16 de setembro de 2014

Rony Gomes recebe a ONG Social Skate

O dia 13 de setembro de 2014 pode não significar muito para a grande maioria das pessoas, mas na história de 23 crianças e adolescentes assistidos pela ONG Skate Social, de Poá (na Grande São Paulo), a data vai ficar marcada por muito e muito tempo. Esse foi o dia que eles visitaram o centro de treinamento e passaram o tempo todo ao lado do skatista profissional Rony Gomes, em Atibaia (SP). Muitos preferiram não se arriscar no half pipe, mas aproveitaram para assistir de perto a exibição feita pelo atual campeão mundial e brasileiro de skate vertical.
Sandro ‘Testinha’ e sua esposa Leila Vieira, coordenadores da ONG Skate Social, receberam as doações feitas pelos patrocinadores e apoiadores do skatista profissional. Foram mais de 100 itens, entre shapes, trucks, rodinhas, mochilas, adesivos, lixas, cronômetros, squeezes e outros acessórios para ajudar no trabalho que vem sendo feito há mais de quatro anos.

"Dentro da nossa proposta como trabalho pedagógico dentro da ONG, essas saídas, visitas e passeios são muito importantes. Assim como tem nas escolas e clubes, é comum ter essas excursões. Como nossa ONG usa o skate como ferramenta de inclusão e educação, nada mais legal do que visitar uma área de skate. A forma como ele recebe as crianças aqui é uma forma educada, de companheirismo, que são os valores que a gente passa para a criançada. Visitar a rampa do Rony fecha um ciclo muito importante da nossa proposta pedagógica", disse Testinha.

Muitos preferiram apenas assistir a exibição de Rony Gomes, Pedro Quintas, Geninho Amaral e Damon Michellepis, mas outros resolveram encarar o half com medidas internacionais e aproveitar cada minuto ao lado dos ídolos. Foi o caso de Bruno Inácio, 18, e Marcelo J. Silva, 17, que enfrentaram o medo e colocaram pra baixo na rampa. "Eu acho que essa é uma grande oportunidade que a ONG nos proporciona, de conhecer novos lugares e poder encontrar com skatistas profissionais como o Rony. É sempre bom ter o incentivo desses caras. O Sandro ‘Testinha’ faz um trabalho muito importante, ajudando a tirar a gente do caminho da rua, pra não se envolver com drogas. Essa oportunidade que o Rony proporciona é legal. Você pode ver com o pessoal da ONG) que não existe aquela imagem que muitos têm, de que o skate é coisa de vagabundo. Aqui aprendemos muito sobre skate e educação", disse Marcelo, que está na ONG há quatro anos e pela segunda vez visita a rampa. "Na primeira vez que estivemos aqui eu fui o único a dropar e acabei ganhando o skate do Edgar ‘Vovô’, que estava aqui acompanhando a gente", relembra o adolescente.

Por Caio Scafuro

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