19 de janeiro de 2011

Parte 4 - História do Surf: Mudanças no surf atual

O InnerSport encerra por aqui a série História do Surf, produzida em quatro capítulos pela repórter Daniela Soares, correspondente de Fortaleza, que sintetizou a evolução deste esporte desde 1900, que continua a desafiar quem o pratica e fascinar quem apenas senta na areia da praia e assisti. Neste capitulo vamos entrar no novo formato de pontuação da ASP e na repaginada do circuito brasileiro profissional, que valorizou ainda mais o surf nacional. Boas ondas!
Kelly Slater, decacampeão mundial / Crédito ASP
História do Surf: ameaças de um novo circuito mundial, mudanças, reuniões, discussões, Kelly Slater, Andy Irons, esses foram alguns dos nomes e tópicos que ferveram os bastidores da elite do surf em 2010. Cansado talvez do formato retrógrado e pouco atraente do circuito WT, Kelly Slater um dos caras mais influentes do esporte, começou a reunir-se com organizações e empresas dispostas a fazer um Rebel Tour. Essa possibilidade latente pareceu surtir efeito, e após várias reuniões a ASP anuncia um novo formato para o WT e WQS de 2010.

Apesar do anuncio de uma melhor premiação tanto para o QS como para o WT, de novos picos e da redução dos 48 atletas iniciais para 36 após a 4ª- etapa do WT, os atletas começaram o ano um pouco inseguros. Ao caminhar dos passos, o novo formato foi formando suas bases e a familiarização deu lugar, a evolução. A nova geração abriu espaço, nas cadernetas dos jurados, para as manobras mais arriscadas, dadas mais ao freesurf. Kelly e Andy, que acabara de voltar a elite após um ano parado, não ficaram atrás, e o “vovô” e seu maior “concorrente”, conseguiram suas vitórias. 
 Jean da Silva (campeão brasileiro de 2010) / Foto divulgação
No Brasil, a mudança se deu no maior circuito brasileiro, o SuperSurf. Após dez anos de sucesso como a elite do surf nacional, o SuperSurf deu uma repaginada e passou a ser calendário e etapas importantes no WQS. O circuito nacional passou a ser chamado de Brasil Surf Pro, ambos com boas premiações. Essa reviravolta trouxe boas possibilidades para o Brasil, além de uma visão diferenciada por parte da ASP e dos atletas.

Enquanto isso, no WT, à reta final do circuito havia chegado. Slater tinha acabado de ganhar em Portugal e precisava apenas de um terceiro ou a vitoria para receber o seus titulo de Deca Campeão mundial. A parada antes de Pipeline era Porto Rico, havia certa ansiedade no ar, que fatalmente foi dissipada com a noticia do falecimento de Andy Irons.
Stphanie Gilmore, tetracampeã mundial / Crédito ASP
O havaiano, principal oponente e um dos melhores amigos de Kelly fora encontrado morto num quarto de hotel em Dallas, Texas. De acordo, com o divulgado pela ASP, Andy estava doente e após exame e atendimento médico, resolveu ir pra casa no Havaí. Numa escala, Irons se hospedou num hotel e acabou falecendo. A causa ainda não foi divulgada pela família.

O campeonato ficou parado por dias, homenagens eram feitas em vários locais do mundo, inclusive em Porto Rico. Após o retorno da penúltima etapa, a vitória inevitável acontece. Kelly Slater consegue o seu décimo titulo mundial. O americano não se esquece de seu amigo e o homenageia com essa conquista. A ASP anuncia que a última etapa, realizada nas ondas de Pipe será em homenagem de Andy e sua família. Dessa vez, o francês Jeremy Flores consegue o titulo da etapa. Essa vitória marca o termino do circuito 2010 do WT. Um ano de muitas mudanças, de novas visões, no pensamento de um circuito mais viável e instigante para os atletas, mais também um ano de perda e tristezas. O mundo perdera um dos caras mais autênticos e fortes do circuito. Andy deixa muitas saudades, alegrias e inspirações. 
Andy e seus alunos do projeto / Foto divulgação
Para 2011, corre o boato de que a ASP incluirá uma etapa na piscina de ondas de Kelly, em Nova York, porém essa historia só saberemos sua veracidade nas proximidades da etapa.

O Brasil encerrou o ano com boas novas. O ASP incluiu o Rio de Janeiro, como uma das etapas do WT. O circuito brasileiro confirmou seu prestigio e sucesso, além desse circuito e do SuperSurf, os brasileiros criaram também mais etapas do Surf Master, mandaram mais atletas para os circuito Juniors, Masters, Longboarder, bodyboard e kite e ainda incluiu 5 atletas na elite mundial, Raoni Moneitro, Alejo Muniz, Heitor ALvez, Jadson André e Adriano de Souza, Mineirinho.
Alejo Muniz / Foto Daniel Smorigo
O ano de 2011 começou agora, mas pelo o que vemos nos mares do Brasil e do mundo será um ano de boas ondas e notícias, e o InnerSport estará aqui para mostrar tudo isso para vocês.

Por Daniela Soares / Correspondente do InnerSport-Fortaleza

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