9 de setembro de 2014

Projeto Bom na Escola Bom no Skate forma a 2ª turma

Na última quarta-feira de agosto (27) rolou a aula de encerramento da 2º turma do projeto Bom na Escola Bom no Skate. A aula é muito especial para todos, pois acontece a entrega de todo material usado durante as aulas aos alunos, como o skate, equipamento de segurança, tênis, uniforme completo e certificado de conclusão do curso. Estiveram presentes, além dos professores e dos alunos, seus pais e representantes da Seduc, das escolas envolvidas e da organização, onde todos puderam fazer um balanço daquilo que foi feito e projetar as próximas duas turmas.
Para o professor Francisco Pelegrini, coordenador geral de Educação Física da Seduc (Secretaria de Educação de São Sebastião), um dos pontos de sucesso do projeto é estar inserido num contexto maior, integrado com as escolas do município, e principalmente permitir que se possa premiar o bom aluno. “Nas escolas temos a preocupação de fazer a inclusão do aluno, fazer a integração com todos, mas não conseguimos fazer a inclusão positiva, do talento, de premiar o bom aluno. Esse projeto vem mostrar que isso é possível“, afirma. A escolha dos alunos é feita pelas próprias escolas, que indicam os alunos com as melhores notas e bom comportamento.

A melhora dos alunos não se limitou ao skate, segundo Maicon Correia.  Professor do Bom na Escola Bom no Skate e professor de educação física ligado à Seduc, ele já conhecia parte dos alunos e notou uma maturidade maior deles. “Eles passaram a ajudar os colegas que tem maior dificuldade na escola, melhorou a sociabilidade”. Outro fator apontado pelo professor Maicon do alto aproveitamento é o comprometimento com as aulas. “Alguns deles vivem uma realidade difícil, sem muitos recursos. Se não fosse por esse projeto, acredito que eles não teriam a oportunidade de ter um skate, um equipamento adequado. Mas também importante pela parte social, de viver em grupo, com pessoas diferentes. Isso é muito legal pra eles”, completa.
Se o skate já era novidade para os alunos, imagina para os pais. No começo, Dirlene Aparecida dos Santos, mãe de Wendley, aluna do projeto, foi contra a participação da filha imaginando que ela iria se machucar muito, mas hoje apoia totalmente a filha no esporte. “Ela se forma hoje, mas vou continuar trazendo ela aqui na pista pra praticar skate”. Essa continuidade no esporte é exatamente a proposta do projeto, conforme explica Flávio Ascânio, coordenador técnico-pedagógico. “Os alunos chegam não sabendo nada e saem como uma boa base para continuar no esporte, como é nossa proposta. Eles têm uma oportunidade rara, pois ganham todo o material e orientação que vai além do skate, aprendem coisas que levam pra vida”, afirma Flávio. “Os alunos levam esse comportamento pra escola, incentivando os outros alunos a terem um comportamento melhor e ter boas notas para assim serem escolhidos e também ter essa oportunidade”. As aulas do 3º módulo tiveram inicio na última sexta-feira, 29 de agosto.

Por Rafael Laudisio


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