8 de agosto de 2014

El Gringo volta a bombar altas ondas no Chile

As ondas voltaram a bombar no Chile, com tubos gelados de 10-12 pés (3-4 metros) e algumas séries entrando com 15 pés na perigosa bancada de corais de El Gringo. Foi mais um dia de condições de desafio para os surfistas no ASP 3-Star Maui and Sons Arica World Star Tour, com o brasileiro Robson Santos sendo o grande destaque nas oito baterias disputadas na sexta-feira em Ex Isla Alacrán.
Robson Santos (BRA)
Ele fez novos recordes para o campeonato com a nota 9,25 que recebeu no tubo mais incrível da semana em El Gringo e ainda pegou outro muito bom para totalizar 16,40 pontos de 20 possíveis. Os brasileiros são maioria com quatro surfistas entre os 32 que vão disputar classificação para as quartas de final do ASP 3-Star de Arica. O título no Chile vale 750 pontos para o ranking mundial do ASP Qualifying Series e 1.000 para o sul-americano da ASP South America.

"Está grande pra caramba o mar e dei sorte de pegar essa onda boa que abriu toda para mim", vibrou Robson Santos, após derrotar os peruanos Joaquin del Castillo e Lucca Mesinas Novaro, além do chileno Camilo Hernandez na sexta bateria do dia "Estou feliz demais. As condições do mar estão realmente bem pesadas, mas o que importa é que consegui avançar para o próximo rounde. Amanhã (sábado) vai ser mais difícil ainda, pois o funil está apertando, então tem que estar preparado e muito concentrado porque as ondas devem estar grandes de novo".
Gabriel Villaran (PER)
Os outros brasileiros que venceram suas baterias nas condições desafiadoras da sexta-feira foram Jessé Mendes e dois especialistas em ondas grandes, Marcos Monteiro e Paulo Moura. Marcos Monteiro já foi campeão em uma etapa do Mundial de Big Waves lá mesmo no Chile e ganhou a segunda bateria do dia despachando o norte-americano Myles Laine-Toner e o havaiano Eli Olson. Paulo Moura venceu o confronto seguinte com duas boas ondas, mas passou um sufoco numa das maiores quedas desta semana em El Gringo. "Caramba, tá punk o negócio lá fora.

As ondas estão realmente muito grandes e pesadas e estou amarradão por conseguir fazer duas ondas boas que me garantiram a vitória", disse Paulo Moura. "No final eu caí de um prédio de 10 andares (risos), mas quando vi que ia dar com a cabeça nas pedras, tive o reflexo de colocar as mãos na frente e foi isso que me salvou. Só machuquei as mãos, mas poderia ter sido muito pior. Na "vaca", arrebentou o copinho da minha prancha e eu fui arrastado por mais de 100 metros numa avalanche de espuma, pois as séries não paravam de bombar. Realmente, hoje (sexta-feira) o negócio não estava para brincadeira".
Brent Symes (AUS)
Dos três surfistas que tinham chance de conquistar um bicampeonato inédito no Maui and Sons Arica World Star Tour, dois competiram juntos e só um passou. O campeão de 2011, o chileno Guillermo Satt, continua na briga derrotando três peruanos na sua bateria. O defensor do título no ASP 3-Star do Chile, Alvaro Malpartida, ficou em último lugar e Cristobal de Col passou em segundo.

Mas, o Peru ainda está na luta pelo bicampeonato, pois o vencedor da primeira edição desta etapa em 2009, Gabriel Villarán, ganhou o primeiro confronto do dia. Na briga pela segunda vaga para a terceira fase, o uruguaio Marco Giorgi levou a melhor sobre o brasileiro Lucas Chianca e o chileno Edward Portocarrero. "Estou muito feliz por ter avançado nestas condições extremas, porque o mar realmente não está para brincadeira", disse Gabriel Villarán. "As ondas estão muito pesadas e qualquer erro ali pode ser fatal. Eu tive sorte em pegar uma boa onda logo no primeiro minuto da bateria e isto já me deixou mais tranquilo. Foi muito legal hoje e agora é concentrar para amanhã (sábado)".

Por João Carvalho / Foto Rommel Gonzales

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