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30 de setembro de 2014

19º A Tribuna de Surf Colegial é encerrado em grande estilo

Uma noite especial, reunindo os campeões e patrocinadores do 19º A Tribuna de Surf Colegial encerrou, em grande estilo, o evento, que teve a segunda e decisiva etapa no sábado e domingo, em Guarujá. O encontro foi realizado no Restaurante Okumura, em Santos, e o homenageado desta edição, Piu Pereira, também foi destaque. “São 19 anos de história, sempre unindo o surf e a educação. Ficamos felizes em ver que é um circuito que vem crescendo a cada ano e agora também temos atletas de São Sebastião, Ubatuba e até Ilha Comprida”, disse o diretor presidente da TV Tribuna, Roberto Clemente Santini, idealizador do evento.
Campeões 2014: Edgard, Vitor, Pedro, Açucena e Magno
Na solenidade, os cinco campeões individuais foram destacados. Novos valores, como Pedro Dib, de São Sebastião, e Açucena Vaz, de Ubatuba. Até os mais conhecidos como Vitor Mendes, bicampeão da mirim, Edgard Groggia, que tem a inédita façanha de ter faturado quatro títulos, levantando a taça nas três categorias masculinas, e Magno Pacheco, que depois de passar pelas disputas colegiais é hoje o tricampeão do Desafio Tri FM/AntiQueda Universitário.

Outro ponto importante da festa foi a homenagem a Piu Pereira, por sua contribuição ao surf. “Sou eu quem tem de agradecer ao jornal A Tribuna, que sempre deu grande força ao surf, divulgando o esporte. É uma honra ser um dos homenageados desse circuito que tem um propósito tão importante, valorizando a nova geração”, comentou Piu, que já representou o Brasil no WCT.

Ex-homenageados como Jojó de Olivença, que também esteve na elite mundial e foi bicampeão brasileiro, e Fabio Jacuí, um dos pioneiros do surf santista, prestigiaram a confraternização. Quem também acompanhou a solenidade foi Jessé Mendes, revelado no A Tribuna Colegial, e que hoje é top seis do Mundial WQS, com chances reais de integrar o WCT em 2015, acompanhando o seu irmão caçula Vitor Mendes.
Roberto Santini e Piu Pereira 
Os patrocinadores também marcaram presença, como a AntiQueda, parceira desde a edição inicial, e a Sthill. “Foi uma grande honra ser parceiro desse grande evento, principalmente pelo objetivo proposto de valorizar a imagem do esporte e motivar as novas gerações a estudarem”, comentou o empresário Marcos Andrade, do Restaurante Okumura. Para 2015, em sua histórica 20ª edição, o Circuito A Tribuna de Surf Colegial pode crescer ainda mais. O secretário de esportes de Santos, Alcídio Mello, o Cidão, se comprometeu a tentar colocar Santos novamente como uma das sedes do campeonato.

Vale destacar que Vitor e Edgard, dois dos principais nomes da nova geração, defendem o Adélia Camargo Corrêa, colégio que faturou o 12º título por equipes e incentiva os atletas com bolsas de estudo. Também marcaram presença representantes das prefeituras de Guarujá, São Vicente e Santos, Federação Paulista de Surf e associações de surf de Guarujá, São Vicente e Santos.

O 19º A Tribuna de Surf Colegial contou com duas etapas, a primeira na Praia do Itararé, em São Vicente, e a segunda, na Praia do Tombo, em Guarujá, reunindo atletas de Ilha Comprida a Ubatuba. Foram quatro categorias individuais colegiais, júnior, mirim, iniciante e feminina, além da disputa por equipes, e o Desafio Tri FM/AntiQueda Universitário. Os resultados completos estão no www.triesportes.com/surfcolegial.

Por Fabio Maradei / Fotos Divulgação

A evolução do surf no Brasil

Os primeiros praticantes de surf no Brasil surgiram na cidade de Santos na década de 30. Nos anos 40, durante a segunda Guerra Mundial, quando o Rio de Janeiro serviu de base naval dos aliados e recebeu a visita de americanos que trouxeram as suas pranchas de surf, máscaras de mergulho e pés de pato, dando início aos esportes de praia. Nos anos 50 as praias cariocas lotavam nos finais de semana.

Foto Isabela Carrari
A história começa em 1938 com a, provavelmente, primeira prancha brasileira, feita pelos paulistas Osmar Gonçalves - considerado por muitos o pai do surf brasileiro-, João Roberto e Júlio Putz. Em 1952 alguns surfistas cariocas começaram a surgir nas ondas de Copacabana, aumentando a popularidade do esporte. As pranchas de fibra de vidro só chegariam anos mais tarde, em 1964, vindas da Califórnia.

A primeira organização de surf no Brasil surgiu no ano de 1965, com o nome de “Associação de Surf do Estado do Rio de Janeiro”. O primeiro campeonato oficial surgiu ainda nesse ano, mas o esporte só seria reconhecido pelo Conselho Nacional de Desportos em 1988.

Em 1970, o surf explodiu, e a moda era shapear a própria prancha. Surgiram então muitos nomes: No Rio de Janeiro, Bocão e Betão, Pepê Lopes e Jorge Pritman, Lype Dylong, Daniel Friedman, Ricardo Bravo, e mais tarde Heinrich Reinhard, Heitor Fernandes, Italo Marcelo, Gustavo Kronig e Victor Vasconcelos. Em São Paulo, Guto Navarro, Eduardo Argento, Brito, Flávio La Barre, Longarina, Paulo Rabello, Pascoal, Jorge Português, Jorge Limoeiro, e mais tarde Almir Salazar, entre outros.

Em 1989 o shaper carioca Henry Lelot e amigos fundaram a "Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro" - na época, a segunda federação de surf do Brasil. Atualmente, as entidades responsáveis pela organização no esporte no Brasil são a "Confederação Brasileira de Surf" - filiada no Comitê Olímpico Brasileiro, presidida por Juca de Barros, e a "Associação Brasileira dos Surfistas Profissionais", sendo que o campeonato nacional denominado "Circuito SuperSurf”.
Peterson Rosa foi considerado o melhor surfista nos 25 anos de história do circuito da ABRASP. Foi o único atleta que conquistou três títulos brasileiros (1994, 1999 e 2000) na história da associação. Também foi vice- campeão por duas vezes (1995 e 2002). Ele é o brasileiro recordista em participações no World Tour (WT) com 14 temporadas ininterruptas (de 1993 a 2006).

Em nível internacional, o surf brasileiro está no seu melhor momento, com muitos novos talentos surgindo e ainda vários atletas competindo na elite mundial, no World Championship Tour. Gabriel Medina, que no momento é o número 1 do mundo e persegue o sonho de se tornar o primeiro campeão do mundo brasileiro. Adriano de Souza, presença constante no Top 10 mundial, Miguel Pupo, Filipe Toledo, Alejo Muniz e Jadson André são os outros surfistas que fazem voar a bandeira verde e amarela pelas praias de todo o mundo.

Fonte SurfTotal

Alemão de Maresias treina Pâmella Mel

A surfista de apenas 8 anos, Pamella Mel, promessa do surf feminino da nova geração, que mudou recentemente para Maresias, São Sebastião (SP), para melhorar ainda mais seu nível de surf, agora recebe as instruções de um experiente surfista: o big rider Alemão de Maresias. A dupla realizou seu primeiro treinamento e Pâmella recebeu boas instruções e dicas de seu novo técnico.
“Foi muito bom porque ele me orientou sobre como entrar do jeito certo nas ondas, fez correções sobre a posição de pernas e pés e falou sobre as ondulações e correntezas. Logo vamos treinar em ondas maiores”, comentou a surfista que já participou de 39 campeonatos regionais em pouco mais de dois anos de surf.

Para o waterman Alemão de Maresias, “é muito bom como o surf está cada dia se tornando parte da vida das pessoas e até de muitas famílias.Me sinto orgulhoso de ver uma menina tão nova e com tanta disposição para surfar e treinar como a Pâmella Mel, e mais ainda, podendo passar um pouco da minha experiência para ela”, conclui o big rider.

Por Michele Barcena

Mais um lay day no Quiksilver Pro France

Com ondas de apenas meio metro a organização do Quiksilver Pro France optou por mais um dia de folga (lay day). “As condições do mar não estão propcia para o surf. As ondas estão com meio metro e não estão frequentes. Hoje não haverá competição, amanhã voltaremos a avaliar a questão”, avançou Kieren Perrow, comissário da ASP.
As previsões oficiais da Surfline apontam boas condições para quinta e sexta-feira,  está previsto um novo swell que chegará à costa francesa. Para quinta estão previstas ondas entre 1.5m a 2m. Já para sexta-feira, ondas podem chegar à 2.5m, podendo atingir os 3m.

Quiksilver Pro France Round 3 (1º Avança para a Ronda 4, 2º termina em 13º):
Heat 5: Josh Kerr (AUS) vs. Adrian Buchan (AUS)
Heat 6: Gabriel Medina (BRA) vs. Jeremy Flores (FRA)
Heat 7: Kelly Slater (USA) vs. Travis Logie (ZAF)
Heat 8: Owen Wright (AUS) vs. Miguel Pupo (BRA)
Heat 9: Adriano de Souza (BRA) vs. Filipe Toledo (BRA)
Heat 10: Taj Burrow (AUS) vs. Kai Otton (AUS)
Heat 11: Jordy Smith (ZAF) vs. Julian Wilson (AUS)
Heat 12: Joel Parkinson (AUS) vs. Jadson Andre (BRA)
Quiksilver Pro France Ronda 3, resultados:
Heat 1: Mick Fanning (AUS) 17.27 def. Dion Atkinson (AUS) 16.53
Heat 2: Kolohe Andino (USA) 15.67 def. Fredrick Patacchia (HAW) 12.23
Heat 3: Matt Wilkinson (AUS) 10.00 def. Michel Bourez (PYF) 5.60
Heat 4: John John Florence (HAW) 15.17 def. Sebastian Zietz (HAW) 11.17

Fonte SurfTotal

Conheça melhor quem é Gabriel Medina

É o líder do ranking mundial de surf. O objetivo deste jovem do Litoral Norte de São Paulo é alcançar o título, e está bem perto! Gabriel Medina chega à Portugal em primeiro lugar e aqui, neste documentário, você irá conhecer melhor este paulista de 20 anos.

Fonte GloboEsporte

G-Shock reforça seu time de atletas

Com o objetivo de incentivar modalidades de ação, a marca vem investindo em um time de atletas que, em outubro, ganha o reforço dos skatistas Kelvin Hoefler e Gabriel Fortunato e o surfista Juliano Uzuelli. “A ideia é apoiar atletas profissionais e também amadores, incentivando a prática de esportes como skate, surfe, slackline e outras modalidades que ganham cada vez mais adeptos no Brasil e têm o DNA da G-Shock”, afirma Patrícia Bacan, gerente de marketing de relógios da Casio.
Da esquerda para a direita: Kelvin Hoefler, Gabriel Fortunato e Juliano Uzuelli
Kelvin Hoefler, 21 anos, acaba de vencer a etapa brasileira do circuito mundial da World Cup Skateboarding, em Fortaleza (CE), e está entre os melhores do street skaters no mundo. As maiores conquistas incluem um vídeo para a revista americana The Skateboard Mag em 2012, o 1º lugar no desafio de rua da revista brasileira 100% Skate Mag em 2011 e a classificação, em 2013, em 1º lugar no Dew Tour em São Francisco, na qual foi vice campeão nas superfinais. Atualmente, divide seu tempo entre as pistas do Guarujá (SP) e Los Angeles, na Califórnia.

Já o amador Gabriel Fortunato, 16 anos, é um dos principais destaques da novíssima geração de street skaters. Juliano Uzuelli também está familiarizado com as pistas, já que iniciou nos esportes de ação pelo skate, aos 5 anos de idade. Hoje, o atleta se dedica as ondas e tenta mesclar o que aprendeu nos dois esportes na modalidade free surf.

O time de atletas de G-Shock é formado também por Pedro Barros (Skate), Bzinho Picorelli (Mountaiboard), Caio Rabisco (BMX), Carlos Neto (Slackline), Rony Gomes (Skate), Serginho Laus (Surfe na Pororoca), Pedro Quintas (Skate) e o especialista em BMX Paulo Charaba.

Por Ana Coelho / Foto Divulgação

Isabela Sousa vence o Sintra Portugal Pro

Terminou no último domingo (28), o Sintra Portugal Pro 2014, e, a tricampeã mundial Isabela Sousa fez a Praia Grande em Sintra gritar literalmente de alegria. Uma das mais importantes etapas do circuito fechou com chave de ouro e deu a brasileira a vitória tão desejada, dando um verdadeiro show. Para chegar a grande decisão, Isabela precisou passar na semi pela japonesa Ayaka Susuki no início da manhã. No início da semi, nas duas primeiras ondas de cada atleta, a bateria estava equilibrada, mas logo em sua terceira onda, Isabela tirou um 7.25, passando a liderar o embate e em sua última onda da semi, a tricampeã mundial tirou um 10.00, que lhe rendeu um somatório de 17.25 de vinte possíveis contra 13.10 da japonesa Ayaka Susuki.

A grande final valia, além do título da etapa, também o título de campeã mundial de bodyboard de 2014, pois, com o cancelamento das etapas do mundial da Venezuela e do Panamá a etapa portuguesa do tour iria definir os campeões mundiais no masculino e no feminino. O desafio foi 100% brasileiro, composto pela tricampeã mundial Isabela Sousa, do Ceará, e a carioca Jessica Becker. E como Isabela não teve um bom resultado em Pipeline na etapa de abertura do tour e com o cancelamento de duas etapas, apenas Jessica poderia tirar os título da temporada das mãos da atleta das Ilhas Canárias, Alexandra Rinder.

Sem dúvidas a final feminino do Sintra Portugal Pro 2014, foi a bateria mais eletrizante da etapa. Isabela abriu a bateria com um 6.25 e um 7.75, Já a carioca Jessica Becker abriu a bateria com um 7.25 e um 5.25. Naquele momento da final, Isabela já era a líder e Jessica estava precisando de um 6.76 para virar e tentar o título de campeã mundial. Faltando menos de 5 minutos para o término a carioca fez um 6.35, batendo chegando muito perto da nota que precisava. Mas na onda da série que veio atrás, Isabela mostrou por que é apontada por muitos especialista como a melhor atleta da atualidade. Isabela pegou um lindo tubo saindo com um 360 invertido e arrancando dos juízes 9.00 pontos, sacramentando sua terceira vitória na carreira do Sintra Portugal Pro.

“Mais uma vez regozijo esse momento vencedor aqui em Portugal onde tenho grandes amigos, só tenho agradecer à Deus pelas bênçãos que Ele tem me dado. Agradeço ainda, à todos os meus patrocinadores que acreditam no meu trabalho e a minha família. Um obrigado especial aos seguidores nas redes sociais que mandaram mensagens e energias positivas durante esses dias” Finaliza Isabela.  Com a vitória da Isabela no Sintra Portugal Pro de 2014 o título de Campeã do Tour Feminino de 2014, foi para jovem atleta das Ilhas Canárias (ESP), Alexandra Rinder que tem apenas 16 anos e mostra a renovação do bodyboard feminino com atletas da nova geração.

Masculino:
Já no masculino, antes mesmo da final, o campeão do tour de 2014 já estava definido. O francês Amaury Laverne, que chegou a decisão da etapa, mas acabou perdendo para o havaiano Dave Hubbard, comemorou o bicampeonato do tour. O Baiano voador Uri Valadão chegou a Sintra como vice líder do tour e com plenas chances de conquistar o bicampeonato mundial, mas acabou sendo eliminado da etapa pelo capixaba Lucas Nogueira nas quartas ficando na etapa com a quinta colocação. Lucas Nogueira acabou perdendo na semi finalizando o evento na terceira colocação.

Final:
Isabela Sousa (BRA) 16.75 x 13.60 Jessica Becker (BRA)

Por Danile Caboclo / Foto Matthew Schimidt.

Eco Vibe Mormaii

A Mormaii preparou uma linha de roupas sustentáveis, inspirada na história de quem a produz em tecidos reaproveitáveis, na arte e em todos aqueles que fazem do planeta um habitat mais ecologicamente correto. A Eco Vibe representa moda, expressão e consciência, e já está disponível em todas as lojas da rede.
As peças são fabricadas com um mix de fios desfibrados e fibras de garrafas PET. A sustentabilidade entra na reutilização de resíduos de algodão colorido, evitando que substâncias poluentes sejam descartadas no meio ambiente. Além disso, são utilizadas 22 garrafas de 2 litros para produzir 1 kg de fibra. A cada rolo de malha produzido são eliminadas 165 garrafas pet da natureza.
As estampas foram desenvolvidas pelo artista Duka, que é designer na Mormaii há 14 anos e suas obras são feitas de palitos e caixas de fósforo reutilizados para criar formas, objetos e elementos inspiradores. A produção é toda feita no Brasil em oficinas de costura locais de Garopaba/ SC, beneficiando também a comunidade. A linha Eco Vibe Mormaii faz parte da coleção Verão 2015, que traz o conceito de consumo consciente e estará disponível em todos os pontos de venda da marca.

Por Daniela Vinci / Fotos Michele Cruz

29 de setembro de 2014

Vídeo: 16º Paulista Universitário de Surf 2ºetapa Itamambuca


Fonte Ibra Surf

Carlos Burle marca presença no SP Boat Show 2014

O stand da Regatta no São Paulo Boat Show 2014 recebeu uma importante visita na última quinta-feira, 25, em seu primeiro dia de evento. O surfista profissional de ondas grandes, Carlos Burle, apresentou seu modelo de SUP inflável em parceria com a marca e a Supflex. Fãs e imprensa conversaram com o atleta durante sua presença no evento.
Carlos Burle
"Estou achando uma maravilha aqui. O stand trás muitas novidades, inclusive o nosso produto e, para quem gosta desse meio, é possível encontrar tudo o que você precisa, tanto para decoração quanto para prática esportiva. Eu já vi vários produtos legais e que gostaria de ter" conta Carlos Burle, sobre os produtos do stand da Regatta.

O SP Boat Show 2014 vai até o dia 30 de setembro apresentando as melhores novidades para imprensa e convidados.

Por Barbara Honkis

SP Contest sobe a serra

Mais uma vez, a premiação da terceira etapa do circuito Surf Trip SP Contest rolou na loja de Moema, na capital paulista, embalada por boa música, vídeos de surf e um coquetel para agitar a confraternização dos finalistas da terceira etapa, realizada na praia de Maresias, em São Sebastião.
Confraternização/Festa de Premiação da 3ª Etapa do SP Contest
Já garantiram o título por antecipação Pedro Oliveira, que durante o ano acumulou três vitórias na Master, e Thiago Meneses, também invicto na Júnior.
Com isso, ambos já garantiram vaga na barca completa para o Peru, prêmio destinado aos melhores colocados no ranking de cada categoria (e que inclui passagem, alimentação, estadia, além de fotógrafos e videomaker disponíveis para registrar a viagem). Nas outras cinco categorias, a briga segue acirrada.

Por Nancy Geringer / Foto Divulgação

Guarujá acumula 4 títulos na final do 19º A Tribuna de Surf Colegial

Com a segunda e decisiva etapa “em casa”, os surfistas de Guarujá comemoraram quatro títulos no 19º A Tribuna de Surf Colegial, encerrado neste domingo (28), na Praia do Tombo. O Colégio Adélia Camargo Corrêa garantiu a 12ª conquista por equipes, com dois de seus atletas erguendo as taças: Edgard Groggia, na júnior, e Vitor Mendes, com o bicampeonato na mirim. Os dois atletas venceram as suas finais, para não deixarem dúvidas, sendo que Edgard Groggia entrou para a história do Circuito, com o quarto título, igualando-se a Heitor Pereira, também de Guarujá. Já Magno Pacheco, da Faculdade Don Domênico, manteve a hegemonia no Desafio Tri FM/AntiQueda Universitário pelo terceiro ano, desde que a disputa foi instituída. Na final no Tombo, ficou terceiro com a vitória ficando com Wesley Moraes, também da Don Domênico.
Edgard Groggia, do Colégio Adélia Camargo Corrêa
Nas outras duas categorias, os campeões vieram de cidades estreantes no Circuito. Na feminina, Açucena Vaz, da escola Dionísia Veloso, de Ubatuba, foi a única a ter 100% de aproveitamento, repetindo a vitória da etapa inicial, em São Vicente. Na iniciantes, Pedro Dib, do Objetivo, de São Sebastião, foi o número um na soma das duas etapas, ao ser o terceiro colocado e ver o seu conterrâneo, Kauê Germano, da escola Prof.ª Nair Ribeiro de Almeida, ser o melhor nas ondas do Tombo. “Ficamos felizes em ver grandes nomes do surf brasileiro competindo aqui. Mostra que o objetivo de incentivar os estudos é cumprido. E o grande avanço que tivemos esse ano foi a participação de atletas de São Sebastião, Ubatuba e até Ilha Comprida, ampliando a atuação do evento”, afirmou o diretor técnico do Circuito, Marcos Bukão. “São 19 anos de história, muitos atletas revelados e sempre com grande sucesso”, complementou.

A primeira final do dia foi a do Desafio Tri FM/AntiQueda. Magno saiu na frente, com um 7,33, mas Wesley que já tem dois títulos nas categorias colegiais, garantiu a melhor nota da bateria, 8,17, passando de quarto para primeiro. Gustavo Sanches, da Unisanta, ainda passou para segundo e brigou pela ponta até o último minuto. A diferença entre os três foi de menos de um ponto, com 12,50 para o vencedor, 11,73 para o segundo e 11,56 para o terceiro. “Esse é um título importante, porque é um campeonato que tem tradição, seriedade e que incentiva os estudos. Dá oportunidade de muitos atletas ganharem bolsas de estudo por causa dos resultados nas ondas”, vibrou Magno, que este ano também foi campeão guarujaense pela terceira vez. O vitorioso na etapa também festejou o resultado. “Foi uma disputa de alto nível. Fiquei bem feliz por encerrar o circuito com vitória”, disse Wesley.
Doação de pranchas
Entre as meninas, Açucena venceu com tranquilidade. Enfrentando talentos locais, manteve a ponta durante toda a bateria e não teve o primeiro lugar ameaçado. “Valeu a pena ter vindo de Ubatuba para competir. É um campeonato que destaca quem estuda”, vibrou a campeã, de 16 anos.

Na iniciante, Kauê Germano manteve um ritmo forte desde o começo para faturar a bateria, com Gabriel Ramos, do Tancredo Neves, de Ubatuba, sendo o segundo, e Pedro Dib, o terceiro. “Fiz as contas logo que saí do mar e soube que era campeão. Foi demais”, ressaltou o surfista de 14 anos, afirmando que leva a sério os estudos. “Tenho notas vermelhas, às vezes, mas sempre passo”, comentou. Já o vencedor da etapa afirmou que além de ser bom nas ondas, é estudioso. “Sou bom aluno. Quando não estou surfando, aproveito para estudar”, contou o competidor de 12 anos.

Pedro Dib, do Objetivo, na batida de backside
Depois, foi a vez da mirim. Duas vezes vice na iniciante e campeão ano passado na mirim, Vitor abriu a final em grande estilo, assegurando um 8,67. Depois ampliou com um 5,33. Derek Marcio, do Gladston Jaffet, tentou alcança-lo, mas o campeão manteve a vantagem. “Estou bem feliz, porque esse é meu último ano de surf colegial. Estou adiantado na escola e queria encerrar com o título, principalmente para o meu patrocinador, a AntiQueda e foi melhor ainda por ser no meu pico”, destacou o atleta de 16 anos.

Na final júnior, Gabriel André começou na frente, mas logo Edgard assumiu a liderança, pois tinha uma nota 8,33. Guilherme Silva, do Raquel de Castro, de Guarujá, vencedor na etapa inicial, não conseguiu boas ondas, e a disputa ficou mais acirrada com Victor Bernardo, também do Adélia. No final, o próprio Victor fez questão de comemorar com o amigo, carregando-o no ombro, junto com Vitor Mendes. “Esse título representa muito para mim. Passei dificuldades recentemente. Perdi meus patrocinadores, estava mal até psicologicamente. E esse título mostra que continuo na estrada, para seguir no esporte que escolhi. Surf é o que amo”, falou o surfista de 17 anos, que competiu com uma prancha emprestada. “Também perdi meu patrocinador de pranchas e peguei emprestada do Kauê Silva e deu certo”, revelou o atleta, que também foi bicampeão iniciante, em 2009 e 2010 e campeão mirim em 2011.
Magno Pacheco representou a Faculdade Don Domênico
Em 19 anos de Circuito, somente outro surfista conseguiu garantir quatro conquistas, o também guarujaense Heitor Pereira, mas sem erguer a taça em todas as categorias – foi bicampeão iniciante em 1998 e 2000, e bi na mirim, em 2001 e 2002. Edgard também igualou o feito do santista Andrew Serrano, até então o único a ter faturado nas três categorias masculinas. Já na disputa por escolas, o Adélia Camargo Corrêa, que investe significativamente em bolsas de estudo para surfistas que se destacam nas ondas, foi bem superior, garantindo sete atletas nas quatro finais coletivas, com duas vitórias. O Don Domênico, outro colégio que aposta em novos talentos, ajudando-os com bolsas, ficou em segundo, com a Raquel de Castro, da Prefeitura, sendo a melhor escola pública.

Ainda na etapa, a Associação de Surf de Guarujá, recebeu a doação de três pranchas novas Silver Surf. O presidente da entidade, Paulo Gonçalves afirmou que os equipamentos serão entregues a crianças carentes do bairro Santa Cruz, também conhecida como Pouca Farinha, na festa de natal. Quem também marcou presença no pódio foi o surfista Piu Pereira, o homenageado deste ano pelo campeonato, por sua contribuição ao surf.
Açucena Vaz, da escola Dionísia Veloso, de Ubatuba, foi a única a ter 100%
A homenagem será realizada oficialmente nesta segunda-feira, no Restaurante Okumura, em Santos, com a presença dos campeões da temporada, bem como os patrocinadores. Os resultados completos do evento estão disponíveis no www.triesportes.com.br/surfcolegial.

Fonte FMA Notícias / Fotos Silvia Winik


Felipe e Giliard se destacam no 1º dia do XTerra MG

O primeiro dia do XTerra Estrada Real foi de muita disputa em quatro modalidades: Duathlon, Endurance 80k e as tradicionais corridas noturnas de 7km e 21km. Superar o calor foi um dos grandes desafios dos atletas que largaram cedo, mas, no final da tarde de sábado, a chuva apareceu em Tiradentes para tornar as trilhas ainda mais desafiadoras. Entre as mulheres, quem chegou mais perto do limite foi Vera Saporito, que marcou 10h58m26s no relógio. Atrás dela chegaram Ligia Silveira (11h07m39s) e Rosemeire Assis (13h42m09s).
Felipe Moletta
Inédita no XTerra Brazil Tour em 2014, a Endurance 80k, disputada pela primeira vez em Tiradentes, foi conquistada por Giliard Pinheiro, que marcou 7h32m15s. A segunda colocação ficou com Carlos Magno (7h37m15s) e a terceira com Edimar Antonio de Faria (7h45m57s). "Em Ilhabela acabei pagando por largar muito forte e fiquei em segundo. Aqui tracei uma estratégia melhor e consegui ter o gosto da vitória. A prova estava muito bem marcada e o visual ajudou muito. O sol estava forte, mas para a gente que é da praia, é tranqüilo", disse o catarinense Giliard Pinheiro.

A prova de Duathlon contava com nomes fortes, porém, mais uma vez, Felipe Moletta subiu no alto do pódio. Com o tempo 2h33m07s, ele superou a concorrência e o forte calor, mantendo a liderança isolada do circuito. Alexandre Manzan (2h37m06s) e Frederico Zacharias (2h39m05s) completaram a classificação. "O percurso estava casca grossa, mas assim que é bom. A marcação estava ótima e mais uma vez tive a felicidade de vencer, superando o calor e os adversários", afirmou Moletta.
Giliard Pinheiro
No feminino, nenhuma surpresa entre as três primeiras colocadas. Depois de ficar em segundo na última etapa, em Mangaratiba, Sabrina Gobbo voltou a vencer com 3h13m21s. Laura Mira Dias (3h18m12s) e Claudia Scaldini (3h29m31s) chegaram em seguida. Modalidades mais queridas pelos amantes do XTerra, as corridas noturnas de 7km e 21km movimentaram as ruas históricas da cidade. Quem se destacou na distância mais longa entre os homens foi Antonio Marcos Marques, com 1h18m28s. No feminino, melhor para Erica Maria José, com a marca de 1h36m21s.

Na prova de 7km, Rinaldo Daniel Silva voou e anotou 28m57s, garantindo a primeira colocação. Entre as mulheres, vitória de uma velha conhecida do circuito: Luzia Mesquita (39m53s). Confira todos os resultados abaixo.

Por Luiz Guilherme Freitas / Fotos Thiago lemos

Filipe Toledo avança na França

O Quiksilver Pro France prossegue até o dia 6 de outubro em Hossegor. No domingo (29), foram realizadas sete baterias, as três que restavam para fechar a repescagem e as quatro primeiras da terceira fase. O paulista Filipe Toledo foi o único brasileiro que competiu e ganhou um duelo muito disputado contra o australiano Adam Melling, encerrado em 16,00 a 15,77 pontos. O mais jovem integrante da elite mundial, 19 anos, agora volta a encarar Adriano de Souza na terceira fase pela terceira vez este ano. Bem mais experiente, Mineirinho derrotou Filipinho em Bells Beach e também na etapa passada, em Trestles, nos Estados Unidos.
Filipe Toledo
Os dois se enfrentarão na nona bateria, logo após o confronto do também paulista Miguel Pupo com o australiano Owen Wright. Mas, o primeiro a entrar no mar no próximo dia de boas ondas em Hossegor é o líder do ranking, Gabriel Medina, na sexta bateria com o francês Jeremy Flores. E o quinto brasileiro que ainda está vivo na disputa do título do Quiksilver Pro France é o potiguar Jadson André, que vai fechar a terceira fase contra o australiano Joel Parkinson.

Foi o segundo dia de Gabriel Medina como um mero espectador na França. Depois de estrear com vitória em Les Gardians na sexta-feira e passar direto para a terceira fase, o fenômeno de Maresias, praia de São Sebastião onde ele mora, só tem assistido seus adversários competirem. Dos quatorze que chegaram no Quiksilver Pro France com chances matemáticas de título mundial, dois já saíram da briga, o norte-americano Nat Young e o australiano Bede Durbidge, que não passaram nenhuma bateria em Hossegor.
No domingo também apresentaram quatro concorrentes mais diretos do brasileiro nas baterias que abriram a terceira fase e um deles foi barrado, o número 5 do ranking, Michel Bourez, que acabou eliminado pelo australiano Matt Wilkinson na penúltima bateria do dia. O taitiano agora fica na torcida para que Gabriel Medina não chegue na grande final, pois se isso acontecer ele também não terá mais chances de superar o brasileiro, mesmo que vença as duas últimas etapas da temporada, em Portugal e no Havaí.

O oitavo e o nono colocado, o havaiano John John Florence e o norte-americano Kolohe Andino, respectivamente, também dependem do resultado de Medina na França para continuarem na briga. Andino despachou o havaiano Fredrick Patacchia e John John usou os aéreos de novo para ganhar o duelo havaiano com Sebastian Zietz que fechou o domingo em Les Gardians. Já o atual campeão mundial e defensor do título do Quiksilver Pro, Mick Fanning, garantiu seu nome entre os candidatos ao título, mesmo com vitória de Gabriel Medina na França. Por enquanto, além do australiano, só Kelly Slater também segue com chances matemáticas para Portugal, independente do que o brasileiro consiga em Hossegor.
Mick Fanning travou uma batalha duríssima contra o também australiano Dion Atkinson na bateria que abriu a terceira fase. Os dois fizeram os maiores placares do domingo entre os homens, com Fanning levando a melhor por 17,27 a 16,53 pontos. A passagem para a quarta fase era a condição mínima para ele continuar na briga do título, caso Gabriel Medina repita a sua primeira vitória no WCT, conquistada em 2011 no Quiksilver Pro France. O brasileiro atingiria 61.350 pontos no ranking e Fanning agora poderá igualar essa marca se vencer o Moche Rip Curl Pro em Portugal e o Billabong Pipe Masters no Havaí, ou seja, matematicamente ainda tem chances.

"Competir aqui na França é preciso paciência", ensina Mick Fanning. "As condições do mar podem mudar a cada dia e bateria a bateria, então você tem que ser paciente e ficar muito atento. Essa é a chave pra se dar bem aqui. O Dion (Atkinson) tem sido um forte adversário ultimamente. Ficamos trocando notas bastante altas lá fora e é sempre motivador quando você vê seu adversário conseguir uma boa onda, desde que você consiga uma também para poder reverter o resultado. Foi uma grande bateria e estou feliz por ter avançado".
Mick Fanning agora vai disputar a primeira vaga direta para as quartas de final contra o também australiano Matt Wilkinson e o norte-americano Kolohe Andino. Mas, esta fase não é eliminatória e classifica o vencedor da bateria, mas os perdedores têm uma segunda chance na repescagem. O havaiano John John Florence está na segunda e aguarda os resultados das duas primeiras baterias do próximo dia para saber quem serão seus adversários. Um deles pode ser Gabriel Medina, caso o brasileiro consiga derrotar o francês Jeremy Flores na sexta bateria.

Por João Carvalho / Fotos ASP

Magno e Saporito vencem inédita Ultrafinisher no XTerra MG

O último domingo (28) de provas contou com vitórias de José Miraílton e Paloma Vasconcelos na Endurance 50k, e Lukas Kaufmann e Roberta Stopa no MTB Cup. Rosália Camargo comemora título do circuito

O segundo dia de competições no XTerra Estrada Real, em Tiradentes-MG, foi tão emocionante quanto o primeiro, com muita disputa na linha de chegada. O sol apareceu mais forte do que no sábado e se tornou aliado de alguns e inimigo de outros em provas de MTB Cup, Endurance 50k e na continuação da Ultrafinisher 80k + 50k. Além dessas modalidades, a kids mini corrida animou a criançada no município mineiro.
Carlos Magno
Inédita no circuito, a Ultrafinisher 80k + 50k desafiou os atletas exigindo suor e muita estratégia em prova combinada de dois dias. O vencedor entre os homens foi Carlos Magno, com o tempo total de 12h21m07s. A segunda colocação ficou com Giliard Pinheiro (12h33m21s) e a terceira com Claudio Souto Oliveira (18h44m17s). "O desafio foi grande, a estratégia para esses dois dias tinha que ser muito bem traçada. Fico feliz de ser o primeiro colocado no tempo combinado", afirmou Magno. Entre as mulheres, duas guerreiras conseguiram superar seus limites e completaram a prova: Vera Saporito, a campeã, com 19h31m58s, e Rosimeire Assis, que marcou 22h35m37s no relógio.

O sol foi um dos principais personagens da Endurance 50k. E quem comemorou o calor foi o baiano José Miraílton Pereira, que venceu a terceira etapa do XTerra Brazil Tour no ano e comemorou bastante. Amauri José dos Santos (4h13m01s) e Marcio Souza (4h16m57s) completaram o pódio. "Estou muito feliz, comecei a correr esse tipo de prova este ano e já venci pela terceira vez em um circuito como o XTerra. O percurso é muito bonito, estava bem marcado e não tenho problema com calor, estou acostumado a treinar assim na Bahia", analisou Miraílton.
Paloma Vasconcelos
Na categoria feminina, Paloma Vasconcelos (5h19m56s) superou a favorita do circuito, Rosalia Camargo (5h46m25s), e foi a vencedora. Juliana Cecília de Andrade (6h00m08s) ficou com a terceira colocação. Apesar do segundo lugar, após uma queda no percurso que resultou em um machucado no joelho, Rosália conquistou, com duas etapas de antecedência, o título do circuito.

Na segunda etapa do MTB Cup no ano, vitória de velhos conhecidos. Em chegada emocionante, o suíço Lukas Kaufmann (1h39m37s), que já havia vencido na primeira etapa do ano, em Paraty-RJ, superou Daniel Grossi (1h39m38s) e Edivando de Souza (1h39m40s) um e dois segundos respectivamente. "O percurso é muito duro, as subidas foram muito longas. Essa semana de treinos foi difícil, não sabia como seria minha prova, queria sentir depois da largada e consegui segurar o pelotão. No final deu tudo certo" disse Kaufmann.
Entre as mulheres, destaque para Roberta Stopa. Com o tempo de Roberta Stopa 2h05m32s, ela sobrou em cima dos adversários: Sofia Isabel Franco (2h10m20s) e Leticia Jaqueline Soares (2h14m05s) completaram o pódio.

Além das disputas acirradas, o domingo também foi de muita alegria na kids mini corrida. Crianças de 1 a 13 anos se divertiram em Tiradentes em uma prova que tem como objetivo estimular os pequenos a praticarem esportes desde cedo. Em 2014, o XTerra Brazil Tour, que já passou por Natal, Paraty, Ilhabela, Manaus e Mangaratiba, tem um total de nove etapas e ainda será disputado em locais como Búzios, Costa Verde e Juiz de Fora.

Por Luiz Guilherme Freitas / Fotos Thiago Lemos

Tyler Wright vence o Roxy Pro France

Com boas ondas de 4-6 pés no domingo (29) de praia lotada,  rolaram os quatro primeiros confrontos da terceira fase entre as baterias do Roxy Pro France, que foi encerrado no domingo com vitória da australiana Tyler Wright na final contra a norte-americana Courtney Conlogue.
Tyler Wright (AUS) / Foto Kirstin Scholtz / ASP
Com este resultado, a disputa do título feminino ficou ainda mais embolada entre as quatro primeiras colocadas no ranking. Cada uma delas agora tem duas vitórias nas oito etapas do ASP Women´s World Tour completadas na França. Tyler Wright começou o domingo vingando a derrota sofrida na final do Roxy Pro do ano passado para a também australiana Sally Fitzgibbons, que se mantém na frente.

Depois passou pela francesa Johanne Defay nas semifinais e não deu qualquer chance para a norte-americana Courtney Conlogue. A australiana fez uma apresentação impecável, conseguindo quatro notas acima dos 9 pontos. Nas duas ondas computadas no resultado, atingiu 19,20 pontos somando 9,70 com 9,50 para pular do quarto para o segundo lugar no ranking e entrar de vez na briga do título mundial.
Pódio Feminino / Foto Kirstin Scholtz / ASP
"As condições do mar estão muito boas e eu consegui imprimir um ritmo forte na bateria desde o início", falou Tyler Wright, que agora totaliza 56.200 pontos no ranking, contra 57.900 da líder Sally Fitzgibbons, 55.950 da terceira colocada, Stephanie Gilmore, e 54.700 da quarta, Carissa Moore. "Eu acho que minhas quatro primeiras ondas foram todas acima dos 9 pontos, então eu realmente procurei apenas me divertir e surfar o meu melhor possível. Eu sempre tenho conseguido bons resultados aqui na França ao longo dos anos e estou muito feliz por colocar meu nome mais uma vez no troféu das campeãs deste evento".

As meninas já partem para Portugal porque no dia 1.o, quarta-feira, onde começa a penúltima etapa do WCT feminino, o Cascais Women´s Pro que vai até 7 de outubro na Praia do Guincho, em Cascais, Estoril.

Por João Carvalho

28 de setembro de 2014

Santa Catarina é palco da "perna brasileira" da ASP South America

A nova "perna brasileira de fim de ano" da ASP South America será iniciada em um dos principais palcos do esporte no país, com a estreia do ASP 6-Star Santa Catarina Pro nos dias 18 a 25 de outubro na Praia da Joaquina, em Florianópolis. Além de marcar o retorno da capital catarinense e da praia mais famosa da Ilha da Magia ao calendário do ASP Qualification Series depois de 12 anos, na mesma data será realizada a primeira etapa feminina do WQS na Joaquina, com nível 5 estrelas. Um total de 178 surfistas de 23 países já confirmou participação nas duas competições, sendo 144 representantes de 21 nações na categoria masculina e 34 de dez países na feminina. "Já estou há 19 anos trabalhando em campeonatos de surfe, mas esta vai ser a primeira etapa de Circuito Mundial que estarei à frente de tudo, pois o evento é 100% organizado pela Federação Catarinense de Surf e logo na Joaquina, onde tudo começou para o nosso esporte em nível de organização de grandes eventos", disse Fred Leite, presidente da Fecasurf, entidade que organiza o Oceano Santa Catarina Pro com a chancela da ASP South America.
Wiggolly Dantas (SP) / Foto Daniel Smorigo/ASP
Na Praia da Joaquina sempre lotada, o Circuito Mundial retornou ao Brasil em 1986 com as etapas históricas do Hang Loose Pro Contest e no mesmo ano foi fundada a Associação Brasileira de Surf (Abrasp). Foi também na Praia da Joaquina onde começou o primeiro Circuito Brasileiro de Surf Profissional em 1987. Pelo Circuito Mundial, a "Joaca" já sediou onze etapas do ASP Qualification Series (antigo World Qualifying Series) desde a criação de uma divisão de elite em 1992. No Brasil, este número só fica atrás das quinze provas realizadas na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro (RJ), e das quatorze disputadas no Arquipélago de Fernando de Noronha (PE).

Mas, já faz 12 anos que nenhuma etapa das séries qualificatórias para a elite mundial do ASP World Championship Tour é realizada na Praia da Joaquina. A última aconteceu no longínquo ano de 2002, antes da Joaca se tornar a sede principal da etapa brasileira do WCT nos primeiros anos em Santa Catarina, entre 2003 e 2005. O último campeão em etapas do WQS nas ondas mais famosas da Ilha de Santa Catarina foi Travis Logie, um dos dois sul-africanos que integram o grupo dos top-34 do Samsung Galaxy ASP World Championship Tour esse ano.
Praia da Joaquina / Foto Basilio Ruy/Fecasurf
Já o único que conseguiu festejar vitória na Joaca mais de uma vez foi o catarinense Neco Padaratz, em 1995 e 1998. Os brasileiros venceram sete das onze etapas realizadas entre 1992 e 2002 e o último campeão foi o baiano Armando Daltro no ano 2000. O Oceano Santa Catarina Pro vai escrever mais um capítulo dessa história nos dias 18 a 25 de outubro. A vitória vale importantes 3.500 pontos na reta final da corrida pelas dez vagas para o WCT do ano que vem, além de igualmente decisivos 2.000 pontos na última prova importante para as meninas na briga pelas seis vagas para o WCT feminino.

Quatro surfistas da atual elite feminina do ASP Women´s Tour estão entre as 34 que já fizeram suas inscrições para o ASP 5-Star Oceano Santa Catarina Pro, a havaiana Alessa Quizon, a australiana Nikki Van Dijk, a francesa Pauline Ado e a neozelandesa Paige Hareb. Mas, nenhuma das participantes pode tirar a liderança da brasileira Silvana Lima no ranking do ASP Women´s Qualification Series 2014 em Florianópolis. A cearense já recuperou a sua vaga entre as top-17 do WCT perdida no ano passado, mas algumas vagas ainda estão em jogo nas três etapas da "perna sul-americana" da ASP South America que vai fechar a lista das seis indicadas pelo ASP QS para o Samsung Galaxy ASP Women´s Tour do ano que vem.
Silvana Lima (CE) / Foto Steve Robertson/ASP
As brasileiras são maioria entre as 34 inscritas de onze países até o momento, com treze meninas, número que ainda pode subir porque ainda restam dez vagas para completar o limite de 44 participantes para o ASP 5-Star Oceano Santa Catarina Pro. Entre as estrangeiras, o maior pelotão é do Havaí com quatro surfistas, seguido pela Austrália e Estados Unidos com três cada, França, Espanha, África do Sul e Nova Zelândia com duas e comparecem com uma representante a Argentina, Inglaterra e Barbados. Estes dois últimos países só participam da categoria feminina, pois não têm nenhum competidor na masculina.


No momento, os brasileiros dominam o ranking do ASP Qualification Series com metade das dez vagas para o WCT do ano que vem. O líder é o australiano Matt Banting, seguido pelos paulistas Filipe Toledo e Adriano de Souza que estão confirmando suas permanências entre os top-22 do ASP World Tour e dispensam a classificação pelo ranking de acesso. Os cinco que estão no G-10 do QS são os também paulistas Wiggolly Dantas (5.o no ranking) e Jessé Mendes (6.o), o catarinense Tomas Hermes (7.o), o potiguar Jadson André (8.o) e outro catarinense, Willian Cardoso (11.o), que ocupa a penúltima posição na lista fechada pelo único norte-americano, Michael Dunphy. As outras vagas estão com os australianos Matt Banting (1.o) e Adam Melling (10.o), o havaiano Keanu Asing (4.o) e Charles Martin (9.o), da Ilha Guadalupe.
Além do ASP 6-Star Oceano Santa Catarina Pro, mais duas etapas formam a nova "perna brasileira de fim de ano" da ASP South America. A próxima é o ASP 4-Star Mahalo Surf Eco Festival, que será reeditado no litoral sul da Bahia, de 27 de outubro a 2 de novembro na Praia da Tiririca, em Itacaré. E na semana seguinte, acontece outra estreia no Brasil, o São Paulo Prime que vale a pontuação maxima (6.500) para o ranking do ASP Qualification Series e será disputado na casa do fenômeno Gabriel Medina, nos dias 3 a 9 de novembro na Praia de Maresias, em São Sebastião, no litoral norte paulista. Para as meninas também serão três etapas, mas formando uma "perna sul-americana" da ASP South America que será encerrada no Chile. Depois do ASP 5-Star Oceano Santa Catarina Pro, elas partem junto com os homens para o ASP 4-Star Mahalo Surf Eco Festival em Itacaré, na Bahia. De lá, já podem ir direto para o Chile, para já ir treinando nas difíceis ondas de Punta de Lobos, em Pichilemu, onde o ASP 3-Star Maui Women´s Pro Punta de Lobos fecha o ASP Women´s Qualification Series 2014 nos dias 13 a 16 de novembro.

Por João Carvalho

27 de setembro de 2014

Motaury Porto lança a versão impressa do livro Muitas Águas

​​​​O jornalista e fotógrafo Motaury Porto escolheu  flagship store da Star Point, localizada em Moema, para o lançamento da versão imprensa do livro intitulado "Muitas Águas". O coquetel especial será na próxima 4ª. feira, 01 de outubro. A obra, antes, estava disponível apenas na versão e-book. A partir das 18 horas os clientes poderão bater papo, tirar fotos e receber autógrafos do autor. O evento contará também com uma exposição fotográfica do artista e um pocket show com a banda do Edú Marron, para animar a galera.

Motaury decidiu publicar o livro devido ao sucesso do conteúdo acumulado em dez anos de crônicas. Reuniu seus textos com histórias reais e algumas fantasias de surfista descritas num linguagem divertida e cativante, com alguns dos melhores momentos de suas viagens atrás das ondas perfeitas, reflexões e experiências.
Foto de Motaury Porto
"O objetivo principal das crônicas era compartilhar minhas experiências nestes anos todos como surfista e fotógrafo de surf. Acredito que todos têm suas histórias. Cada um com sua própria visão de mundo. Assim, ao dividir isto, aprendemos uns com os outros", diz Motaury.

Serviço:
Evento: Coquetel de lançamento livro Muitas Águas (versão impressa)
Local: Flagship Store Star Point
Endereço: Av. Irai, 224 - Moema
Fone: 5561-1504
Horário: das 18h até as 22h

Por Daniela Vinci

26 de setembro de 2014

Começa sábado a decisão da 19º A Tribuna de Surf Colegial

Com 168 atletas inscritos, o 19º A Tribuna de Surf Colegial terá a sua decisão a partir deste sábado (25), na Praia do Tombo, em Guarujá. A competição tem início às 8 horas e as finais estão marcadas para domingo, das 12h15 às 14h. Em ação 144 alunos nas categorias júnior, mirim, iniciante e feminina, representando cerca de 80 escolas de Ilha Comprida a Ubatuba, e mais 24 estudantes no Desafio Tri FM/AntiQueda de Surf Universitário, já ampliando o raio de ação do evento para alunos de faculdades.
Quem não puder acompanhar a competição na praia, tem a opção da transmissão ao vivo pela internet, no link www.triesportes.com.br/surfcolegial. Logo na primeira bateria, as disputas já garantem boas performances, tendo como destaques Edgard Groggia e Leonardo Menyon. Edgard compete em casa, defendendo o Adélia Camargo Corrêa, e chega como atual campeão guarujaense e segundo colocado na abertura do A Tribuna, enquanto que Leonardo Menyon, do Vila Tupy, de Praia Grande, ficou conhecido por salvar um banhista, em Guarujá, abrindo mão da disputa de sua bateria no Paulista.

Na etapa inicial, em São Vicente, Guilherme Silva, do Raquel de Castro, de Guarujá, levou a melhor entre os juniores. Nas outras finais colegiais, vitórias de três estreantes, com Arthur Germano, do Plínio Gonçalves, de São Sebastião, Pedro Dib, do Objetivo, também de São Sebastião, e Açucena Vaz, do Dionísia Veloso, de Ubatuba. Já o experiente Magno Pacheco, que já passou pelo colegial manteve a hegemonia do Desafio Tri FM/AntiQueda Universitário, defendendo o Don Domênico, para tentar o tri na categoria. “A ideia é voltar a surfar bem, agora na minha cidade, e garantir esse importante título. No ano passado cheguei perto, fui o vice da mirim e quero entrar nessa galeria de campeões, que conta com tantos nomes importantes”, afirma Guilherme Silva, que tem como rivais direto, além de Edgard Groggia, outra grande revelação de Guarujá, Victor Bernardo, campeão brasileiro pro júnior de 2013, que foi o terceiro na etapa inicial, também defendendo o Adélia.

Na mirim e na iniciante, o Adélia Camargo Corrêa, colégio 11 vezes campeão por equipes e vitorioso, com folga, na etapa de abertura desse ano, também conta com destaques. Vitor Mendes, na mirim, e Eduardo Motta, na iniciante, ficaram em segundo lugar em suas categorias. Já na feminina, Isadora Parra, da EM Ayrton Senna, de Santos, ficou coma segunda posição. Além das disputas no mar, o evento contará com atrações para os competidores e público em geral. Junto à tenda da Tri FM, serão realizadas brincadeiras como Chute a gol, Quis AntiQueda, carrinho de mão, cabo de guerra, valendo brindes dos patrocinadores. Outra atração será o sorteio de uma prancha Silver Surf, para quem estiver na praia.

O Núcleo de Educação Ambiental Paulo Tendas, da Prefeitura de Guarujá, instalado na Praia do Tombo, também promoverá atividades, evidenciando o certificado de Bandeira Azul, por oferecer ótima balneabilidade, acessibilidade e infraestrutura para turistas. Serão dez brincadeiras, com mote ecológico, como o “Monte um bicho com o lixo”, com a proposta de criar um animal da fauna, através de material da coleta seletiva.

Fonte FMA Notícias / Foto Silvia Winik

Vitorioso mesmo antes de nascer

Em todo o campeonato que participa, o santista Nick Kikuda tem o objetivo de vencer, como todo esportista. Mas, na verdade, só o fato de estar competindo já pode ser comemorado como uma grande conquista. Antes mesmo de nascer, o surfista já dava demonstração de que seria um vencedor e hoje curte cada dia como um presente da vida. Ele nasceu no Japão, onde seus pais trabalhavam, e ainda aos cinco meses de idade foi submetido a uma cirurgia cardíaca. “Desde que minha mãe ficou grávida, sabia do risco de eu nascer com algum problema, pois os médicos já tinham alertado no pré-natal, que poderia até não andar ou mesmo nem nascer. Mesmo assim, não desistiu. Eu nasci com problema de coração, com a válvula pulmonar fechada e dois sopros bem grandes”, conta.
Se para um adulto uma operação dessas é delicada, imagina para um bebê. O ano era 1999 e, naquela época, o procedimento era de grande risco. Segundo os médicos, Nick tinha apenas 10% de chance de vida. “Um dos médicos falou para o meu pai que era melhor ele me batizar, antes. Foi uma correria e ele saiu de Shizuoka, foi até Yokohama e achou um padre francês para isso. Foram momentos difíceis para eles”, conta o atleta de 15 anos.

A cirurgia foi bem sucedida e, nascido na Terra dos Samurais, Nick foi um guerreiro e conseguiu seguir com sua vida. As marcas dessa vitória ele carrega no peito literalmente. “Alguns falam que foi um milagre de Deus. Trago isso desde cedo, essa vitória”, comenta o jovem, sempre estampando um sorriso no rosto, falando com gentileza, educação, como se estivesse sempre agradecido por estar vivendo aquele momento. Filho de surfista, Nick acabou herdando essa paixão pelas ondas. No começo foi impedido pela mãe de surfar, que temia pelo esforço físico, ainda mais dentro do mar. Mas já que superou a maior dificuldade, não seria esse o grande obstáculo para praticar o esporte que escolheu.

Desde os sete anos, morando em Santos, ele viu seu pai surfar e convivendo nesse ambiente, a vontade só aumentou.  “Meu pai era competidor do Circuito Japonês e do WQS no Japão. Ganhou muitos campeonatos e eu sempre estive no meio do surf. Minha mãe me conscientizava de que eu não podia, para não me cansar e acelerar muito o meu coração, aumentar a pressão. Mas a vontade de fazer esporte só foi aumentando”, afirma, que há dois anos decidiu seguir o que gostava.

E o esporte acabou se tornando um bom ‘remédio’ preventivo. “O surf ajuda demais, na respiração, deixa meus batimentos regulares”, explica o surfista, que na última terça-feira (23), fez pódio na 2ª etapa do Circuito Santos Surf, no Quebra-Mar, e no sábado e domingo (27 e 28), volta a competir, agora na decisão do 19º A Tribuna de Surf Colegial, na praia do Tombo, em Guarujá. O atleta defenderá o Colégio Marquês de São Vicente e quer melhorar o resultado da etapa inicial, o 25º lugar. Mas acostumado a grandes batalhas e desafios desde os primeiros meses de vida, esse é só um detalhe. E se domingo, estará no pódio ou não, é o que menos importa.

Por Fábio Maradei / Foto Rodrigo Baida

Quiksilver, Roxy e DC Shoes em sintonia

Amanhã, 27 de setembro, as lojas Quiksilver receberão seus clientes de forma especial para celebrar a chegada da nova coleção de Verão 2015 das marcas Quiksilver, Roxy e DC Shoes. Além disso, ambas as lojas estão com uma nova identidade visual, seguindo o conceito global, após passarem por uma pequena e recente reforma.
O renomado DJ Pachu comanda o dia na loja localizada no Barra Shopping, RJ. Os clientes poderão brindar a ocasião e ainda ganhar mimos das marcas a partir de qualquer compra.  O mesmo acontece simultaneamente na loja do no Barra Shopping Sul em Porto Alegre. A diferença é que lá, o som fica por conta do também conhecido DJ Johnny Marco. O evento é aberto ao público e acontece durante todo o dia, das 10h às 22h.

Serviço:
Quiksilver Store Rio de Janeiro
Local: Barra Shopping - Piso Lagoa
Tel.: 21.2431-8257
Endereço: Av. Das Américas, 4166 - Rio de Janeiro.

Quiksilver Store Porto Alegre
Local: Barra Shopping Sul - Nível Jockey
Tel.: 51.3072-9270
Endereço: Avenida Diário de Notícias, 300 - Cristal, Porto Alegre

Por Daniela Vinci

Medina já elimina um dos treze concorrentes ao título mundial

A praia Le Gardian foi o palco da primeira apresentação dos melhores surfistas do mundo no Quiksilver Pro France, iniciado na sexta-feira em Hossegor. Três brasileiros estrearam com vitórias nas boas ondas de 3-4 pés que formavam rampas perfeitas para os aéreos. Foi assim que Gabriel Medina derrotou português Tiago Pires e o norte-americano Dane Reynolds, logo após Kelly Slater ser mandado para a repescagem pelo australiano Matt Wilkinson. Do Brasil, Adriano de Souza e Miguel Pupo também avançaram direto para a terceira fase da nona das onze etapas do Samsung Galaxy ASP World Championship Tour 2014. O prazo começou na quinta-feira, mas no primeiro dia só as meninas competiram em três rodadas completas do Roxy Pro France em Hossegor.
Gabriel Medina (BRA)
Gabriel Medina enfrentou o sempre perigoso convidado da Quiksilver na etapa francesa, Dane Reynolds, além do português Tiago Pires, no sexto confronto do dia. O também paulista Filipe Toledo já havia sido mandado para a repescagem pelo francês Jeremy Flores na terceira bateria e o carioca Raoni Monteiro pelo australiano Joel Parkinson na quarta. Na seguinte, Matt Wilkinson acabou derrotando por pouco - 14,67 x 14,50 - Kelly Slater, que vai ter que encarar Dane Reynolds na abertura da repescagem. Isto porque Gabriel Medina acertou os aéreos para superar o norte-americano por 15,70 a 14,76 pontos, com Tiago Pires ficando em último com 13,43 em uma das baterias mais disputadas do dia.

"Foi realmente uma bateria muito difícil", disse Gabriel Medina. "Enfrentar o Dane (Reynolds) é sempre assustador, um grande surfista, e o Tiago (Pires) tem muita experiência nessas ondas aqui de Hossegor. Mas, estou me sentindo bem, confiante, minhas pranchas estão boas e eu gosto de competir nestas ondas. Eu tenho muitas recordações especiais daqui da França e isso me motiva. Foi aqui que eu ganhei o King of the Groms e onde venci meu primeiro evento do WCT também. E eu espero poder fazer mais memórias assim para mim de novo aqui".
Adriano de Souza
Com a passagem direta para a terceira fase do Quiksilver Pro France, Gabriel Medina já diminuiu um concorrente na contagem regressiva para o primeiro título do Brasil na história do Circuito Mundial, Bede Durbidge. Mesmo que vença a etapa da França e também as outras duas que vão fechar a temporada 2014 em Portugal e no Havaí, o australiano não consegue mais ultrapassar os 53.100 pontos que Medina já garantiu no ranking com um 13.o lugar em Hossegor. O brasileiro vai eliminando adversários a cada bateria vencida na França, mas ainda restam doze surfistas com chances matemáticas e as principais ameaças já têm títulos mundiais no currículo, Kelly Slater, Mick Fanning e Joel Parkinson, além do taitiano Michel Bourez.

Além do número 1 do mundo, apenas mais dois brasileiros começaram com vitórias no Quiksilver Pro France. O sétimo do ranking, Adriano de Souza, competiu logo após a estreia de Gabriel Medina e surfou bem para derrotar o norte-americano C. J. Hobgood e o espanhol Aritz Aranburu por 15,90 pontos. Na sequência, Julian Wilson fez o recorde do dia contra Jadson André, mas Miguel Pupo garantiu a terceira vitória brasileira, ganhando por uma pequena diferença de 15,16 a 14,03 pontos do norte-americano Kolohe Andino, com o australiano Dion Atkinson ficando em último com 10,90.

Por João Carvalho / Foto Kirstin Scholtz / ASP

25 de setembro de 2014

Gabrile Medina é favorito na França

Começou hoje o período de espera do Quik Pro France, sem competição ainda, com nova chamada agendada para amanhã, pelas 7h30 locais em Landes. O evento será decisivo para mostrar quem será o campeão em 2014. Gabriel Medina está à frente, porém, ainda há chances Kelly Slater e Mick Fanning.
O brasileiro Gabriel Medina chega a França na frente do pelotão, numa praia onde venceu a sua primeira etapa do WCT. “Tenho boas memórias de França, ganhei aqui o meu primeiro evento do WCT e adoro as ondas”, afirmou.

Na cola de Medina está Kelly Slater, que tem tido boa atuação. “O Gabriel tem tido muitos resultados fortes este ano”, disse Kelly. “Espero que a decisão fique para Pipeline, mas até lá há muito trabalho aqui na França e Portugal”, finalizaou. Kelly também confessou que para ter um final feliz terá que estar em todos os pódios começando pela França.

Outro campeão do mundo, Mick Fanning, aguarda qualquer deslize dos adversários e está confiante.  O australiano foi o vencedor desta mesma etapa, no ano passado e analisou assim o seu momento: “Tenho tido um ano positivo, mas ainda não consegui ter bons resultados e isso está me prejudicando. Historicamente eu constumo melhorar quando chega nesta fase do WCT, acredito que tudo ficará mais interessantes a partir da França”, garantiu.

Quiksilver Pro France
Heat 1: Taj Burrow (AUS), Fredrick Patacchia (HAW), Travis Logie (ZAF)
Heat 2: Michel Bourez (PYF), Sebastian Zietz (HAW), Brett Simpson (USA)
Heat 3: Mick Fanning (AUS), Filipe Toledo (BRA), Jeremy Flores (FRA)
Heat 4: Joel Parkinson (AUS), Kai Otton (AUS), Raoni Monteiro (BRA)
Heat 5: Kelly Slater (USA), Matt Wilkinson (AUS), Matt Banting (AUS)
Heat 6: Gabriel Medina (BRA), Tiago Pires (PRT), Dane Reynolds (USA)
Heat 7: Adriano de Souza (BRA), C.J. Hobgood (USA), Aritz Aranburu (ESP)
Heat 8: John John Florence (HAW), Julian Wilson (AUS), Jadson Andre (BRA)
Heat 9: Kolohe Andino (USA), Miguel Pupo (BRA), Dion Atkinson (AUS)
Heat 10: Nat Young (USA), Adrian Buchan (AUS), Alejo Muniz (BRA)
Heat 11: Jordy Smith (ZAF), Bede Durbidge (AUS), Mitch Crews (AUS)
Heat 12: Owen Wright (AUS), Josh Kerr (AUS), Adam Melling (AUS)

Fonte SurfTotal

Parko leiloa prancha em prol de Bali

Campanha contra resíduos nas ondas de Bali, motivaram Joel e a Billabong

O campeão do mundo de surf em 2012, Joel Parkinson, e os seus patrocinadores, a Billabong, estão focados em ajudar a limpar Bali. Parko resolveu doar uma prancha autografada – e que foi usada pelo mesmo no Billabong Pro Tahiti 2014 - para que esta possa ser leiloada pela Role Foundation e assim ajudar o Island Sustainability Education Centre.
O objetivo é juntar dinheiro para ajudar a associação a limpar o lixo que está no mar e que prejudica a prática do surf naquela zona. “Estamos muito agradecidos ao Joel pela doação da prancha autografada para que possamos juntar dinheiro para a gestão de resíduos e projetos ambientais, a educação das crianças para o problema dos resíduos e a formação de embaixadores ambientais pela Role Foundation”, referiu a responsável pela Billabong na Indonésia Arini Sukmawati.

Assim, se quiser comprar esta prancha, usada pelo campeão Parko, basta acessar ao site do ebay e fazer a oferta.

Fonte SurfTotal


Derek Rabelo em praias portuguesas

O inspirador jovem de 22 anos, Derek Rabelo, não deixou que o fato de ser cego o impedisse de seguir uma paixão, neste caso o surf.  O jovem surfista está em Portugal para promover o lançamento do documentário “Para Além da Visão” (Beyond Sight no original) - cuja estreia aconteceu no último sábado (20), no Estoril.
Derek aproveitou para conhecer algumas praias como a do Guincho, Carcavelos e a Praia Grande, na companhia do seu treinador, Magno Oliveira, atleta de bodyboard que está também em Portugal por ocasião da etapa do circuito mundial da modalidade, na Praia Grande.

O surfista cego tem sido requisitado pela mídia local, e a sua história tem sido destaque em diferentes noticiários, onde também foi noticiado uma outra paixão de Derek: o Downhill Skate.

Fonte SurfTotal

Curso para capacitar professores de SUP

A terceira edição do Curso de Capacitação para Professores de Stand Up Paddle rola nos dias 18 e 19 de outubro, com carga horária de 16 horas, com aulas teóricas na Fefisa, em Santo André - SP, e práticas na represa Billings. Ministrado pelos professores João Renato de Moura Jr., colunista da revista Fluir Stand Up, e Daniela Paiva, a extensão universitária capacita profissionais de Educação Física a atender as necessidades do mercado com objetivo de oferecer conhecimento teórico e prático para os estudantes que buscam qualificação especializada e diferencial no mercado competitivo.
De acordo com com João Renato, esta é a terceira edição do curso. “Sempre acrescentamos um pouco mais de conteúdo e damos todas as informações necessárias para montar, gerir e administrar uma escola de Sup, além da parte de preparação física de um atleta da modalidade”, explica.

Para ele, este contato com o meio acadêmico amplia cada vez mais os horizontes. “As faculdades entenderam a importância de trazer para dentro das universidades cursos voltado aos esportes de aventura, também conhecidos como esportes ao ar livre ou esportes alternativos. Com o stand up não é diferente, pois o crescimento do esporte segue uma tendência mundial. A lógica é capacitar para que seja praticado com conhecimento e segurança”, comenta Moura.
Serviço:
Curso de Capacitação para Professores de Stand Up Paddle
Professores:
Daniela Paiva (CREF 09492-G/SP)
João Renato de Moura Jr. (CREF 014107-G/SP)
Datas: 18 e 19 de Outubro
Locais: Fefisa e Suporte (Represa Billings)
Carga Horária: 16 horas
Valor: R$ 330,00.
Mais informações: capacitacaosup@gmail.com

Por Nancy Geringer / Foto Arquivo Pessoal

24 de setembro de 2014

Brasil pode ter o 1º título mundial de surf

O prazo da nona das onze etapas do ASP World Championship Tour 2014 começa nesta quinta-feira e vai até o dia 6 de outubro na França. Agora, efetivamente, inicia-se a contagem regressiva para o primeiro título mundial do Brasil no WCT com o paulista Gabriel Medina, 20 anos, que lidera o ranking com 6.500 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, Kelly Slater, 42 anos. Mas, o campeão da temporada não poderá ser definido no Quiksilver Pro France, pois Slater ainda terá chances de ultrapassar o brasileiro se vencer as duas últimas etapas do ano, o Moche Rip Curl Pro nos dias 12 a 23 de outubro em Portugal e o Billabong Pipe Masters de 8 a 20 de dezembro no Havaí.
Campeão na Austrália / Foto Kelly Cestari / ASP
Nas oito etapas realizadas este ano, Medina é o único que venceu três e duas delas onde nenhum brasileiro ainda tinha conquistado um título. O primeiro troféu de campeão inédito para o Brasil foi logo na etapa que abriu a temporada 2014, o Quiksilver Pro Gold Coast, Austrália. O segundo foi no Fiji Pro nos tubos perfeitos da ilha de Tavarua em Fiji. E a terceira vitória aconteceu nas ondas mais temidas do Circuito Mundial, em Teahupoo no Billabong Pro Tahiti. Ele conquistou 51.350 pontos dos 80.000 disputados, ou seja, apresenta o maior índice de aproveitamento da temporada, 64,2%.

No momento, os quatorze primeiros colocados no ranking ainda têm chances matemáticas para isso, caso Medina não passe nenhuma bateria em Hossegor, o que é bastante improvável, mas não impossível de acontecer. Foi nas ondas francesas que Gabriel Medina impressionou o mundo pela primeira vez com seus aéreos, ao ganhar com duas notas 10 a competição Grommets para surfistas com até 15 anos de idade do Quiksilver Pro France. E foi também neste campeonato que ele conquistou a sua primeira vitória no WCT em 2011, derrotando o australiano Julian Wilson na final depois de atropelar Kelly Slater nas quartas de final com uma "combination", quando o oponente fica precisando de mais de dez pontos para reverter o resultado. No ano passado, ele fez outra final, mas desta vez foi derrotado pelo australiano Mick Fanning.
Campeão em Fij / Foto Steve Robertson/ASP
Medina estreia na sexta bateria da primeira fase contra o português Tiago Pires e o norte-americano Dane Reynolds. Caso perca esta, terá outra chance de classificação na repescagem e se passar já elimina um dos concorrentes, o 14º do ranking, Bede Durbidge, da Austrália. Slater compete antes dele, na quinta bateria contra os australianos Matt Wilkinson e Matt Banting, uma das novidades já confirmadas para a primeira elite dos top-34 da World Surf League (WSL), novo nome da Association of Surfing Professionals (ASP) a partir de 2015.

Matematicamente, Slater é o único a impedir que o título mundial seja decidido na França. Se vencer o Quiksilver Pro pela segunda vez, Gabriel Medina atinge 61.350 pontos no ranking. Mas, mesmo ficando em último nesta etapa, perdendo na primeira fase e na repescagem, Kelly Slater ainda pode chegar a 63.100 pontos com vitórias no Moche Rip Curl Pro em Portugal e no Billabong Pipe Masters no Havaí. E apenas mais três ainda teriam chances de superar Gabriel Medina nas duas últimas etapas da temporada, caso o brasileiro vença na França. Mas, para isso, só se Joel Parkinson for um dos semifinalistas em Hossegor, Michel Bourez ter chegado nas quartas de final e Mick Fanning ter passado da terceira fase, ou seja, vencido duas baterias.

Campeão na França / Foto Kirstin Scholtz / ASP
Ainda assim, o brasileiro eliminaria nove dos treze adversários na corrida do título com os 10.000 pontos da vitória no Quiksilver Pro. Desde o atual sexto colocado, Taj Burrow, seguido por Adriano de Souza, até o 14º, Bede Durbidge, que já sai da briga se Medina vencer uma bateria em Hossegor. Se ganhar mais uma e passar da terceira fase, ele tira Josh Kerr. Nas quartas de final não muda nada e se for semifinalista derruba Owen Wright. Passando para a final, elimina mais três, Kolohe Andino, Nat Young e Jordy Smith, que venceu o Hurley Pro Trestles semana passada em San Clemente, na Califórnia, Estados Unidos. E se for o campeão do Quiksilver Pro France, Medina já acaba com as chances de outros três, Taj Burrow, Adriano de Souza e John John Florence, além dos três citados no parágrafo acima, caso eles não consigam os resultados mínimos para continuarem na briga.

Depois do Quiksilver Pro France, restarão apenas duas etapas para fechar o Samsung Galaxy ASP World Championship Tour 2014. A penúltima é o Moche Rip Curl Pro Portugal nos dias 12 a 23 de outubro em Supertubos, Peniche. E o Billabong Pipe Masters encerra a história da Association of Surfing Professionals nos dias 8 a 20 de dezembro em Banzai Pipeline, na ilha de Oahu, Havaí. Isto porque à partir de 2015, a ASP muda o seu nome para World Surf League (WSL).

Por João Carvalho

Roxy Pro France adiando por mais um dia

Lay day no evento da França, enquanto se aguarda a chegada do swell certo.

“As melhores surfistas do mundo merecem as melhores ondas do mundo”. Foi desta forma que Jessi Miley-Dyer da ASP comentou o anúncio de mais um lay day em Hossegor.
Lee-Ann Curren, filha do Tom Curren é wildcard na França / Foto ASP
“Esperamos boas condições  para os próximos dias com um bom swell a caminho, mas por enquanto temos vento onshore. Amanhã, analisaremos de manhã, e com sorte as meninas entram na água”, acrescentou. Amanhã, pelas 7h30 locais haverá nova chamada.

Fonte SurfTotal