30 de abril de 2013

As diferentes áreas profissionais de um paraquedista


O paraquedista goiano, Rogério Fleury, de 32 anos, mais conhecido como Ipiranga, tem, literalmente, sua cabeça voltada para as nuvens. Com 17 anos de carreira e mais de 8.500 saltos de paraquedas, o atleta hoje está radicado em Boituva (SP), mostra a versatilidade de sua profissão. Quando não está competindo no Brasil ou representando o país em competições internacionais de Freefly (salto em queda livre com manobras) ou Swoop (pouso de alta performance), Ipiranga está dando aulas, filmando ou organizando eventos ligados ao esporte. “Eu faço um pouco de tudo. Sou instrutor AFF, instrutor ASL, instrutor Freefly instrutor de salto duplo. Também sou coach em túnel de vento, piloto de velames de alta performance, organizador de eventos e cinegrafista de todas as modalidades do paraquedismo”, enumera Ipiranga.

Rogério Ipiranga / Foto Migalha
Recentemente, ele embarcou para os Estados Unidos da América juntamente com a atleta Julie Vidotti. Lá ele deu instrução de túnel de vento no Paraclete XP, na Carolina do Norte. Paralelo a isso, ele atua como cameraman da Julie na modalidade Freestyle, considerada balé em queda livre, no qual é avaliado pela qualidade artística de sua filmagem. Também, é responsável por registrar em vídeo as manobras de Thiago Miniti, no Skysurf, que utiliza uma prancha em queda livre para realizar curvas, loopings e acrobacias radicais.

Segundo Ipiranga, a norma da Confederação Brasileira de Paraquedismo (CBPq) diz que para se profissionalizar como câmera é preciso ter a Categoria C, ou seja, mínimo de 200 saltos. “O interessado pode começar filmando alunos em progressão ou saltos duplos”, indica Ipiranga. Isso porque existem várias modalidades no paraquedismo e muitas delas pedem precisão. “No caso do Freefly, Freestyle ou Skysurf exige-se uma habilidade maior do câmera para voar em todas as posições e eixos do corpo humano”.

O atleta reforça ainda que o cinegrafista tem de ter em mente de que quando participa de um campeonato ele faz parte de um time. Ele conta que existem normas e critérios técnicos de avaliações dos vídeos que podem acabar com o resultado da equipe. “Sei que a responsabilidade de um câmera é gigante e me divirto com isso. Adoro filmar e fotografar, registrar o momento e captar o frame da melhor posição”, revela Ipiranga.

Para ele, todo o atleta deveria saltar com um câmera, pois aprimoraria seus saltos. Mas, antes de se tornar um cinegrafista ele deixa uma última dica: “Procure um profissional renomado no esporte e treine com ele para não colocar a vida de terceiros em risco. Use sempre um dispositivo de abertura automático no paraquedas e altímetro sonoro e visual”.

Por Emanuelle Oliveira

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