20 de agosto de 2014

Brasileiro ficam pela repescagem no WCT do Tahiti

As ondas baixaram na terça-feira, mas Teahupoo bombou de novo alguns tubos perfeitos de 6 a 10 pés durante o dia. O problema era o grande intervalo entre as séries, com poucas ondas boas entrando nas baterias da primeira rodada eliminatória do Billabong Pro Tahiti. Nenhum dos quatro brasileiros que disputaram a repescagem aproveitou a segunda chance de classificação para a terceira fase. Então, só ficaram mesmo o líder do ranking Gabriel Medina e Jadson André, que estrearam com vitórias nas ondas bem maiores que abriram a etapa mais perigosa do Samsung Galaxy ASP World Championship Tour na segunda-feira em Teahupoo.
Jadson André (BRA)
O fenômeno de Maresias, Gabriel Medina, é o cabeça de chave número 1 do Billabong Pro Tahiti e vai defender a ponta na corrida do título mundial da temporada na sexta bateria da terceira fase. Seu adversário é o veterano australiano Nathan Hedge, que conquistou uma das duas vagas de convidados para esta etapa na triagem. Ele já tirou um brasileiro na última bateria da segunda-feira, quando surfou o tubo mais perfeito do dia para ganhar a única nota 10 do campeonato. Com ela, acabou eliminando Adriano de Souza, que tinha chances matemáticas de liderar o ranking mundial na Polinésia Francesa.

Restaram cinco concorrentes para tirar o primeiro lugar do brasileiro Gabriel Medina, os australianos Joel Parkinson, Mick Fanning e Taj Burrow, o taitiano Michel Bourez e o norte-americano Kelly Slater. O potiguar Jadson André vai enfrentar o maior ídolo do esporte na décima bateria, em mais uma reedição da final da sua única vitória no WCT, contra Kelly Slater no Billabong Pro Santa Catarina 2010, que marcou a despedida da etapa brasileira em Imbituba, pois no ano seguinte retornou à capital do Rio de Janeiro.
Josh Kerr (AUS)
Tanto Medina como Jadson surfaram tubos incríveis nas condições épicas da segunda-feira, com ondas de 8 a 10 pés e séries maiores de até 15 pés durante o dia. Na terça-feira o mar mudou, baixou um pouco, porém a dificuldade e o perigo eram os mesmos. Além disso, as séries estavam demorando bastante para entrar, com poucas chances para os surfistas nas baterias. A competição chegou a ser interrompida após a quarta bateria do dia, retornando somente às 14h30. O objetivo era realizar os dez confrontos que faltavam para fechar a repescagem, mas só foi possível fazer nove e a última bateria ficou para abrir a quarta-feira no Taiti.

As condições estavam difíceis e os brasileiros foram dizimados principalmente pela falta de ondas nas baterias em Teahupoo. O carioca Raoni Monteiro e o catarinense Alejo Muniz não conseguiram surfar nenhum tubo sequer nos duelos contra dois havaianos, John John Florence e Sebastian Zietz, respectivamente. Já o paulista Miguel Pupo conseguiu achar um que foi um pouco rápido e valeu 5,83, mas faltou outra nota regular para superar os 10,17 pontos do australiano Mitch Crews, que avançou para a terceira fase.
John John Florence
Antes das eliminações de Miguel Pupo e Alejo Muniz em confrontos seguidos, Teahupoo bombou tubos perfeitos para os dois competidores da oitava bateria. Foi a melhor do dia, com o espanhol Aritz Aranburu batendo o havaiano Fredrick Patacchia por menos de meio ponto de diferença no placar de 17,46 a 17,04 pontos. Estas marcas só não superaram os 17,90 pontos da vitória de Josh Kerr no duelo australiano com Mitch Coleborn que abriu a terça-feira no Taiti.

Por João Carvalho / Fotos Hayden-Smith / ASP

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