12 de setembro de 2014

Adriano de Souza salva a pátria

 Com uma grande apresentação nas ondas de 3-5 pés da quinta-feira em Lower Trestles, Adriano de Souza conquistou a única vitória brasileira na rodada de abertura do Hurley Pro Trestles em San Clemente, na Califórnia, Estados Unidos. Foi logo após os convidados da etapa norte-americana da ASP World Championship Tour, mandarem os líderes do ranking para a repescagem nas últimas ondas que surfaram nas baterias. Depois de Tanner Gudauskas derrotar Kelly Slater, o costa-ricense Carlos Muñoz também ganhou de virada do líder Gabriel Medina na disputa seguinte. Além dele, os outros cinco brasileiros da elite mundial vão ter que disputar a repescagem para chegar na terceira fase da competição, que tem prazo até o dia 20 para ser encerrada nos Estados Unidos.
Adriano de Souza / Foto Kirstin Scholtz / ASP
Depois das derrotas dos únicos que brigam pela ponta do ranking no Hurley Pro Trestles, Adriano de Souza salvou a pátria fazendo os recordes do dia com as notas 8,67 e 8,10 que recebeu em duas ondas seguidas, para ganhar por 16,77 pontos do espanhol Aritz Aranburu e o havaiano Sebastian Zietz. Mineirinho ocupa a sétima colocação no ranking e precisa ser semifinalista de novo em San Clemente como em 2012, para voltar ao seleto grupo dos top-5 do mundo nesta oitava etapa do Samsung Galaxy ASP World Tour.

O primeiro passo já foi dado com a classificação direta para a terceira fase, enquanto os outros seis brasileiros vão ter que disputar uma rodada extra na Califórnia. Os recordes de Adriano de Souza só foram batidos por Owen Wright na bateria do catarinense Alejo Muniz. O australiano fez 17,43 pontos nas duas das três ondas que surfou e uma delas foi a melhor do campeonato, recebendo nota 9,43. Como os outros brasileiros que já haviam caído para a repescagem, Alejo Muniz ficou em segundo com 13,44 e o australiano Julian Wilson em último com apenas 9,27 pontos.
Gabriel Medina (BR) / Foto Sean Rowland / ASP
Gabriel Medina chegou a liderar sua bateria até os últimos segundos, com uma boa vantagem de 7,53 pontos sobre Carlos Muñoz. Mas, o surfista da Costa Rica estava com a primeira prioridade de escolha nos minutos finais e pegou a última onda da bateria, uma boa direita que abriu a parede para ele fazer várias manobras e deixar um suspense em toda a praia. A divulgação da nota demorou um pouco, mas saiu 7,77 e a primeira vitória da Costa Rica em baterias do WCT foi muito festejada pelos que torciam por Carlos Muñoz na praia. Ele virou o placar para 13,90 a 13,70 pontos de Gabriel Medina e o australiano Adam Melling ficou em último.

Na bateria anterior, Kelly Slater já havia perdido de virada nos últimos minutos para o outro convidado do Hurley Pro Trestles. Tanner Gudauskas também achou uma direita longa para mandar uma série de manobras potentes de backside com velocidade que valeram nota 8,5. Com ela, atingiu 14,93 pontos para superar os 14,80 de Kelly Slater, com o australiano Matt Wilkinson completando a bateria. Era apenas a segunda derrota de um cabeça de chave na quinta-feira. A primeira foi a do defensor do título do Hurley Pro, Taj Burrow, no confronto que abriu a quinta-feira em Lower Trestles.
Filipe Toledo (BRA) / Foto Sean Rowland / ASP
Além de Medina, o paulista Filipe Toledo e o potiguar Jadson André também ficaram bem perto da classificação direta para a terceira fase. Eles usaram os aéreos para arrancar as maiores notas das suas baterias, porém acabaram superados nas duas computadas. Atualmente morando na Califórnia, Filipe completou um voo incrível e a média das notas dos juízes foi 8,67, mas somou um 5,50 e o taitiano Michel Bourez venceu por 14,20 a 14,17 pontos, com 7,60 e 6,60. Jadson mandou um reverse perfeito em sua melhor onda que rendeu nota 8,40 e o havaiano Fredrick Patacchia pegou duas boas para vencer com notas 8,00 e 7,43 no placar de 15,43 a 14,50 pontos.

Por João Carvalho

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