando, mas é preciso estar preparado para tudo. Foi uma temporada longa e muito positiva e que termina com uma das competições mais importantes do ano”, fala Bruno.
A Copa Brasil de Vela define a Equipe Brasileira de Vela Olímpica para a próxima temporada. “Estar dentro da equipe olímpica é o principal objetivo. Vim para ajustar todos os detalhes e, mais uma vez, poder aperfeiçoar a performance nas raias dos Jogos Olímpicos. Quero terminar o ano da melhor maneira possível”. A competição, que tem início nessa terça-feira, será composta por oito regatas para a Classe Laser, sendo que o pior resultado será descartado. No sábado (20), os dez melhores retornam as disputas para a Medal Race, que terá pontuação dobrada e não entra para o descarte.

Por Danilo Caboclo / Foto Fred Hoffmann